29.3.10

CUMPLICIDADE!

as vezes não nos damos conta de nossas cumplicidades, mas não da para negar a responsabilidade.

Em algum momento começaram a surgir os planos de saúde, onde em troca de uma mensalidade fixa o contratante tem o direito de fazer exames, consultas, internações, procedimentos médicos, etc, e isso tornou-se algo indispensável e entrou para o orçamento fixo da família brasileira.

Por sua vez o plano de saúde combina com médicos, hospitais, laboratórios credenciados um valor a ser pago por serviços prestados aos seus conveniados.

Em uma fase onde o medo e a doença estão em alta, esse se torna um grande negocio para o planos que trabalham com a fragilidade das pessoas, e para os médicos que apesar de receberem menos, tem mais pacientes, pois já que se paga há que usar.

Não vou nem falar que assim como seguros em geral, quando se compra é fácil, mas quando precisa usar nem sempre é tão simples; precisa pedir autorização, o atendimento é desfavorecido, e as vezes a necessidade do conveniado é negada.

Desta vez o que me chama atenção é o poder que tem-se dado ao plano de saúde, que no meu ponto de vista é um intermediario que mais atrapalha do que ajuda.

Vamos ao caso que me fez querer escrever sobre esse assunto:

Uma clínica muito conceituada, dirigida por um médico muito generoso, atencioso e competente, há anos atrás "cai" no conto do plano de saúde e credencia sua clínica que passa a receber cada vez mais pacientes desse plano.
Todos contentes, médicos com muitos pacientes e pacientes com bons médicos a um valor embutido em mensalidade já paga.

Tempos depois, o plano de saúde resolve mudar a regra do jogo e comunica a essa clínica que irá diminuir o valor pago aos médicos pelas consultas de seus usuários.

A clinica, indignada, não aceita, pois fica inviável trabalhar dignamente com essa proposta, então plano de saúde do alto de seu poder, que foi lhe foi concedido, não da outra saída, ou a clínica aceita os novos valores ou será descredenciada.

Porem 95% dos pacientes desta clínica hoje são deste plano de saúde.

Se descredenciar, a clínica encerra suas atividades, se aceitar a baixo valor, ela opera no prejuízo. Médicos e pacientes saem perdendo, e plano de saúde só interessado no seu lucro.

Quem foi mesmo que deu poder aos planos de saúde? assim como a todos os intermediarios que aceitamos, achando estar fazendo um otimo negocio?

Sim, somos cúmplices!

Infelizmente essas armadilhas e falsas ilusões não estão só nos planos de saúde, ouso acreditar que todo intermediario que é pago para fazer aquilo que não nos dispomos a fazer cobra um preço alto, o do exercício do poder e seu dependente.

Basta um tanto de coragem, confiança e bons aliados para deixar de ser cúmplice desses tristes exercícios.

25.3.10

ENCONTRO!

mais legal e produtivo do que pensar sozinha é reunir-se com pessoas com interesse comum mas com experiências singulares.

Com mais ou menos frequência, temos criado encontros para, cara a cara, discutirmos sobre educação, a criação de uma nova metodologia de ensino, nossa vida em comunidade, nossa futura ecovila...

Amanhã teremos um encontro, que queremos mante-lo com frequência semanal, todas as sextas-feiras das 19hs as 21hs.

É aberto a todas as pessoas interessadas, é totalmente gratuito e não é necessário a frequência semanal para fazer parte.

Sejam muito bem vindos!!!

Quem tiver interesse por favor entre em contato através do e-mail anathomaz@terra.com.br

21.3.10

BENDITA FEBRE!

por um lado temos a natureza agindo, produzindo calor, que como uma faxineira caprichosa, limpa o corpo queimando vírus, bactérias, excessos, que liberam o corpo de tudo aquilo que o impede de se desenvolver plenamente.
São três dias de batalha, onde a criança bem hidratada e com boas condições de saúde enfrenta dignamente entre delírios e muita introspecção, seu corpo aquecido entre 37º e 41º!!!
Um adulto tranquilo, sensível e confiante, pode ser uma boa companhia.
Claramente percebe-se a criança batalhando, transmutando, conquistando um novo lugar, uma nova expressão, um mundo-próprio, apresentando seu temperamento.
Ao vencer a batalha la está ela, alegre pela vitoria, fortalecida por suas conquistas, confiante em sua expressão, o corpo mais longelineo, mais magro e mais alto.

Deixa de ser bebê e torna-se criança!

Do outro lado temos a industria que mais fatura no mundo, empurrando seus remédios goela abaixo, gerando na população medo das reações de sua própria natureza, enfraquecendo e adoecendo seus consumidores para poder vender mais.
A qualquer custo, sem ética nem estética, vale informação equivocada, ameaça, sedução, mentira e mais mentira, para atrair o consumidor, que uma vez conquistado, vira adicto, e assim a industria farmaceutica mantém sua liderança mundial de faturamento.

E aquela criança que merecia sua bendita febre?!

Acabei de ver minha caçula passar por isso.
Como já vivi isso algumas outras vezes com os filhos mais velhos, então nos dias de hoje não sinto nem mais aperto no coração de ver filho delirando aos 40º. É só alegria. Fico ali, ao lado, assistindo a força da natureza atuando e esperando o final do espetaculo para aplaudir e também fortalecer minha confiança no corpo.

18.3.10

A MEIA DISTANCIA...

não imaginava a intensidade dos acontecimentos "a meia distancia".

Chamo de meia distancia aquilo que não está distante como uma noticia de jornal ou acontecimentos com amigos de amigos, e nem tão perto como aquilo que nos afeta diretamente.

Fui a um casamento de "meia distancia", um casal muito querido porem de pouco convívio que teve a delicadeza de me convidar para testemunhar uma união que muito me emocionou, chorei em vários momentos e me senti tocada pela confirmação de seus amores.

Depois recebi a noticia que minha irmã, que mora no interior, adotou um bebê que acabou de nascer, porem ainda está na UTI para ganhar peso pois nasceu muito prematuro por causa do falecimento da mãe.
Sou tia, porem por não saber anteriormente dos planos da minha irmã e ainda não conhecer meu sobrinho, considero esse um evento de meia distancia e que tem me emocionado muito.

Hoje fui ao velório de uma pessoa que foi muito importante na minha vida, mas não tinha contato com ela há 20 anos. Fiquei completamente mobilizada por sua morte e algo muito intenso está me atravessando.

Parece que quando a gente está muito próximo dos acontecimentos, somos envolvidos por tantas outras demandas que o fato em si se mistura com outras necessidades.
Quando não temos nenhum contato direto com o acontecimento, nos sensibilizamos mas logo seguimos com nossas vidas e a noticia vira passado.
Mas a meia distancia, tem algo que se passa, e com tal intensidade, que torna uma experiência pura, o acontecimento e nada mais, o acontecimento e tudo isso.

Fiquei pensando no quanto, com nossas atitudes, afetamos as vidas das crianças que estão a meia distancia de nós.
O quanto, de forma intensa. fazemos parte da formação de pessoas sem nos darmos conta.
Talvez seja importante investir nas experiências "a meia distancia" na formação de nossas crianças, porque sem duvida, este é um lugar de pura intensidade.

Será que me fiz entender?

16.3.10

A TURMA!

quando eu ia a escola sonhava com o dia em que entraria na faculdade para não precisar mais usar uniforme. A ironia é que eu fiz faculdade de educação física onde era obrigatório o uso de uniforme para as aulas praticas. Mas olhando ao redor haviam os alunos que cursavam direito que também pareciam uniformizados.

Outro dia minha amiga Rita, atrevida que é, foi questionar a escola de seus filhos a necessidade do uso do uniforme, e a escola respondeu que era muito importante para proteção das crianças, pois a comunidade reconhece as crianças pelo uniforme.

Conversando com uma aluna da técnica Alexander, que sempre viveu no interior e agora faz faculdade em São Paulo, comentou comigo o fato curioso de sua colega conseguir reconhecer quais escolas os outros estudantes frequentaram. Ela olha e diz "esse fez Dante", "esse outro com certeza veio do equipe", "aquele ali veio de escola publica", "olha o jeitão do vera cruz que ela tem"...

A questão da Rita é perfeita, pra que uniforme?

15.3.10

SEMANA MUSICAL

neste final de semana que passou, o Espaço Caçamba de Arte promoveu o workshp da francesa Joelle Colombani, que como professora da técnica Alexander e profissional da voz, fez com que um pequeno grupo privilegiado experimentasse a voz como um gesto do corpo, uma expressão corporal.
Para isso, acordamos o corpo com ação, movimento e percepção e liberamos a voz inspirados na impressionante qualidade da voz de Joelle.
Depois estávamos preparados para improvisar, experimentar, criar e ir a lugares nunca antes visitado.
10 horas de trabalho onde tivemos nossas vozes e corpos novamente integrados e com a sensação de nunca mais desconecta-los.

Neste próximo final de semana teremos mais um mergulho ao mundo musical, criativo e cheio de vida.
Vamos receber Fernando Barba, criador e diretor artístico do Grupo Barbatuques.
Barba, como é conhecido, tem um modo singular de nos tornar instrumento e musico de nós mesmos. Nosso corpo cria som, enquanto nossa mente se aquieta para liberar nossa fonte criadora e como um jogo, uma brincadeira, compor uma divertida orquestra de corpos sonoros.

Quem já foi ao show do Grupo Barbatuques sabe do efeito encantador que é assistir a tanta criatividade e talento, e participar de uma oficina com o Barba, é vivenciar esse processo na pele.

O encontro acontecerá no sábado e domingo, dias 20 e 21 de Março das 14 as 17hs.
O custo será 90 reais.
Para inscrição e qualquer duvida é só acessar o e-mail - cacambadearte@terra.com.br

E sejam muito bem-vindos!!!

9.3.10

PROFESSOR X MEDICO

O menino iniciou o ensino fundamental, já não tem mais tempo para perder com brincadeiras de pré escola, agora o assunto é sério, tem que aprender a ler, escrever, fazer contas...

Menino: professora, posso levantar?
Professora: não, estamos em aula, no intervalo você levanta.
Menino: mas professora, eu estou cansado de ficar sentado, minha bunda está doendo!
Professora: você tem que se acostumar, se não ficar quieto na cadeira não vai aprender nada, vai ficar burro, e da próxima vez você fala bumbum!

No ensino fundamental II.

Professora: mãe, seu filho tem dificuldade em se concentrar, fica se mexendo na cadeira, parece que ta sentado em um formigueiro, aconselho a leva-lo em um psiquiatra pois eles tem um remedinho otimo para esse problema, metade da turma já toma "ritalina", e posso te falar que é uma maravilha, a turma fica muito mais concentrada.

O menino cresceu e foi para o ensino médio.

Professor: meus caros alunos, sejam bem vindos ao momento decisivo de suas vidas, chegou a fase de estudar serio para garantir o futuro. Não vamos perder tempo com intervalos, vamos ter aulas duplas e triplas, o sacrifício vai valer a pena!!!

O menino estudou, virou homem, conseguiu uma colocação no mercado de trabalho, dedicadissimo fica preocupado porque sente muita dor nos braços, então procura um medico.

Medico: meu jovem, você está com tendinite por esforço repetitivo, quanto tempo voce passa no computador no seu trabalho?
Jovem: umas 8 horas, as vezes 10, sei la!
Medico: e como são seus intervalos?
Jovem: não faço intervalo não doutor, pois rende mais o trabalho, as vezes como um lanche na hora do almoço mas nem levanto da mesa.
Medico: assim não é possível!!! Como seu caso está grave eu gostaria que você levantasse e saísse da frente do computador a cada 30 minutos, vai tomar uma agua, vai respirar um pouco, mas levante da cadeira!!!
Jovem: difícil doutor! Não tem um remedinho para curar isso sem eu ter que trabalhar menos?