28.5.10

EDUCAÇÃO PARA VIDA!

a minha ausencia neste blog se deu por ter ido trabalhar em Buenos Aires e o retorno me traz a grande alegria de anunciar um curso que além de muito especial se faz mais que necessário.
o trabalho da escola Pestalozzi é um trabalho consistente, ativo, absolutamente vivo; seria a escola que eu colocaria meus filhos e enquanto esse tipo de escola não existir por aqui, eles ficam em casa!

segue as informações sobre os cursos de Margarita Valencia:




Encontro para Pais e Professores da Nova Era

Com Margarita Valencia

A EDUCAÇÃO LIVRE COMO ALTERNATIVA DE CONVIVENCIA NO AMOR E O RESPEITO ENTRE ADULTOS E CRIANCAS.

Uma proposta que está revolucionando os atuais conceitos de aprendizagem e educação no mundo.
Introdução
Numa sociedade que avança rapidamente, as exigências de trabalho para suprir as necessidades de sobrevivência e pessoais marcam profundas brechas que interferem na comunicação e nas relações humanas, especialmente nas relações entre adultos e crianças ou adolescentes.
Neste contexto se faz urgente criarmos espaços de diálogo aonde possamos manifestar nossas preocupações e aprofundar temas relacionados com a educação, o cuidar e tudo que implica o constante crescimento de nossos filhos em termos emocionais, intelectuais e sociais.
Para auxiliarmos nesta tarefa, existem algumas experiências que nos falam da possibilidade de não interferir no desenvolvimento das crianças, preparando ambientes aonde possam interagir livremente e praticar a tomada de decisões, assim respeitando cada etapa do processo do seu crescimento e favorecendo efetivamente seu crescimento integral.
Esta proposta nos convida também a uma reflexão mais ampla em relação ao nosso entorno: Será que a crise ecológica, social e econômica que enfrentamos a nível mundial, não tem relação com o que as pessoas desde pequenas aprendem em casa ou na escola? A resposta é afirmativa.
É hoje comprovado que uma pessoa amada e respeitada, nas suas verdadeiras necessidades em cada uma de suas etapas de desenvolvimento, se tornará um adulto que convive em paz e respeito consigo mesmo, com seus iguais e com a natureza, se tornando co-construtor de um planeta com as mesmas características.
Estes sãos os parâmetros que norteiam a educação livre, uma perspectiva sobre a educação que nos permite construir uma vida em harmonia com as nossas crianças e adolescentes. Esta vertente se baseia em etapas sobre o desenvolvimento do ser humano realizadas por Jeanne Piaget e no conceito de “autopoyesis” do Humberto Maturana, dentre outros, que ressalta que na vida/natureza jamais existem relações instrutivas.
A série de Encontros sobre Educação Livre como Alternativa de Convivência no Amor e Respeito entre Adultos e Crianças, destinada a Pais e Professores da Nova Era, apresenta e oferece uma oportunidade de aprofundar estes e outros elementos básicos de respeito aos processos de vida e acompanhamento adequado ao crescimento da criança e o adolescente, incorporando também insumos da vivencia de uma escola, referencia mundial na área, em Equador: a escola Pestalozzi.
Temas centrais
- Funcionamento e desenvolvimento cerebral
- Fases de desenvolvimento
- Ambientes Preparados:
Liberdade e Limites
Presencia do adulto: regras e limites
Ambientes que favorecem processos de desenvolvimento
O choro e o riso como formas adequadas de processar experiências
Linguagem e verbalização: como nos comunicamos com as crianças
A importancia do brincar
A televisão e a tecnologia
A tomada de decisões e o desenvolvimento da inteligência
O brincar como forma de aprendizagem
O brincar representativo
A hora de comer
O momento do banho
O momento de dormir
O momento de se vestir

Perguntas freqüentes
Por limites e regras é ir contra a liberdade das crianças?
Como posso por limites e ainda expressar amor? A partir de que idade isto é relevante?
Qual é a função dos adultos na convivência e no cuidado das crianças?
Como podemos conviver entre adultos e crianças de diferentes idades, em harmonia, liberdade e respeito?
Se os sistemas educativos a nível mundial estão sempre em crise, porque então temos que mandar os nossos filhos para a escola?
Como posso ajudar meus filhos para que se respeitem entre irmãos?
Porque quando falo com meus filhos eles não me escutam?
Porque é tão difícil por ordem nos dormitórios dos meus filhos?
A proposta pedagógica visa intercalar apresentações de conceitos e práticas, com momentos de reflexão, individual e em grupo, de partilha, e de retro-alimentação destes com experiências praticas na vida cotidiana.
Público-Alvo: Adultos que tenham relações com crianças e adolescentes (de qualquer idade, desde recém nascidos!), como pais e professores.

Facilitadora:
Margarita Valencia A.
Formada em Pedagogia (Ciências da Educação) pela Universidade Católica de Equador. Tem 10 anos de experiência de trabalho na ‘Fundación Educativa Pestalozzi’, www.fundacionpestalozzi.com em Equador. A Escola Pestalozzi é reconhecida na área pedagógica como pioneira no seu enfoque alternativo e como uma das novas correntes educativas mais avançadas no mundo. Margarita chegou no Brasil em Julho 2009 para criar a primeira escola livre, baseada na escola Pestalozzi, no Brasil. Esta escola, Inkiri, está hoje estruturada na ecovila Piracanga, na Bahia e recebe crianças de diversas idades e nacionalidades (www.piracanga.com)

Para maiores informações sobre conteúdo do curso entre em contato com Margarita Valencia
E-mail: marvalencia321@yahoo.es

*O curso será realizado com a confirmação de um mínimo de 10 pessoas e um máximo de 20.

15.5.10

PRIMEIRO A IGNORANCIA, DEPOIS A MEDIOCRIDADE...

dizem que a ignorância é santa, pois quando não sabemos das possibilidades não sofremos, como o ditado que diz "o que os olhos não vêem o coração não sente".

acho que não é bem assim, pois mesmo quando não sabemos de outras possibilidades, em algum lugar sentimos que as coisas poderiam ser diferentes, e então começamos a pesquisar, correr atrás de algo que nem sabemos bem o que é e se não encontramos nada que nos satisfaça, e o desejo continua ganhando consistencia a gente acaba inventando, criando seja la o que for necessário para concretizarmos aquilo que sentimos.

porque nossa natureza tem desejos, independente do que sabemos.

porem quando nos afastamos muito de nossa natureza, ela reclama, incomoda, se inquieta; o problema é que vivemos em um sistema que nos oferece anestesia para essa sensação de incomodo, e nos estufa com distrações, compensações, ameaças...

então surge o outro lado, surge a mediocridade.
sentimos curiosidade, um desejo de conquistas e logo temos muitas desculpas para não nos movermos em direção as mudanças, e nos sentimos apoiados por muitos na nossa covardia, nos nossos medos, que são muito compreendidos, apoiados e até estimulados.
assim surge a reação burra em relação as possíveis mudanças e aceitamos a mediocridade, a medianidade, a media, a norma, o normal.

triste, muito triste, pois a vida faz um pacto com o medo, com o conhencido, mesmo que esse conhecido seja detestável, porque para essa situação já existe um lugar pronto, o da vitima, e assim nos tornamos "vitima" de um mundo muito duro de se viver, mas na realidade somos cúmplices desse tipo de vida, construimos esse tipo de vida.

e não tem ignorancia que nos anestesie disso, pois em algum lugar, em algum momento a gente reconhece nossa mediocridade, que dói, que ressente, que pesa, que desperdiça a vida, que joga fora uma potente possibilidade de viver, como são todas as vidas.

abaixo a ignorância, a mediocridade, o medo, a covardia, as recompensas, a vida triste.

viva a audácia, a coragem, a transformação, o inédito, o atrevimento, o desejo real que sem duvida existe em todos nós.

4.5.10

ATUALIZAÇÕES!

atualizando as experimentações:

como já contei neste post e neste outro post, desde o começo do ano não uso xampu, condicionador e derivados. Hoje completa 4 meses e tem sido cada vez melhor e mais simples.
estou na mistura do bicarbonato de sódio com óleos essenciais variados, e para enxaguar a mistura do vinagre também com alguns óleos essenciais.
meu cabelo realmente começou a fazer parte do meu corpo.
não consigo nem pensar em voltar a usar xampu!!!

com o oil pulling que falei neste post continuo firme e forte, não perco um dia meu bochecho matinal, tornei-me totalmente adicta.

desodorante, pasta de dente, e todos os produtos para limpar a casa, continuam sendo feito por mim.

parece que este modo de vida veio para ficar e tem me despertado para outros movimentos e percepções, como por exemplo, está ficando muito claro o quanto a farmácia é consequencia do supermercado, o quanto nossos hábitos alimentares nos faz realmente acreditar que precisamos de um plano de saúde.

como a normalização das doenças nos faz crer que é inevitável ter o corpo se deteriorando com o passar do tempo.

acho incrível como não percebemos as ligações indiretas que tem as coisas.

e como acreditamos nas soluções diretas como: comeu muito, passou mal, toma um remedinho que passa; e volta a cometer os mesmos abusos porque já sabe que tem ali um remedinho para tomar depois.

porem ao invés de perceber que estamos nos destruindo, pensamos que estamos arrumando uma solução para os problemas.

coisa de louco!
e que nos ensinaram a achar que isso é normal.

e assim seguimos batendo a cabeça, correndo atrás de formulas, conselhos e exemplos para seguirmos, e quanto mais gente fazendo a mesma coisa, mais seguros nos sentimos, mesmo que o que se está sendo feito seja uma grande bobagem.

talvez a saída para esse problema seja perguntar "a serviço de que/quem está tal proposta?"

a gente vai perceber que existem respostas como:

a serviço do lucro de tal empresa,
a serviço da doença, da fraqueza, da desqualificação do ser humano e da natureza,
a serviço do poder,
a serviço da ordem (ordem que beneficia quem?),
a serviço do sistema capitalista (que é um sistema que busca o lucro a qualquer custo)
a serviço do crescimento (crescer por crescer é o principio da célula cancerígena),
e por ai vai...

porem a única resposta satisfatória deveria ser:

a serviço da vida que precisa acontecer!!!

23.4.10

OCITOCINA OU ADRENALINA...

andei pensando sobre o assunto...

para desejar uma relação sexual é necessário banhar-se de hormonio.

ocitocina é o hormonio do amor.
adrenalina é o hormonio da ação.

não que uma seja boa e outra má, as duas são essenciais para vida, mas elas servem a circunstancias diferentes, mas por algum motivo, creio que cultural, a gente descordena e usa uma no lugar da outra.

ocitocina é um hormonio tímido, que precisa de tempo e confiança para que ele se mostre.
em uma relação amorosa, no parto humanizado, no convívio saudável entre as mulheres, na amamentação, nos ataques súbitos de amor incondicional aos filhos, entre outras, são situações que o hormonio ocitocina se faz presente e nos conduz a um caminho de entrega, relaxamento, confiança, amor...

mas nem sempre as circunstancias são propicias para ocitocina, então o jeito é apelar para a adrenalina.
nas relações proibidas, perigosas, nas discussões, nas brigas, no risco, no jogo, na cesaria.
vem a tensão, a tesão, a gente não se entrega mas se envolve, se enrola, desconfia, mas gera ação, sai do indiferente.

e assim a partir de nossas escolhas, de nossos modos de vida, a gente vai associando nosso sexo, nosso parto, nossas relações, conduzidos pela ocitocina ou pela adrenalina.

essa escolha é nossa!

o que não da é para ficar indiferente, pois como um vulcão adormecido, se a gente não se envolver com a vida, uma hora o vulcão acorda e com sua força incontrolável pode ser um caos, destruição, desilusão.

assim como no sexo casual, no desespero, ativa-se a adrenalina, satisfaz o desejo e fica o gosto amargo da solidão.
porque para o sexo com ocitocina tem que criar condições para que a bendita apareça e te apresente lugares ineditos, gerando cumplicidade e relação de verdade.

mas não nos enganemos achando que a ocitocina é só calmaria e segurança, se entregar para o amor é uma aventura e tanto, é só passar por um parto domiciliar para provar que não é só equilíbrio e suavidade, o bicho também pega, mas te leva a construção de uma força e confiança que te coloca em um caminho sem volta, onde sempre se quer nada menos que banhos diários de ocitocina.

pois é, andei pensando sobre isso!

20.4.10

ILUSIONISMO!!!

não existem fatos, existem interpretações sobre acontecimentos.

essas interpretações, geralmente, são tidas como informações, que raramente desconfiamos, ainda mais se a interpretação tem como atestado "está provado cientificamente".

a pergunta é: a serviço do que, ou de quem está tal informação, pesquisa, ou estudo cientifico?

eu tenho uma experiência diária aqui em casa que sempre me alerta para tais ilusões.
meu filho é magico, e está ficando cada vez melhor nisso, e todos os dias me aparece com truques que me fazem ver só aquilo que ele quer, eu não vejo o que está por traz da magica, não tenho ideia de como ele faz tudo aquilo acontecer a centímetros de mim e eu só vejo o que ele quer.
não é incrível?

é possível transformar qualquer acontecimento em um fato, basta te mostrarem somente o que interessa ao fato.

não é nenhuma novidade que muitas teses e teorias que já foram provadas cientificamente no passado, caíram por terra.
bastou mudar o ângulo, a interpretação, e a tese ganha outro sentido.

por isso não basta somente se encher de informações, procurar a verdade, fazer estudos...

tem que aprender a pensar, a encontrar o problema real, a decodificar a serviço de quem está a interpretação, a criar novas experimentações, propor novas saídas, buscar a pergunta precisa e não a resposta certa.

mudar o ângulo, encontrar outra visão...

lembrar sempre que não existem fatos, somente interpretações dos acontecimentos!!!

14.4.10

UMA QUESTÃO DE EQUILIBRIO!

posts atrás vim com o tema equilíbrio, e no anterior, como o desequilíbrio nos leva a interiorização dos problemas, sugerindo que um movimento interessante seria investir em nosso equilíbrio corporal.

esclarecendo que equilíbrio é um movimento dinâmico e não uma posição certa e fixa, que é uma questão singular e não universal, que o equilíbrio já está no corpo e que o caminho é parar de impedir que esse equilíbrio dinâmico aconteça.

como já coloquei anteriormente um dos fatores de desequilíbrio é a super valorização da capacidade racional e a desqualificação do corpo como algo vivo, criador e gerador de vida.

a escola cumpre bem essa função, estimulando o exercício racional e entulhando corpos atrás de carteiras.

a partir desse corpo distorcido, nossa percepção do mundo também fica distorcida criando assim o senso comum, que é uma maneira de retratar a condição desequilibrada de uma sociedade, assim também como o bom senso, que é o resultado da percepção fragmentada e limitada que temos da vida.

o corpo equilibrado, a vida equilibrada é aquela que cria, que se cria, que é capaz de ver em cada relação o problema essencial para seu desenvolvimento e deleite da vida.

um bebê recem nascido acorda no meio da noite em seu berço e chora, sua mãe prontamente vai atende-lo, mas leva um tempo real de deslocamento, preparação para amamentar e enquanto isso o bebê continua chorando ferozmente, assim que encosta a boca no seio, para imediatamente e se entrega ao prazer do saciamento, como se nada houvesse acontecido.
essa situação se repete todas as noites.
ele aprende e se desenvolve com a situação, pois em pouco tempo ele já para de chorar assim que vê sua mãe e espera o tempo necessário para poder mamar, e com mais tempo ele chega a chamar a mãe, sem nem precisar usar o recurso do choro.

porem se a mãe prefere treinar o bebê a parar de mamar durante a noite e o bebê é abandonado em seu choro até cansar, ele desisti por resignação, entra em colapso e desequilíbrio; não vai morrer por isso, mas começa a criar seu estado de ressentimento, acreditando ser ele o criador do problema ou sua vitima.

o convite ao desequilíbrio está por toda parte, em casa, na escola, na rua, em nosso modo de vida, em nossos corpos.

acho um passo essencial perceber o meio em que estamos inseridos e que não estamos presos a ele, simplesmente somos cúmplices e ajudamos a sustentar e proliferar esse modo desequilibrado de viver, mas o equilíbrio insiste e persiste, ele ainda está aqui, dentro de nós, louco para ser liberado!!!

7.4.10

ONDE ESTÁ O PROBLEMA?

nesses últimos dias, tenho pensado muito que não existe conflito original em nós.
o corpo equilibrado não tem conflito, tudo se desenvolve harmoniosamente, não existe nenhum órgão querendo tomar a função de outro; as pernas estão sempre de acordo em relação a que direção seguir; apesar de tantos vetores de forças distintos, todos trabalham em um sentido comum...
mão esquerda não tem inveja da habilidade da mão direita; os fluxos do corpo não exitam, fluem para onde tem que fluir...

aonde aparece o conflito então?

na relação!!!

conflito, problema, estimulo, demanda, impulso, provocação; tudo isso acontece na relação.

e sempre estamos em relação!
temos relação com o ar, com o alimento, com a gravidade, com os outros.
mesmo isolados estaremos sempre em relação.

então estamos sempre expostos a problema?
sim!!!

então qual questão deste post?

que não há conflito "interno", ele sempre pertence a relação.

os conflitos não são pessoais e sim relacionais.

qual a diferença?

se a pessoa está "equilibrada" os problemas não se internalizam, eles fazem parte da relação e não das pessoas.

se algo me frustra meu corpo não torna-se frustrado, assim que a relação muda a frustração desaparece, não fica o ressentimento ecoando pela vida afora.

ao observarmos as crianças isso fica muito claro:

a criança discorda de algo, daí ela briga, fica furiosa, pode fazer o escândalo que for, se você observar o corpo dela, por mais alterado que pareça, suas estruturas estão intactas, sua coluna continua sustentando seu corpo, seus membros estão coordenados, seus músculos estão intensos porem sem tensão, assim que o problema se resolve, tudo desaparece, como magica, e aquela criança não fica remoendo o assunto, ofendida, ressentida, simplesmente passa.

quando um adulto, com seu corpo desequilibrado passa por algo que ele não está de acordo, da para perceber que sua expressão tensiona e se fixa, mesmo sob disfarce; os ombros contraem, a garganta fecha, o estômago e a respiração são afetados, o cérebro é tomado por pensamentos fixos; e por mais que a relação causadora de tantos problemas se transforme, fica ali uma ferida, uma marca, que ressoa, que ressente, que nos adoece.

então a solução é investir no equilíbrio original do corpo, na verdade desinvestir no desequilíbrio pois o equilíbrio já está lá presente, desde sempre.

que equilíbrio é esse?

volto amanhã para destrinchar o equilíbrio primordial do corpo.