a capacidade que a criança tem em tornar a brincadeira coisa seria e tornar obrigação em brincadeira me faz pensar que nunca precisamos colocar a criança no estado de "agora não é hora de brincar", "agora você tem que fazer suas obrigações".
um enorme gasto de energia a toa.
o que acontece quando a criança tem uma obrigação a cumprir?
ela transforma aquela obrigação em brincadeira.
e o que acontece quando uma criança brinca?
ela se envolve seriamente.
perfeito!
a não ser que o adulto envolvido na historia esteja tão ressentido com a vida que não consegue ver a alegria fluindo sem pensar que algo de muito errado está acontecendo.
e o que acontece quando é dado a uma criança uma obrigação sem a permissão de transformar aquele momento em alegria?
ela não irá colaborar!
simples assim!
isso porque a inteligencia nata da criança está ativa, e ela sabe que a vida é permeada pela alegria, a vida é alegre por natureza.
e brincadeira é o exercício da alegria.
criança brinca muito bem ao escovar os dentes, ao ajudar nas tarefas de casa, ao ter que cuidar do irmão mais novo, e ao ser cuidado pela irmã mais velha, preparando-se para dormir, e até seria capaz de brincar fazendo lição casa, mas para isso ela não pode nem desconfiar que alguém acha que esses não são momentos de brincadeiras.
me parece que se apagarmos do nosso vocabulário a frase: "agora não é hora de brincar", e isso serve para a criança e para o adulto, a vida irá fluir na direção da alegria.
6.2.11
RE-CRIANDO 2011
vamos retomar nossos encontros mensais com assuntos que nos inspiram outros modos de vida.
o primeiro encontro do ano acontecerá em piracaia, no mesmo local que fizemos o encontro sobre comunicação não violenta, uma cidade que fica a 90 km de são paulo.
é um sitio com estrutura para passarmos o dia envolvidos com muita natureza e bons encontros.
nosso tema será brincadeiras com crianças e nosso papo será sobre desescolarização.
o encontro é gratuito e aberto a toda familia e interessados em vivenciar um dia onde criaremos varios ambientes propicios para as crianças (de todas as idades) brincarem, e conversar sobre um assunto instigante que afetam a todos.
para maiores informações e inscrição, escreva para:
anathomaz@terra.com.br
sejam muito bem vindos!!!
o primeiro encontro do ano acontecerá em piracaia, no mesmo local que fizemos o encontro sobre comunicação não violenta, uma cidade que fica a 90 km de são paulo.
é um sitio com estrutura para passarmos o dia envolvidos com muita natureza e bons encontros.
nosso tema será brincadeiras com crianças e nosso papo será sobre desescolarização.
o encontro é gratuito e aberto a toda familia e interessados em vivenciar um dia onde criaremos varios ambientes propicios para as crianças (de todas as idades) brincarem, e conversar sobre um assunto instigante que afetam a todos.
para maiores informações e inscrição, escreva para:
anathomaz@terra.com.br
sejam muito bem vindos!!!
1.2.11
A ESCOLA QUE EU QUERO
com o assunto em alta, tenho sido muito perguntada sobre o homeschooling (ensino domiciliar) que está crescendo, ou aparecendo cada vez mais aqui no brasil.
meus filhos não estão em idade escolar obrigatória, por isso não vão a escola.
mas também não pratico o homeschooling.
homeschooling é a pratica de ensinar os filhos em casa substituindo a escola, com um currículo pré-determinado, rotina de estudo, matérias, baseado em um desenvolvimento linear.
por motivos religiosos, ou por desejo que seus filhos tenham um ensino otimizado, pais no mundo inteiro optam por essa possibilidade.
competem com as escolas, direcionando melhor o ensino de seus filhos, dando-lhes atenção exclusiva e os livram de situações inconvenientes permissivas nas escolas.
os pais brasileiros que foram denunciados pela pratica do homeschooling são acusados pelo crime de abandono intelectual.
se tem uma coisa que essas crianças não sofrem é o abandono intelectual.
essa é uma acusação esquizofrenica por parte da justiça, pois muitas crianças que frequentam escola sofrem abandono intelectual, abandono emocional, abandono social, abandono corporal, abandono familiar...
a escola não garante o desenvolvimento intelectual de todos os seus alunos, acho que nem preciso ficar exemplificando para provar isso.
outro grande equívoco é dizer que a escola promove o desenvolvimento social das crianças.
como podemos chamar de vida social quando as crianças na escola são estimuladas a serem competitivas, são comparadas umas as outras, tem seu contato espontâneo reduzido, são descriminadas, sentem-se ameaçadas, muitas vezes humilhadas; resultando em uma classe cheia de "panelinhas", de "bulling", de situações constrangedoras.
e a vilã da estoria não são as crianças, prova disso é que ainda insistem em serem colaboradoras umas das outras mas para a escola essa colaboração é chamada de "cola".
com toda vantagem do homeschooling eu não pretendo pratica-lo.
não creio que a criança tenha que ser direcionada em seu desenvolvimento através de matérias curriculares e ensino linear, acredito na inteligencia nata, na sensibilidade, na criatividade, e no desempenho corporal admirável das crianças.
por isso pratico o unschooling (desescolarização), sem currículo linear, sem rotina de estudo, sem testes ou avaliações, sem competir com o ensino escolar.
como gosto muito do ambiente comunitário, do desenvolvimento em grupo, da provocação do outro, a saída é criar uma escola desescolarizada.
uma escola onde as crianças se encontram, brincam e trabalham juntas, mas são vista de modo singular, são criadoras de seus projetos, são donas de seus tempos, de seus corpos, e assim aprendem a cada vez mais aproximarem-se de si mesmas, desenvolvendo o auto conhecimento, que paradoxalmente nos faz mais capazes de estar realmente com o outro.
essa escola precisa ser criada!
meus filhos não estão em idade escolar obrigatória, por isso não vão a escola.
mas também não pratico o homeschooling.
homeschooling é a pratica de ensinar os filhos em casa substituindo a escola, com um currículo pré-determinado, rotina de estudo, matérias, baseado em um desenvolvimento linear.
por motivos religiosos, ou por desejo que seus filhos tenham um ensino otimizado, pais no mundo inteiro optam por essa possibilidade.
competem com as escolas, direcionando melhor o ensino de seus filhos, dando-lhes atenção exclusiva e os livram de situações inconvenientes permissivas nas escolas.
os pais brasileiros que foram denunciados pela pratica do homeschooling são acusados pelo crime de abandono intelectual.
se tem uma coisa que essas crianças não sofrem é o abandono intelectual.
essa é uma acusação esquizofrenica por parte da justiça, pois muitas crianças que frequentam escola sofrem abandono intelectual, abandono emocional, abandono social, abandono corporal, abandono familiar...
a escola não garante o desenvolvimento intelectual de todos os seus alunos, acho que nem preciso ficar exemplificando para provar isso.
outro grande equívoco é dizer que a escola promove o desenvolvimento social das crianças.
como podemos chamar de vida social quando as crianças na escola são estimuladas a serem competitivas, são comparadas umas as outras, tem seu contato espontâneo reduzido, são descriminadas, sentem-se ameaçadas, muitas vezes humilhadas; resultando em uma classe cheia de "panelinhas", de "bulling", de situações constrangedoras.
e a vilã da estoria não são as crianças, prova disso é que ainda insistem em serem colaboradoras umas das outras mas para a escola essa colaboração é chamada de "cola".
com toda vantagem do homeschooling eu não pretendo pratica-lo.
não creio que a criança tenha que ser direcionada em seu desenvolvimento através de matérias curriculares e ensino linear, acredito na inteligencia nata, na sensibilidade, na criatividade, e no desempenho corporal admirável das crianças.
por isso pratico o unschooling (desescolarização), sem currículo linear, sem rotina de estudo, sem testes ou avaliações, sem competir com o ensino escolar.
como gosto muito do ambiente comunitário, do desenvolvimento em grupo, da provocação do outro, a saída é criar uma escola desescolarizada.
uma escola onde as crianças se encontram, brincam e trabalham juntas, mas são vista de modo singular, são criadoras de seus projetos, são donas de seus tempos, de seus corpos, e assim aprendem a cada vez mais aproximarem-se de si mesmas, desenvolvendo o auto conhecimento, que paradoxalmente nos faz mais capazes de estar realmente com o outro.
essa escola precisa ser criada!
26.1.11
CRUELDADE AMOROSA
recebi da minha amiga Fernanda o artigo polemico que saiu no jornal americano sobre o modo durão de uma mãe chinesa criar suas filhas, preparando-as para uma vida bem sucedida:
“1) as tarefas de escola sempre vêm em primeiro lugar; 2) 9 é uma nota ruim; 3) seus filhos precisam estar dois anos à frente de seus colegas de classe em matemática; 4) não se deve nunca elogiar seu filho em público; 5) se seu filho discordar de um professor, você deve ficar sempre do lado do professor; 6) seus filhos devem ser autorizados a fazer apenas atividades em que algum dia possam ganhar uma medalha; e 7) essa medalha tem de ser de ouro”.
A história a seguir é um exemplo da firmeza da mãe tigre (Amy, a mãe chinesa) para ensinar sua filha mais nova, Louisa, a Lulu, a tocar uma música difícil no piano. Lulu tinha cerca de 7 anos, ainda estava tocando dois instrumentos, piano e violino, e estudava uma música que exigia ritmos diferentes em cada uma das mãos. Amy trabalhou com Lulu sem parar por uma semana, sem sucesso, até a garota declarar que havia desistido. As duas brigaram, e Lulu rasgou a partitura. Amy a colou e a pôs num plástico, para evitar que a filha a rasgasse de novo. Passou a usar ameaças diversas, inclusive doar seus brinquedos. Não adiantou. “Quando ela continuou tocando a música errada, eu lhe disse para parar de ser preguiçosa, covarde, auto indulgente e patética.”
Nesse ponto, Jed Rubenfeld, o marido de Amy, de origem judaica, questionou se os insultos e as ameaças ajudariam Lulu a tocar. “Talvez ela apenas ainda não tivesse coordenação suficiente para aquela música". Amy disse que acreditava na filha e não desistiria. “Estou disposta a dedicar tanto tempo quanto for necessário.”
Depois de longas horas de exercícios e brigas, como por mágica Lulu de repente conseguiu tocar a peça. “Mamãe, olhe – é fácil!” E não queria mais sair do piano. “Naquela noite, Lulu veio dormir na minha cama, e nos aconchegamos e nos abraçamos, apertando uma à outra”, diz Amy. “Como pais, uma das piores coisas que você pode fazer para a auto estima de seu filho é deixá-lo desistir.”
estou longe de criar meus filhos a moda chinesa, porém sou adepta as qualidades da crueldade.
antes explico que crueldade não é maldade, muito pelo contrario; a crueldade real está recheada de amor e confiança na natureza e na vida.
nietzsche escreveu: crueldade é quando o amigo se aproxima pedindo apoio pois tem uma perna machucada, e o amigo verdadeiro chuta a perna boa.
o que pensa um cara desses quando escreve isso? que o amigo, tão amado, não merece uma ação de piedade onde colocaria o amigo machucado em um lugar inferior e dependente, e sim que o amigo é nobre e cheio de condições de afirmar o acontecimento, e encarar o machucado em sua perna como uma provocação, e quem sabe um presente para aumentar suas percepções da vida e de si mesmo.
falar não para um filho é um ato de crueldade. é um ato de amor. assim também como pode ser dizer sim!
fazer o filho perceber que seu corpo pode sofrer, sua alma pode se angustiar, sua mente pode se confundir, mas o que ele tem de mais forte é a capacidade de reencontrar seu alinhamento, suas conexões primordiais, o desejo de sua potencia, e por isso o desequilíbrio é tão importante pois nos da a oportunidade de recriar, reencontrar nossas conexões, criando condição de evolução e aumento de potencia.
o truque é exercitar a crueldade a serviço da potencia, e não a serviço do poder.
o exercício não é conquistar poder e controle sobre o filho, não é educa-lo para uma realidade dura, não é perder a paciência e desabafar sobre o mais "frágil".
quando se diz não a um filho, a pergunta que está por traz é: estou dizendo não porque não quero perder o controle? Porque não confio nele? Porque não tenho tempo para dedicar-me a ele agora? Por habito?
assim vamos entendendo que também podemos dizer sim por piedade.
dizemos sim por preguiça, para não ter trabalho, por falta de tempo, porque o filho vai sofrer, vai chorar...
não tem saída, para nos responsabilizarmos pela educação de nossos filhos é preciso muito trabalho em nós mesmos.
nos escutarmos, nos questionarmos, nos aprimorarmos.
sair da piedade carregada de ódio (ódio pela vida, pelos acontecimentos, pela incerteza) e aprendermos a crueldade carregada de amor (amor pela vida, pelo acontecimento, pela incerteza).
não me parece que a firmeza da mãe tigre Amy, a chinesa, seja um ato de crueldade amorosa a serviço do desenvolvimento da potencia de suas filhas, porque ela revela que está preparando suas filhas para serem campeãs, conquistadoras de medalhas (reconhecimento), mulheres de sucesso, que preenchem exatamente o lugar em uma sociedade desqualificadora da vida espera.
mulheres que provavelmente conhecerão o sucesso colado a solidão, as conquistas cheia de vazio, o amor impaciente, e talvez chegarão a perguntar, pra que todo esse esforço? O que realmente eu conquistei?
afinarmos nossas percepções, e exercitar nosso pensamento, para escolher dizer sim ou não, mesmo que pareça cruel, porem a serviço do desenvolvimento da criança, do fortalecimento de sua potencia, do amor a vida ativa e aos seus acontecimentos.
a mãe tigresa cria suas filhas para alimentarem o sistema desqualificador da vida, mães crueis criam seus filhos, e a si mesmas, para a vida!
“1) as tarefas de escola sempre vêm em primeiro lugar; 2) 9 é uma nota ruim; 3) seus filhos precisam estar dois anos à frente de seus colegas de classe em matemática; 4) não se deve nunca elogiar seu filho em público; 5) se seu filho discordar de um professor, você deve ficar sempre do lado do professor; 6) seus filhos devem ser autorizados a fazer apenas atividades em que algum dia possam ganhar uma medalha; e 7) essa medalha tem de ser de ouro”.
A história a seguir é um exemplo da firmeza da mãe tigre (Amy, a mãe chinesa) para ensinar sua filha mais nova, Louisa, a Lulu, a tocar uma música difícil no piano. Lulu tinha cerca de 7 anos, ainda estava tocando dois instrumentos, piano e violino, e estudava uma música que exigia ritmos diferentes em cada uma das mãos. Amy trabalhou com Lulu sem parar por uma semana, sem sucesso, até a garota declarar que havia desistido. As duas brigaram, e Lulu rasgou a partitura. Amy a colou e a pôs num plástico, para evitar que a filha a rasgasse de novo. Passou a usar ameaças diversas, inclusive doar seus brinquedos. Não adiantou. “Quando ela continuou tocando a música errada, eu lhe disse para parar de ser preguiçosa, covarde, auto indulgente e patética.”
Nesse ponto, Jed Rubenfeld, o marido de Amy, de origem judaica, questionou se os insultos e as ameaças ajudariam Lulu a tocar. “Talvez ela apenas ainda não tivesse coordenação suficiente para aquela música". Amy disse que acreditava na filha e não desistiria. “Estou disposta a dedicar tanto tempo quanto for necessário.”
Depois de longas horas de exercícios e brigas, como por mágica Lulu de repente conseguiu tocar a peça. “Mamãe, olhe – é fácil!” E não queria mais sair do piano. “Naquela noite, Lulu veio dormir na minha cama, e nos aconchegamos e nos abraçamos, apertando uma à outra”, diz Amy. “Como pais, uma das piores coisas que você pode fazer para a auto estima de seu filho é deixá-lo desistir.”
estou longe de criar meus filhos a moda chinesa, porém sou adepta as qualidades da crueldade.
antes explico que crueldade não é maldade, muito pelo contrario; a crueldade real está recheada de amor e confiança na natureza e na vida.
nietzsche escreveu: crueldade é quando o amigo se aproxima pedindo apoio pois tem uma perna machucada, e o amigo verdadeiro chuta a perna boa.
o que pensa um cara desses quando escreve isso? que o amigo, tão amado, não merece uma ação de piedade onde colocaria o amigo machucado em um lugar inferior e dependente, e sim que o amigo é nobre e cheio de condições de afirmar o acontecimento, e encarar o machucado em sua perna como uma provocação, e quem sabe um presente para aumentar suas percepções da vida e de si mesmo.
falar não para um filho é um ato de crueldade. é um ato de amor. assim também como pode ser dizer sim!
fazer o filho perceber que seu corpo pode sofrer, sua alma pode se angustiar, sua mente pode se confundir, mas o que ele tem de mais forte é a capacidade de reencontrar seu alinhamento, suas conexões primordiais, o desejo de sua potencia, e por isso o desequilíbrio é tão importante pois nos da a oportunidade de recriar, reencontrar nossas conexões, criando condição de evolução e aumento de potencia.
o truque é exercitar a crueldade a serviço da potencia, e não a serviço do poder.
o exercício não é conquistar poder e controle sobre o filho, não é educa-lo para uma realidade dura, não é perder a paciência e desabafar sobre o mais "frágil".
quando se diz não a um filho, a pergunta que está por traz é: estou dizendo não porque não quero perder o controle? Porque não confio nele? Porque não tenho tempo para dedicar-me a ele agora? Por habito?
assim vamos entendendo que também podemos dizer sim por piedade.
dizemos sim por preguiça, para não ter trabalho, por falta de tempo, porque o filho vai sofrer, vai chorar...
não tem saída, para nos responsabilizarmos pela educação de nossos filhos é preciso muito trabalho em nós mesmos.
nos escutarmos, nos questionarmos, nos aprimorarmos.
sair da piedade carregada de ódio (ódio pela vida, pelos acontecimentos, pela incerteza) e aprendermos a crueldade carregada de amor (amor pela vida, pelo acontecimento, pela incerteza).
não me parece que a firmeza da mãe tigre Amy, a chinesa, seja um ato de crueldade amorosa a serviço do desenvolvimento da potencia de suas filhas, porque ela revela que está preparando suas filhas para serem campeãs, conquistadoras de medalhas (reconhecimento), mulheres de sucesso, que preenchem exatamente o lugar em uma sociedade desqualificadora da vida espera.
mulheres que provavelmente conhecerão o sucesso colado a solidão, as conquistas cheia de vazio, o amor impaciente, e talvez chegarão a perguntar, pra que todo esse esforço? O que realmente eu conquistei?
afinarmos nossas percepções, e exercitar nosso pensamento, para escolher dizer sim ou não, mesmo que pareça cruel, porem a serviço do desenvolvimento da criança, do fortalecimento de sua potencia, do amor a vida ativa e aos seus acontecimentos.
a mãe tigresa cria suas filhas para alimentarem o sistema desqualificador da vida, mães crueis criam seus filhos, e a si mesmas, para a vida!
5.1.11
EQUILIBRIO OU CONTRADIÇÃO?
inicio de ano escuta-se com mais frequência sobre tentar viver de modo mais equilibrado.
mas quando escutamos com mais atenção percebemos que ao invés de uma vida equilibrada, a busca é por compensações.
continua-se com o mesmo modo de vida, os mesmos valores, os mesmos objetivos, os mesmos pensamentos, porem com praticas que da a sensação de nos aproximarmos da natureza da vida.
todas as praticas alternativas acabam funcionando de forma paliativa; não há transformação, só compensação.
assim como tirar férias um mês por ano; trabalhar a vida toda para poder se aposentar; fazer primeiro as obrigações para então dedicar-se ao prazer; garantir um emprego seguro para depois pensar em atender aquele desejo enorme de fazer algo que não é considerado no mercado de trabalho.
será que da para chamar isso de equilíbrio?
ou seria mais pertinente chamar isso de contradições de nosso modo de vida!
vivemos distantes de nossa natureza corporal, potencial e social.
nosso corpo tem suas leis próprias, mas nossas ações não a percebem mais, pois colapsamos nossa coluna que nos sustenta, enrijecemos nossas articulações e fixamos, através de hábitos, o que deveria estar em constante transformação.
ao invés de desenvolvermos nossas potencias, servimos a um sistema que nos determina de fora.
vivemos socialmente fora da vida comunitária.
e assim seguimos, completamente afastados de nós mesmos e mergulhando em vivência que nos da a falsa sensação de transformação.
me faz lembrar do dia em que procurei uma grande pianista que também dava aulas de piano, disse que tinha um filho de 9 anos com facilidade musical e que gostaria que ele tivesse aulas com ela; muito calejada ela me respondeu que não dava mais aulas para crianças ou adolescentes, para ser seu aluno a pessoa deveria ir as aulas por decisão própria e que não dependesse mais de um adulto; e me explicou o quão frustrante era ver uma criança super envolvida com a musica decidida a seguir a carreira de musico, para desespero dos pais, que diziam que já era hora de parar com a musica para poder pensar em uma profissão de verdade que pudesse garantir o futuro.
assim agem os adultos em relação as crianças, da mesma forma que os adultos tratam seus próprios sonhos e desejos.
para compensar nosso afastamento de nossa natureza, nos envolvemos em rituais, praticas, vivências que com suas alegorias nos faz sentir um pouco mais dedicados a nós mesmos e a capacidade de ser parte de uma natureza.
se precisamos de algo para nos aproximar da sensação da vida é porque estamos vivendo bem longe dela.
a transmutação nos convida a transformar o modo que vemos, sentimos e agimos na vida.
uma mudança radical, mas extremamente necessária para sair desse ciclo esquisofrenico que vivemos.
reencontrar a potencia do corpo, do pensamento e do desejo.
parar de acreditar que a desconexão que vivemos no dia a dia é normal.
nosso sistema educacional é absurdo, nossas relações sociais são limitadissimas, nosso modo alimentar é critico, nossa capacidade de dedicarmos uma vida a um trabalho que nos distancia de nós mesmos é doentil.
enquanto isso a gente vai se enganando com ingenuos desejos de feliz ano novo!
transmutemos, então todos os dias serão intensamente alegres e necessários!!!
mas quando escutamos com mais atenção percebemos que ao invés de uma vida equilibrada, a busca é por compensações.
continua-se com o mesmo modo de vida, os mesmos valores, os mesmos objetivos, os mesmos pensamentos, porem com praticas que da a sensação de nos aproximarmos da natureza da vida.
todas as praticas alternativas acabam funcionando de forma paliativa; não há transformação, só compensação.
assim como tirar férias um mês por ano; trabalhar a vida toda para poder se aposentar; fazer primeiro as obrigações para então dedicar-se ao prazer; garantir um emprego seguro para depois pensar em atender aquele desejo enorme de fazer algo que não é considerado no mercado de trabalho.
será que da para chamar isso de equilíbrio?
ou seria mais pertinente chamar isso de contradições de nosso modo de vida!
vivemos distantes de nossa natureza corporal, potencial e social.
nosso corpo tem suas leis próprias, mas nossas ações não a percebem mais, pois colapsamos nossa coluna que nos sustenta, enrijecemos nossas articulações e fixamos, através de hábitos, o que deveria estar em constante transformação.
ao invés de desenvolvermos nossas potencias, servimos a um sistema que nos determina de fora.
vivemos socialmente fora da vida comunitária.
e assim seguimos, completamente afastados de nós mesmos e mergulhando em vivência que nos da a falsa sensação de transformação.
me faz lembrar do dia em que procurei uma grande pianista que também dava aulas de piano, disse que tinha um filho de 9 anos com facilidade musical e que gostaria que ele tivesse aulas com ela; muito calejada ela me respondeu que não dava mais aulas para crianças ou adolescentes, para ser seu aluno a pessoa deveria ir as aulas por decisão própria e que não dependesse mais de um adulto; e me explicou o quão frustrante era ver uma criança super envolvida com a musica decidida a seguir a carreira de musico, para desespero dos pais, que diziam que já era hora de parar com a musica para poder pensar em uma profissão de verdade que pudesse garantir o futuro.
assim agem os adultos em relação as crianças, da mesma forma que os adultos tratam seus próprios sonhos e desejos.
para compensar nosso afastamento de nossa natureza, nos envolvemos em rituais, praticas, vivências que com suas alegorias nos faz sentir um pouco mais dedicados a nós mesmos e a capacidade de ser parte de uma natureza.
se precisamos de algo para nos aproximar da sensação da vida é porque estamos vivendo bem longe dela.
a transmutação nos convida a transformar o modo que vemos, sentimos e agimos na vida.
uma mudança radical, mas extremamente necessária para sair desse ciclo esquisofrenico que vivemos.
reencontrar a potencia do corpo, do pensamento e do desejo.
parar de acreditar que a desconexão que vivemos no dia a dia é normal.
nosso sistema educacional é absurdo, nossas relações sociais são limitadissimas, nosso modo alimentar é critico, nossa capacidade de dedicarmos uma vida a um trabalho que nos distancia de nós mesmos é doentil.
enquanto isso a gente vai se enganando com ingenuos desejos de feliz ano novo!
transmutemos, então todos os dias serão intensamente alegres e necessários!!!
19.12.10
PELO DIREITO DE EDUCAR

Segue a tradução do artigo feito por Paula
Home schooling is not legal, rules Spanish Constitutional Court
O caso dos dois casais que educam os filhos fora da escola contra a vontade dos serviços sociais fracassou depois do Tribunal Constitucional ter decidido que na lei espanhola a educação em casa não é um direito e que as crianças têm que submeter-se a um sistema formal de ensino.
O Tribunal Constitucional (TC) declarou que a Constituição permite ao legislador estabelecer um sistema de educação básica obrigatória e não reconhece o direito dos pais de educar os filhos em casa.
Numa sentença que acaba de ser publicada, o Tribunal Constitucional ignorou os argumentos apresentados pelos dois casais de homeschoolers que estavam sendo pressionados pelos serviços sociais para enviarem os filhos à escola.
Sob a lei da Protecção de Menores, o Ministério Público pediu ao Tribunal que ordenasse a matrícula imediata das crianças na escola. Os pais argumentaram que "a Constituição não ordena a escolaridade obrigatória no sistema público" e salientaram que os seus filhos recebem uma educação mais adequada do que a educação proporcionada nas "salas de aula, públicas ou privadas, com 30 ou 40 alunos." Os seus filhos falam cinco línguas, tocam instrumentos musicais e aprendem matemática, ciências, línguas e ética.
Todos os argumentos dos pais foram rejeitados. O Tribunal (em Málaga) respondeu ao pedido do Ministério Público e ordenou a frequência escolar para os menores. O juiz argumentou que a Constituição espanhola "não permite que os pais neguem às crianças o direito e a obrigação de participar no sistema de educação formal."
O tribunal acrescentou que a exclusão do sistema formal pode criar aos menores "sérios problemas no seu futuro desenvolvimento", tanto academicamente (em referência às dificuldades de acesso à universidade) como em termos sociais e de integração com outras crianças da mesma idade.
A decisão foi protegida pelo Tribunal Provincial de Málaga. O Tribunal Constitucional rejeitou hoje o pedido dos pais.
A decisão afirma que "o direito dos pais de escolher para os filhos uma educação fora do sistema de ensino obrigatório por razões de pedagogia não se enquadra em nenhuma das reconhecidas liberdades constitucionais".
Também indica que a Constituição não proíbe ao legislador [o poder] de estabelecer um sistema de ensino básico obrigatório "como um período de matrícula", durante o qual "é excluída a possibilidade" de ensinar os filhos em casa em vez de na escola.
No entanto, observa que a opção da escolaridade obrigatória não é exigida pela Constituição, mas é uma opção legislativa que a Constituição não proíbe e, portanto, "não pode descartar outras opções legislativas para incorporar alguma flexibilidade no sistema de ensino e, em particular, na educação básica. "
quando li esta noticia, duas coisas me ocorreram:
primeiro pensei na seriedade do assunto, o quanto ele mexe com as estruturas de uma sociedade viciada.
depois pensei, o quanto uma situação como essa do texto acima, ajuda a paralisar aqueles que não estão satisfeitos com o atual sistema de ensino, mas sem coragem de mudar, aproveitam um texto como esse para justificar a impossibilidade de ir contra o sistema e assim continuam sendo cúmplices e alimentando um modo de vida insatisfatório.
o problema é que aprendemos que existem dois lados apenas, um deles é aceitar (de diversas maneira) aquilo que nos é "oferecido", ou então ir contra, rebelando-se.
tanto um quanto o outro alimenta a situação, e não a transforma.
mas existe um outro caminho, quando desinvestimos aquilo que não nos interessa viver.
é necessário criar um outro modo de vida que não segue o que está estabelecido, quando não é satisfatório, e não ficar rebelando-se contra ele.
não quero esse sistema de ensino para nenhuma criança, e também não quero brigar contra ele e ficar negociando pequenos ajustes.
quero um outro tipo de ensino, de sistema escolar, de ambientes para que as crianças possam desenvolver todo seu potencial.
é mais simples do que parece, mas da trabalho, pois é preciso deixar de ocupar o lugar acomodado onde a vida já está determinada e é necessário criar o dia a dia, nosso próprio sentido, nossa própria vida.
é uma possibilidade não aceitar todo e qualquer "presente" que nos é oferecido.
desescolarizar as crianças é uma possibilidade real, é um desinvestimento na escola atual; e assim outro tipo de escola será criado.
a escola, nos termos atuais, distancia nossos filhos de todo sentido de suas vidas, os afastam de si mesmo, os tornam medrosos, ansiosos, e cheio de problemas falsos.
da trabalho ter os filhos fora da escola, mas facilita a vida, as nossas e as deles.
9.12.10
INCERTEZAS!
desconfiamos tanto da vida que estamos sempre em busca de certezas.
sempre que nos deparamos com algo novo, queremos buscar as garantias através de referências.
sinal de que não estamos com o pensamento ativo, nem com a intuição aflorada, nem com o instinto vivo.
a nossa virtualidade está completamente enfraquecida, e não muito diferente do corpo, que também está desconectado de sua própria natureza.
por isso não estamos exercendo a transmutação daquilo que está ruim, naquilo que não acreditamos, daquilo que não queremos mais, que apesar de tudo ainda nos da "garantias" e por pior que sejam os resultados, porque os conhecemos, ficamos tentando melhorar os efeitos nocivos de nossas investidas.
para transmutar é necessário confiar em nossas potencias, para criar o novo, para deixar de investir naquilo que não queremos mais, e que por falta de garantias não queremos experimentar.
que garantia esperamos do inédito? da criação?
ao contrario do que imaginamos, quando vivemos na incerteza, nos abrimos para a criação.
certezas demasiadas paralisa, acomoda, dificulta a criação.
a incerteza nos coloca em um lugar vivo, atentos as relações, aos acontecimentos, as percepções, as sensações, instintos, intuição...
somos criadores natos, não precisamos aturar nossas insatisfações.
não está bom, transmuta, transforma!
abra mão das certezas que nos trazem tristezas, angustias, sacrifícios, sobrevivencia...
e construa, na incerteza, novas possibilidades para que a vida flua.
caminhar não é só sair de um ponto para chegar a outro, mas levar a passear o olhar, o escutar, o sentir. E ativar as percepções é se abrir para a relação com o mundo, fazer parte dele e de sua criação.
o mundo não existe anteriormente a uma forma que lhe de seu perfil, mas quando uma forma converte-se em formula, em bordão, em rotina, então o mundo se torna fechado e falsificado.
o mercado de trabalho, as escolas, as relações, estão todos engessados em formulas que seguimos investindo com medo das incertezas que é inerente a todo processo de criação.
certeza demasiada nos mata ainda em vida.
sempre que nos deparamos com algo novo, queremos buscar as garantias através de referências.
sinal de que não estamos com o pensamento ativo, nem com a intuição aflorada, nem com o instinto vivo.
a nossa virtualidade está completamente enfraquecida, e não muito diferente do corpo, que também está desconectado de sua própria natureza.
por isso não estamos exercendo a transmutação daquilo que está ruim, naquilo que não acreditamos, daquilo que não queremos mais, que apesar de tudo ainda nos da "garantias" e por pior que sejam os resultados, porque os conhecemos, ficamos tentando melhorar os efeitos nocivos de nossas investidas.
para transmutar é necessário confiar em nossas potencias, para criar o novo, para deixar de investir naquilo que não queremos mais, e que por falta de garantias não queremos experimentar.
que garantia esperamos do inédito? da criação?
ao contrario do que imaginamos, quando vivemos na incerteza, nos abrimos para a criação.
certezas demasiadas paralisa, acomoda, dificulta a criação.
a incerteza nos coloca em um lugar vivo, atentos as relações, aos acontecimentos, as percepções, as sensações, instintos, intuição...
somos criadores natos, não precisamos aturar nossas insatisfações.
não está bom, transmuta, transforma!
abra mão das certezas que nos trazem tristezas, angustias, sacrifícios, sobrevivencia...
e construa, na incerteza, novas possibilidades para que a vida flua.
caminhar não é só sair de um ponto para chegar a outro, mas levar a passear o olhar, o escutar, o sentir. E ativar as percepções é se abrir para a relação com o mundo, fazer parte dele e de sua criação.
o mundo não existe anteriormente a uma forma que lhe de seu perfil, mas quando uma forma converte-se em formula, em bordão, em rotina, então o mundo se torna fechado e falsificado.
o mercado de trabalho, as escolas, as relações, estão todos engessados em formulas que seguimos investindo com medo das incertezas que é inerente a todo processo de criação.
certeza demasiada nos mata ainda em vida.
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