vou usar uma mesma palavra com diferentes paradigmas.
privilegio - sem parênteses, e (privilegio) - entre parênteses.
é um privilegio ser escolarizado.
a escolarização considerada de alto nível é um privilegio para poucos, que são preparados para ocuparem um lugar pré-determinado que pretende garantir poder, dinheiro e prestigio.
um privilegio para o individuo.
a desescolarização é um processo educacional que cria abertura para que todos os envolvidos tenham a possibilidade de se desenvolverem a partir de suas pulsões e potencialidades, é um (privilegio) para a comunidade.
os privilegiados, exercem seus poderes coercivos e autoritários através de sua posição hierárquica, porem são impedidos de desenvolverem seus poderes de inovação e de criação por viverem sufocados pelo "trabalho". assim como os não privilegiados que também sufocados pelo trabalho não tem tempo e espaço para serem íntimos de suas potencialidades.
já os (privilegiados) tem a liberdade de serem tão humanos quanto quiserem porque podem escolher e criar suas atividades que vão fazer parte de seu próprio desenvolvimento e que terá um sentido para comunidade onde vive.
a escolarização universal pode convir aos privilegiados mas certamente não aos (privilegiados).
os privilegiados se graduam, pós graduam, doutorizam-se , qualificando-se para promoverem o aumento da produção economica.
a educação dos (privilegiados) os preparam para a surpresa.
temos pela frente a tarefa de nos surpreendermos com a educação que queremos criar.
cuidemos de aprender a receber novas surpresas.
inspirado em ivan illich
4.7.11
RE-CRIANDO EM PIRACAIA
nosso proximo re-criando será em piracaia com a participação queridissima de renato ignacio.
renato esteve em uma imersão com o trabalho inspirador de tião rocha (um educador desescolarizado), e irá fazer uma roda de conversa e apresentação de materiais e videos de sua experiencia transformadora.
piracaia é uma cidade que fica a 90 km de são paulo via fernão dias/d.pedro.
o encontro será em um sitio com bastante espaço para as crianças entrarem em contato direto com a natureza, pegar frutas do pé e brincarem o dia inteiro.
a chegada é a partir das 10hs, depois preparamos um almoço coletivo e por volta das 14hs nos reunimos para nosso bate-papo.
o encontro é gratuito.
para participar, mande um e-mail para ananthomaz@terra.com.br para receber o mapa e a programação completa.
sejam muito bem vindos
renato esteve em uma imersão com o trabalho inspirador de tião rocha (um educador desescolarizado), e irá fazer uma roda de conversa e apresentação de materiais e videos de sua experiencia transformadora.
piracaia é uma cidade que fica a 90 km de são paulo via fernão dias/d.pedro.
o encontro será em um sitio com bastante espaço para as crianças entrarem em contato direto com a natureza, pegar frutas do pé e brincarem o dia inteiro.
a chegada é a partir das 10hs, depois preparamos um almoço coletivo e por volta das 14hs nos reunimos para nosso bate-papo.
o encontro é gratuito.
para participar, mande um e-mail para ananthomaz@terra.com.br para receber o mapa e a programação completa.
sejam muito bem vindos
27.6.11
DESESCOLARIZANDO A ESCOLA
diferente do homeschooling e do unschooling, a desescolarização não tem como ação principal tirar os filhos da escola.
não ter os filhos na escola pode ser um movimento transitório até que seja criada a escola desescolarizada.
a escola desescolarizada só poderá existir com educadores e pais desescolarizados.
a desescolarização é uma mudança de paradigma, é quando paramos de pensar que "a vida é assim" e começamos a nos dar conta que "a vida é do modo que a criamos".
a mudança de paradigma pode se iniciar com as perguntas:
o que é educar? como ocorre a dinâmica aprender/ensinar?
o educar acontece através do convívio, nas relações, somos educados por nossos pais, por nossas comunidades, as relações interpessoais sempre nos ensinam algo, onde cada um confirma em seu viver o mundo que viveram em sua educação.
assim nossas tendências serão sempre conservadoras, que não mudam facilmente.
então seguimos com outra pergunta:
qual mundo queremos viver?
pois ensinamos como vivemos!
e como vivermos é como educaremos, e conservaremos esse modo de vida.
por isso não há possibilidade de transmutar a escolarização se o trabalho não for feito nos educadores e nos pais.
por mais que os educadores e pais estudem os pensadores da educação que nos encorajem a ter outro olhar sobre as crianças, isso não necessariamente trará a mudança de ação, pois na pratica agimos como nos estruturamos e não a partir de uma consciência, não basta saber e concordar com outro modo de ser, é necessário mudar nossa estrutura, nosso modo de sentir, pensar e agir a vida.
por isso, para que a trasmutação seja efetiva é necessário o trabalho em nós, adultos, educadores, nós temos que mudar nossos paradigmas e não achar que é possível viver de uma maneira e ensinar de outra.
um educador se auto educa, para ensinar de modo interpessoal um educando que também irá se auto educar.
não precisamos destruir a escola, mas transmutar a escolarização espartana em nós, para também transmutar nossas escolas que ainda seguem o modelo espartano e que conserva nosso modo de vida, mesmo naquilo que queremos mudar.
por isso as reformas não resultam como precisamos, porque só se melhora o que está bom, o que está ruim tem que transmutar.
não ter os filhos na escola pode ser um movimento transitório até que seja criada a escola desescolarizada.
a escola desescolarizada só poderá existir com educadores e pais desescolarizados.
a desescolarização é uma mudança de paradigma, é quando paramos de pensar que "a vida é assim" e começamos a nos dar conta que "a vida é do modo que a criamos".
a mudança de paradigma pode se iniciar com as perguntas:
o que é educar? como ocorre a dinâmica aprender/ensinar?
o educar acontece através do convívio, nas relações, somos educados por nossos pais, por nossas comunidades, as relações interpessoais sempre nos ensinam algo, onde cada um confirma em seu viver o mundo que viveram em sua educação.
assim nossas tendências serão sempre conservadoras, que não mudam facilmente.
então seguimos com outra pergunta:
qual mundo queremos viver?
pois ensinamos como vivemos!
e como vivermos é como educaremos, e conservaremos esse modo de vida.
por isso não há possibilidade de transmutar a escolarização se o trabalho não for feito nos educadores e nos pais.
por mais que os educadores e pais estudem os pensadores da educação que nos encorajem a ter outro olhar sobre as crianças, isso não necessariamente trará a mudança de ação, pois na pratica agimos como nos estruturamos e não a partir de uma consciência, não basta saber e concordar com outro modo de ser, é necessário mudar nossa estrutura, nosso modo de sentir, pensar e agir a vida.
por isso, para que a trasmutação seja efetiva é necessário o trabalho em nós, adultos, educadores, nós temos que mudar nossos paradigmas e não achar que é possível viver de uma maneira e ensinar de outra.
um educador se auto educa, para ensinar de modo interpessoal um educando que também irá se auto educar.
não precisamos destruir a escola, mas transmutar a escolarização espartana em nós, para também transmutar nossas escolas que ainda seguem o modelo espartano e que conserva nosso modo de vida, mesmo naquilo que queremos mudar.
por isso as reformas não resultam como precisamos, porque só se melhora o que está bom, o que está ruim tem que transmutar.
21.6.11
REVERENCIA AOS MINEIROS!
agora entendi porque jose pacheco - idealizador da escola da ponte - portugal (referencia mundial de escola desescolarizada), escolheu viver em belo horizonte!
além da deliciosa mineirice e do jeito solicito autentico de ser, estive rodeada, em nosso encontro, por pessoas inspiradoras que transbordam desejo de ação e movimento.
são pais, pedagogos, educadores, artistas, jovens, avós, criadores de pensamento ativo.
nos desescolarizarmos é uma questão de nos darmos conta de nossas estruturas já construídas e saber que sem a transmutação dessas estruturas não somos capazes de ações criadoras e para isso precisamos fazer presente nossa abertura para a deriva, entrar em devir.
é uma desconstrução pacifica, silenciosa, ativa, desafiadora...
é uma abertura para a criação, para o lugar que ainda não está pronto, para a produção de realidade.
ta na mão desses mineiros queridos.
espero encontra-los de novo em breve!!!
além da deliciosa mineirice e do jeito solicito autentico de ser, estive rodeada, em nosso encontro, por pessoas inspiradoras que transbordam desejo de ação e movimento.
são pais, pedagogos, educadores, artistas, jovens, avós, criadores de pensamento ativo.
nos desescolarizarmos é uma questão de nos darmos conta de nossas estruturas já construídas e saber que sem a transmutação dessas estruturas não somos capazes de ações criadoras e para isso precisamos fazer presente nossa abertura para a deriva, entrar em devir.
é uma desconstrução pacifica, silenciosa, ativa, desafiadora...
é uma abertura para a criação, para o lugar que ainda não está pronto, para a produção de realidade.
ta na mão desses mineiros queridos.
espero encontra-los de novo em breve!!!
15.6.11
RE-CRIANDO EM BELO HORIZONTE
nosso encontro sobre desescolarização estará em belo horizonte no próximo dia 20 de junho.
assim será porque leticia dawahri mandou uma mensagem dizendo que adoraria que algum dia pudéssemos fazer um encontro na capital mineira, não precisou dizer duas vezes, chamou para um encontro a gente se organiza e vai!!!
cada encontro é um mergulho em pensamentos, provocações, criações e cheio de vida, muita vida!
aos futuros amigos mineiros, muito grata pela acolhida.
o encontro é aberto a todos os interessados, é gratuito e não precisa de inscrição previa.
re-criando bh será dia 20, segunda, ás 18hs, na Escola Pés no Chão. Rua Angoritaba, 17 - Dom Cabral - Belo Horizonte.
mais informações podem escrever para anathomaz@terra.com.br
assim será porque leticia dawahri mandou uma mensagem dizendo que adoraria que algum dia pudéssemos fazer um encontro na capital mineira, não precisou dizer duas vezes, chamou para um encontro a gente se organiza e vai!!!
cada encontro é um mergulho em pensamentos, provocações, criações e cheio de vida, muita vida!
aos futuros amigos mineiros, muito grata pela acolhida.
o encontro é aberto a todos os interessados, é gratuito e não precisa de inscrição previa.
re-criando bh será dia 20, segunda, ás 18hs, na Escola Pés no Chão. Rua Angoritaba, 17 - Dom Cabral - Belo Horizonte.
mais informações podem escrever para anathomaz@terra.com.br
30.5.11
AUTONOMIA!
cada vez mais acredito que o caminho para a autonomia é através do auto-conhecimento.
nosso inicio de vida é autônomo, por nossa capacidade de auto-criação (autopoiese), desde o ventre da mãe, a partir do encontro de duas células, sua multiplicação se da de forma autopoietica (ação de criar-se a si mesmo continuamente).
desde sempre somos autônomos.
a autonomia implica a interdependencia, a troca, a relação; não é um ato isolado e independente do mundo que o rodeia.
assim seguimos nos auto-criando após o nascimento, com o desenvolvimento de nosso corpo, de nossas percepções, de nossas ações, sempre em relação, mas visivelmente sendo uma construção a partir de nossas forças internas; facilmente constatado pelo modo singular com que cada um se desenvolve, pois temos nosso ritmo próprio, nossas prioridades biológicas e anímicas, nosso sentir e agir no mundo de modo muito particular.
começamos a perder a autonomia quando nos fazem crer que para sabermos algo precisamos aprender através de forças externas, que para nos desenvolvermos precisamos nos enquadrar em um esquema padrão pré-determinado que nos moldará afim de nos tornar cidadãos dessa sociedade.
durante todo esse processo, que dura anos, deixamos de investir e acreditar na nossa capacidade autônoma e singular de nos criarmos a nós mesmos, deixando adormecida nossas pulsões e nossos desejos.
apesar de nossos desejos e pulsões adormecidos, algo ainda permanece vivo em nós, que nos faz sentir incomodados por termos nos afastados de nós mesmos, pela perda de autonomia, pela sensação de impotência e de falta, que esse processo da não-autonomia produz em nós.
por isso a reconquista da condição da autonomia inicia-se com o auto-conhecimento, que se desdobra em muitos meios.
existe o auto-conhecimento biológico da existência humana que é comum a todos nós, e que pouco sabemos dele, pois não faz parte do currículo escolar, e quando entramos em contato com as condições biológicas surpreendentes dos seres humanos, muitos dos nossos conceitos se transformam e se transmutam (recomendo o autor humberto maturana e j.v.uexkull com os livro "dos animais e dos homens").
existe o auto-conhecimento do nosso modo singular de pensar, sentir e agir sobre o mundo, que não é uma forma pré-estabelecida, mas tendências e forças que quando as conhecemos podemos jogar com elas sempre a favor do desenvolvimento de nossa potencialidade.
trazer a superfície nossos pensamentos, nossa imaginação, nossos medos, nossas questões, sem necessariamente buscar por soluções, mas para abrir nosso processo de intimidade, de interdepedencia e de ação .
minhas experiências mais fortes de autoconhecimento, foram durante minhas duas ultimas gravidez e partos, processos que me convidaram a entrar em contato com minha sombra e minha luz; assim como tem sido o processo de desescolarização de meu filho e do unschooling de minhas filhas.
trazendo sempre para superfície as forças internas e externas que em atravessam, e assim podendo viver um intenso processo de conhecer, re-conhecer, desconhecer, criar e re-criar minha existência.
nosso inicio de vida é autônomo, por nossa capacidade de auto-criação (autopoiese), desde o ventre da mãe, a partir do encontro de duas células, sua multiplicação se da de forma autopoietica (ação de criar-se a si mesmo continuamente).
desde sempre somos autônomos.
a autonomia implica a interdependencia, a troca, a relação; não é um ato isolado e independente do mundo que o rodeia.
assim seguimos nos auto-criando após o nascimento, com o desenvolvimento de nosso corpo, de nossas percepções, de nossas ações, sempre em relação, mas visivelmente sendo uma construção a partir de nossas forças internas; facilmente constatado pelo modo singular com que cada um se desenvolve, pois temos nosso ritmo próprio, nossas prioridades biológicas e anímicas, nosso sentir e agir no mundo de modo muito particular.
começamos a perder a autonomia quando nos fazem crer que para sabermos algo precisamos aprender através de forças externas, que para nos desenvolvermos precisamos nos enquadrar em um esquema padrão pré-determinado que nos moldará afim de nos tornar cidadãos dessa sociedade.
durante todo esse processo, que dura anos, deixamos de investir e acreditar na nossa capacidade autônoma e singular de nos criarmos a nós mesmos, deixando adormecida nossas pulsões e nossos desejos.
apesar de nossos desejos e pulsões adormecidos, algo ainda permanece vivo em nós, que nos faz sentir incomodados por termos nos afastados de nós mesmos, pela perda de autonomia, pela sensação de impotência e de falta, que esse processo da não-autonomia produz em nós.
por isso a reconquista da condição da autonomia inicia-se com o auto-conhecimento, que se desdobra em muitos meios.
existe o auto-conhecimento biológico da existência humana que é comum a todos nós, e que pouco sabemos dele, pois não faz parte do currículo escolar, e quando entramos em contato com as condições biológicas surpreendentes dos seres humanos, muitos dos nossos conceitos se transformam e se transmutam (recomendo o autor humberto maturana e j.v.uexkull com os livro "dos animais e dos homens").
existe o auto-conhecimento do nosso modo singular de pensar, sentir e agir sobre o mundo, que não é uma forma pré-estabelecida, mas tendências e forças que quando as conhecemos podemos jogar com elas sempre a favor do desenvolvimento de nossa potencialidade.
trazer a superfície nossos pensamentos, nossa imaginação, nossos medos, nossas questões, sem necessariamente buscar por soluções, mas para abrir nosso processo de intimidade, de interdepedencia e de ação .
minhas experiências mais fortes de autoconhecimento, foram durante minhas duas ultimas gravidez e partos, processos que me convidaram a entrar em contato com minha sombra e minha luz; assim como tem sido o processo de desescolarização de meu filho e do unschooling de minhas filhas.
trazendo sempre para superfície as forças internas e externas que em atravessam, e assim podendo viver um intenso processo de conhecer, re-conhecer, desconhecer, criar e re-criar minha existência.
17.5.11
DIRETO AO ASSUNTO!
desescolarização é o processo de dar-se conta dos padrões que assimilamos através do processo escolar para então ter a opção de desconstrui-los.
só tem necessidade de descolarizar aquele que foi escolarizado e que sente-se limitado por isso.
nossas escolas seguem o sistema espartano, que iniciou-se como escola para formar soldados, depois a igreja apropriou-se do mesmo sistema para formar cristãos, a industria usou para formar seus trabalhadores, o capitalismo tem formado seus mercenários e a democracia seus soldados democratas.
não importa qual exatamente o fim, qual tipo de soldado é necessário, o sistema escolar espartano forma soldados para ocuparem um lugar pronto.
as vezes nos damos por satisfeitos quando a escola forma um tipo de soldado que acreditamos ser necessário, porem existem pessoas, principalmente crianças dos dias de hoje que não aceitam fazer parte do exercito, mesmo que seja um exercito simpático.
aprendi isso com meus filhos e outras crianças!
crianças que não vão a escola não precisam serem desescolarizadas, para elas existe o unschooling (tema para um próximo post).
crianças que já foram a escola e que param de ir, podem facilmente serem desescolarizadas.
adulto que se formou em escola espartana, com direito a faculdade espartana, pós, mestrado, doutorado, pós-doc, e que vive em sistema espartano, pode até sentir-se atraído pela possibilidade da desescolarização, mas vai precisar transmutar!!!
a dificuldade aparece logo de inicio, pois o escolarizado pensa como escolarizado, então fica imaginando que a desescolarização é a falta da escolarização.
mais ou menos como alguém que tem a visão se sente em relação ao cego, pois para quem enxerga pensa na cegueira como falta, mas ao cego não falta a visão, ja dizia nietzsche!
segue abaixo os domínios da escolarização e da desescolarização para entendermos que são paradigmas diferentes, por isso pensamos, sentimos e agimos de forma distinta dependendo em que domínio estamos vivendo:
domínios da escolarização:
*busca do resultado final em todos os seus processos
*necessidade da resposta certa, de garantias
*prefere unir-se para desabafar, reclamar e protestar ao invés de que encontrar processos que transmute o problema
*cumpre ordens e sente frustração; é irresponsável pelas escolhas que faz, e sente culpa
*confia em todas as provas cientificas
*acredita no que "ouve dizer..."
*sente impotência e medo diante do desconhecido
*desqualifica a natureza, inclusive a sua própria natureza
*cria fantasias e acredita em conflitos
*especula
*tem o habito da comparação e do julgamento
*luta pelo poder
*gosta das certezas invariáveis e os conceitos fixos
*vive em crise
...
domínios da desescolarização
*confia na natureza
*busca processos e meios pelos quais poderá viver seus problemas
*problematiza o que lhe interessa
*assume responsabilidade por suas escolhas
*é ativo em suas ações
*investe no corpo organizado e confia na deriva
*confia na intuição e na sua capacidade criadora
*é criador de realidade
*não tem conflitos
*luta pela potencia
*re-cria suas certezas
...
talvez não seja tão simpático colocar essas listas acima em um post, conversando sobre o assunto fica mais convincente e menos dramático, mas é que toda vez que ouço alguém sob o domínio da escolarização questionar a desescolarização, suas questões confirmam os itens acima referentes a escolarização, porém são problemas que não pertencem a desescolarização.
claro que a escola espartana é uma ferramenta do sistema que a sustenta, mas é um sistema bem eficaz que nos torna soldados do próprio sistema, mesmo que sejam soldados rebeldes, continuam alimentando esse modo de vida.
por isso me parece bem produtivo transmutar esse modo conflituoso de vida através da desescolarização.
esse processo que estamos vivendo, nos encontros desescolarizantes, são para os adultos criarem e praticarem seus próprios caminhos de transmutação.
por mais que o incomodo seja, em muitos casos, o processo escolar dos filhos, o trabalho precisa começar em nós, porque enquanto estamos pensando, vivendo e agindo sob o domínio da escolarização, não temos outra saída a não ser desabafar, reclamar e esperar passar essa fase escolar dos filhos.
nosso próximo encontro em são paulo será no dia 26 de maio, quinta-feira, as 20hs na aclimação.
para mais informações mande um e-mail para anathomaz@terra.com.br
só tem necessidade de descolarizar aquele que foi escolarizado e que sente-se limitado por isso.
nossas escolas seguem o sistema espartano, que iniciou-se como escola para formar soldados, depois a igreja apropriou-se do mesmo sistema para formar cristãos, a industria usou para formar seus trabalhadores, o capitalismo tem formado seus mercenários e a democracia seus soldados democratas.
não importa qual exatamente o fim, qual tipo de soldado é necessário, o sistema escolar espartano forma soldados para ocuparem um lugar pronto.
as vezes nos damos por satisfeitos quando a escola forma um tipo de soldado que acreditamos ser necessário, porem existem pessoas, principalmente crianças dos dias de hoje que não aceitam fazer parte do exercito, mesmo que seja um exercito simpático.
aprendi isso com meus filhos e outras crianças!
crianças que não vão a escola não precisam serem desescolarizadas, para elas existe o unschooling (tema para um próximo post).
crianças que já foram a escola e que param de ir, podem facilmente serem desescolarizadas.
adulto que se formou em escola espartana, com direito a faculdade espartana, pós, mestrado, doutorado, pós-doc, e que vive em sistema espartano, pode até sentir-se atraído pela possibilidade da desescolarização, mas vai precisar transmutar!!!
a dificuldade aparece logo de inicio, pois o escolarizado pensa como escolarizado, então fica imaginando que a desescolarização é a falta da escolarização.
mais ou menos como alguém que tem a visão se sente em relação ao cego, pois para quem enxerga pensa na cegueira como falta, mas ao cego não falta a visão, ja dizia nietzsche!
segue abaixo os domínios da escolarização e da desescolarização para entendermos que são paradigmas diferentes, por isso pensamos, sentimos e agimos de forma distinta dependendo em que domínio estamos vivendo:
domínios da escolarização:
*busca do resultado final em todos os seus processos
*necessidade da resposta certa, de garantias
*prefere unir-se para desabafar, reclamar e protestar ao invés de que encontrar processos que transmute o problema
*cumpre ordens e sente frustração; é irresponsável pelas escolhas que faz, e sente culpa
*confia em todas as provas cientificas
*acredita no que "ouve dizer..."
*sente impotência e medo diante do desconhecido
*desqualifica a natureza, inclusive a sua própria natureza
*cria fantasias e acredita em conflitos
*especula
*tem o habito da comparação e do julgamento
*luta pelo poder
*gosta das certezas invariáveis e os conceitos fixos
*vive em crise
...
domínios da desescolarização
*confia na natureza
*busca processos e meios pelos quais poderá viver seus problemas
*problematiza o que lhe interessa
*assume responsabilidade por suas escolhas
*é ativo em suas ações
*investe no corpo organizado e confia na deriva
*confia na intuição e na sua capacidade criadora
*é criador de realidade
*não tem conflitos
*luta pela potencia
*re-cria suas certezas
...
talvez não seja tão simpático colocar essas listas acima em um post, conversando sobre o assunto fica mais convincente e menos dramático, mas é que toda vez que ouço alguém sob o domínio da escolarização questionar a desescolarização, suas questões confirmam os itens acima referentes a escolarização, porém são problemas que não pertencem a desescolarização.
claro que a escola espartana é uma ferramenta do sistema que a sustenta, mas é um sistema bem eficaz que nos torna soldados do próprio sistema, mesmo que sejam soldados rebeldes, continuam alimentando esse modo de vida.
por isso me parece bem produtivo transmutar esse modo conflituoso de vida através da desescolarização.
esse processo que estamos vivendo, nos encontros desescolarizantes, são para os adultos criarem e praticarem seus próprios caminhos de transmutação.
por mais que o incomodo seja, em muitos casos, o processo escolar dos filhos, o trabalho precisa começar em nós, porque enquanto estamos pensando, vivendo e agindo sob o domínio da escolarização, não temos outra saída a não ser desabafar, reclamar e esperar passar essa fase escolar dos filhos.
nosso próximo encontro em são paulo será no dia 26 de maio, quinta-feira, as 20hs na aclimação.
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