nesses tempos intelectuais, é muito comum escutarmos as pessoas tentarem resolver os problemas através de palavras ao invés de ações, criando as populares “frases feitas”, que são repetidas automaticamente, como se magicamente algo fosse mudar.
Uma delas é: “liberdade com responsabilidade”
ora, se a liberdade está sendo limitada pela responsabilidade, já não é liberdade!
liberdade não pode ser condicionada.
na pratica, nada muda, o que está sendo dito é que liberdade não existe, mas não queremos parecer autoritários, então surge essa frase incoerente e enganosa.
e como seria transmutar o problema da liberdade pela ação?
podemos inverter a frase e pensar: “porque somos responsáveis, somos livres”
também é uma frase, mas ao ser dita, nos libera para a transmutação, pois é uma frase que só se sustenta pela ação.
somos responsáveis por nossa existência, somos produtores de nós mesmos e produtores de realidade, sendo assim, somos livres porque somos responsáveis por nossa existência e nosso modo de vida.
quando ajo desse modo, ou quando digo isso a meus filhos, eu já estou aceitando que eles sejam livres, criadores e imprevisíveis.
por falar em autoritário, aqui vai outra frase intelectualizada, banalizada e vazia:
“o bom pai e o bom educador não são autoritários, mas tem autoridade diante das crianças”
escutei essa frase algumas vezes, e quando resolvi pensar a respeito dela, entendi que o sentido de autoridade nessa sentença é o mesmo que autoritário!
perguntei-me então, qual seria o verdadeiro sentido de autoridade?
creio que a pessoa com autoridade, domine amplamente algum campo de conhecimento, tornando-se uma autoridade no assunto.
assim sendo, autoridade não está ligado a um cargo ou posição, mas sim a sua capacidade.
não basta ter um filho, um diploma de professor, ou simplesmente ser adulto, para tornar-se uma autoridade para a criança, porque quem ocupa um lugar sem preparar-se a ponto de ser uma autoridade no assunto, só poderá ser um autoritário.
uma vez conquistada a condição de autoridade, este deverá inspirar a todos, com seus conhecimentos, pensamentos e principalmente, com suas ações.
nessa linha de pensamento, ser uma autoridade para as crianças, é inspira-las, é criar para elas ambientes propícios onde elas possam desenvolver seus potenciais e manter sempre ativa sua curiosidade.
e como nos tornamos uma autoridade para crianças?
conhecendo-as, não de forma genérica e com regras prontas, mas através do contato verdadeiro com cada uma delas.
através de muita observação e paciência.
porem, para conseguir observar uma criança verdadeiramente, é necessário estar livre de julgamentos, de preconceitos e de frases feitas; é necessário estar aberto, com o coração tranquilo e com o senso de humor apurado!
para ser uma autoridade em crianças, é preciso conhecer o humano, aceitarmos que somos responsáveis por nosso modo de vida; que temos em nós, a fonte criadora de nós mesmos, uma musa interior adormecida, como diz meu amigo jon-roar bjørkvold.
é necessário despertar, talvez com um beijo, nossa musa inspiradora.
para estar com as crianças, é necessário sermos livres e uma autoridade no assunto humanidade!
21.11.11
FORA DO EIXO
no post anterior eu fiz um convite para nosso re-criando de novembro, que já aconteceu, onde o assunto foi "criando novas realidades".
pois ontem fui conhecer uma pratica inspiradora de uma nova realidade.
fora do eixo é o nome desse projeto que existe há 6 anos em diversas cidades do brasil.
uma das casas do fora de eixo fica em são paulo, minha vizinha aqui na aclimação, onde passei um par de horas me encantando com o modo de vida que eles estão criando e praticando.
16 pessoas, entre 20 e 31 anos, alem de muitos visitantes, vivem nessa casa auto sustentável, criando projetos, fomentando criações e praticando o viver com liberdade e intensidade.
diferente do que eu já conheci em termos de coletivos e vida comunitária, não existe uma liderança, um guru, nem um formato pré estabelecido que os determinem.
eles são empíricos, toda teoria surge da pratica e de suas vivências.
com um discurso totalmente sustentado pelo modo de vida que exala pela casa, eles são testemunhas que é possível radicalizar (no sentido literal da palavra, criar raízes)na criação de um modo de vida fora do eixo e absolutamente inspirador.
não é só um sonho utópico viver de modo comunitário, é só ir até a casa e sentir no próprio corpo todas as possibilidades.
e assim poderia ser o modo de vida com famílias e seus filhos, uma aldeia totalmente compatível com nossas vidas pós modernas.
para mergulhar nessa realidade, no mês de dezembro irá acontecer o IV congresso fora do eixo, que este ano será sediado em são paulo, onde vamos participar com uma roda do re-criando - desescolarização.
tem muita coisa boa acontecendo nesse mundo!!!
pois ontem fui conhecer uma pratica inspiradora de uma nova realidade.
fora do eixo é o nome desse projeto que existe há 6 anos em diversas cidades do brasil.
uma das casas do fora de eixo fica em são paulo, minha vizinha aqui na aclimação, onde passei um par de horas me encantando com o modo de vida que eles estão criando e praticando.
16 pessoas, entre 20 e 31 anos, alem de muitos visitantes, vivem nessa casa auto sustentável, criando projetos, fomentando criações e praticando o viver com liberdade e intensidade.
diferente do que eu já conheci em termos de coletivos e vida comunitária, não existe uma liderança, um guru, nem um formato pré estabelecido que os determinem.
eles são empíricos, toda teoria surge da pratica e de suas vivências.
com um discurso totalmente sustentado pelo modo de vida que exala pela casa, eles são testemunhas que é possível radicalizar (no sentido literal da palavra, criar raízes)na criação de um modo de vida fora do eixo e absolutamente inspirador.
não é só um sonho utópico viver de modo comunitário, é só ir até a casa e sentir no próprio corpo todas as possibilidades.
e assim poderia ser o modo de vida com famílias e seus filhos, uma aldeia totalmente compatível com nossas vidas pós modernas.
para mergulhar nessa realidade, no mês de dezembro irá acontecer o IV congresso fora do eixo, que este ano será sediado em são paulo, onde vamos participar com uma roda do re-criando - desescolarização.
tem muita coisa boa acontecendo nesse mundo!!!
1.11.11
RE-CRIANDO EM SÃO PAULO
seguindo nosso projeto de desescolarização faremos nosso próximo encontro no dia 4 de novembro, com um novo horário, as 17hs.
cada encontro tem um tema especifico para seguir desenvolvendo nossos processos de desescolarização dos adultos.
o tema que irá permear será: "criando novas realidades"
com o respaldo da biologia, da física e da filosofia, é possível afirmar que não existe um mundo pre-dado em qual temos que nos adaptar, somos criadores de realidade, somos responsáveis e por isso podemos ser livres.
o encontro é para pais e educadores, as crianças são bem vindas, porem não temos uma programação direcionada para elas, mas temos espaço e outras crianças de varias idades.
o encontro é gratuito.
para confirmar presença e receber o endereço do encontro, por favor, mande um e-mail para anavidaativa@gmail.com
até la
cada encontro tem um tema especifico para seguir desenvolvendo nossos processos de desescolarização dos adultos.
o tema que irá permear será: "criando novas realidades"
com o respaldo da biologia, da física e da filosofia, é possível afirmar que não existe um mundo pre-dado em qual temos que nos adaptar, somos criadores de realidade, somos responsáveis e por isso podemos ser livres.
o encontro é para pais e educadores, as crianças são bem vindas, porem não temos uma programação direcionada para elas, mas temos espaço e outras crianças de varias idades.
o encontro é gratuito.
para confirmar presença e receber o endereço do encontro, por favor, mande um e-mail para anavidaativa@gmail.com
até la
17.10.11
DESECOLARIZAÇÃO + UNSCHOOLING!
já usei a palavra desescolarização como tradução de unschooling, mas para mim, tem ficado muito claro que são duas coisas bem diferentes, porem totalmente aliadas.
unscholling é a denominação da pratica, que algumas famílias, mundo afora, optaram por não mandarem seus filhos a escola e nem transferirem a escola para dentro de casa (homescholling).
desescolarização, para mim, é a pratica de "tirar" a escola de dentro de nós, o pensamento formatado que a escola nos ensinou.
escola que vai além de seus muros, que existe em casa, na sociedade, no trabalho...
nossos encontros de desescolarização são para que os adultos pratiquem a mudança do paradigma do pensamento intermediado pela escolarização, para o paradigma do pensamento desescolarizado, que está diretamente conectado com a fonte de criação da vida, com nossas pulsões.
apesar de serem praticas distintas, unscholling e desescolarização, se sustentam mutuamente, por isso pratico as duas.
pratico a desescolarização em mim, com meu marido e com meu filho de 18 anos que até os 14 frequentou a escola, fomos escolarizados e por isso estamos nos desescolarizando.
pratico o unschooling com minhas filhas, que nunca frequentaram escolas, por isso não precisam desescolarizar.
é possível um adulto optar por se desescolarizar e manter os filhos na escola, assim como é possível ter os filhos fora da escola e seguir o paradigma da escolarização.
porem, não há duvida que os dois caminham muito bem juntos.
uma das inseguranças que os pais escolarizados sentem é em relação ao tempo e a responsabilidade de educar os filhos.
quando uma família pensa em praticar o unschooling sob o paradigma da escolarização a solução virá formatada, baseada em custo-beneficio, com sacrifícios de tempo e das finanças da família em prol do desenvolvimento que acreditam para seus filhos.
sob o paradigma da desescolarização, os pais percebem que precisam ter uma vida cotidiana mais interessante para que seus filhos os acompanhem em ambientes vivos e inspiradores, a transformação é de toda família e todos ganham com a mudança.
porque uma criança não precisa de pais que os eduquem e sim de pais que vivam com eles.
e esses pais precisam se preparar para viverem ao lado de seus filhos.
unscholling é a denominação da pratica, que algumas famílias, mundo afora, optaram por não mandarem seus filhos a escola e nem transferirem a escola para dentro de casa (homescholling).
desescolarização, para mim, é a pratica de "tirar" a escola de dentro de nós, o pensamento formatado que a escola nos ensinou.
escola que vai além de seus muros, que existe em casa, na sociedade, no trabalho...
nossos encontros de desescolarização são para que os adultos pratiquem a mudança do paradigma do pensamento intermediado pela escolarização, para o paradigma do pensamento desescolarizado, que está diretamente conectado com a fonte de criação da vida, com nossas pulsões.
apesar de serem praticas distintas, unscholling e desescolarização, se sustentam mutuamente, por isso pratico as duas.
pratico a desescolarização em mim, com meu marido e com meu filho de 18 anos que até os 14 frequentou a escola, fomos escolarizados e por isso estamos nos desescolarizando.
pratico o unschooling com minhas filhas, que nunca frequentaram escolas, por isso não precisam desescolarizar.
é possível um adulto optar por se desescolarizar e manter os filhos na escola, assim como é possível ter os filhos fora da escola e seguir o paradigma da escolarização.
porem, não há duvida que os dois caminham muito bem juntos.
uma das inseguranças que os pais escolarizados sentem é em relação ao tempo e a responsabilidade de educar os filhos.
quando uma família pensa em praticar o unschooling sob o paradigma da escolarização a solução virá formatada, baseada em custo-beneficio, com sacrifícios de tempo e das finanças da família em prol do desenvolvimento que acreditam para seus filhos.
sob o paradigma da desescolarização, os pais percebem que precisam ter uma vida cotidiana mais interessante para que seus filhos os acompanhem em ambientes vivos e inspiradores, a transformação é de toda família e todos ganham com a mudança.
porque uma criança não precisa de pais que os eduquem e sim de pais que vivam com eles.
e esses pais precisam se preparar para viverem ao lado de seus filhos.
13.10.11
REPORTAGEM SOBRE TAKETINA
revista planeta - outubro 2011
reportagem sobre taketina, quando tivemos o workshop no ano passado.
esse ano o workshop acontecerá nos dias 26 e 27 de novembro e com a nova data 3 e 4 de dezembro
mais informações nesse post



reportagem sobre taketina, quando tivemos o workshop no ano passado.
esse ano o workshop acontecerá nos dias 26 e 27 de novembro e com a nova data 3 e 4 de dezembro
mais informações nesse post



30.9.11
A ELEGÂNCIA DE UM PARTO
eu tive a imensa alegria de ter parido duas filhas em nossa casa.
mês passado tive outra imensa alegria de acompanhar o parto domiciliar de uma amiga.
acabei de ler o lúcido artigo escrito pela dra. melania maria ramos de amorim, parto domiciliar, que reflete sobre os paradigmas do parto domiciliar.
o texto inicia-se com a citação "A humanização do nascimento não representa um retorno romântico ao passado, nem uma desvalorização da tecnologia. Em vez disso, oferece uma via ecológica e sustentável para o futuro”
(Ricardo Herbert Jones)
na sequência vemos uma emocionante foto de um parto domiciliar ilustrando um texto cheio de referencias cientificas, inteligencia ativa e muita sensibilidade.
o que eu teria a acrescentar? talvez meus pensamentos sobre a confiança na natureza.
pois estou em estado de graça pelo parto que acompanhei e por meus partos ainda tão presentes em mim.
somos seres biológicos e culturais e nossos partos fazem parte de um processo fisiológico.
e como tudo o que é fisiológico em nós, funciona melhor, se não houver interferências de controle externo.
para parir é necessário abrir mão do controle.
deixar acontecer! entregar-se aos processos que nos atravessam durante um trabalho de parto.
existe um enorme cognitivo inconsciente em ação.
no trabalho de parto, estamos lúcidas, acordadas, sentido ondas de contrações, nos dando conta de pensamentos, desejos, medos, incómodos, confortos, tudo em uma intensidade que permeia vida e morte, limite e transmutação.
nesse processo não cabe o controle racional e consciente que representa somente 5% de todo nosso processo cognitivo, porem, altamente valorizados pela cultura que estamos vivendo.
durante nosso desenvolvimento cognitivo, somos estimulados a acreditar que todo valor estão nesses 5% que a consciência alcança, mas grande parte do aprendizado passa por esses 95% de cognitivo inconsciente que são desqualificados em nossa sociedade.
assim nos tornamos seres controladores e inseguros em relação aos nossos processo fisiológicos.
distantes dessa confiança na vida, ao engravidar, a mulher (e seus familiares) imediatamente pensam em controle, controlar a gravidez, a gravida e o parto.
controle abusivo com exames excessivos durante a gravidez, intervenções e o acontecimento mais intenso de uma vida na mão de médicos e hospitais.
por isso a gravida e seus familiares se entregam na mão dos controladores da vida.
a mudança de paradigma está feita, pois se algo acontecer de errado em um parto absolutamente controlado, com direito a cesária eletiva, será considerado uma fatalidade;
se algo errado acontecer em um parto domiciliar, será considerado irresponsabilidade.
vivemos nessa ilusão do controle!
não é que não há controle, a natureza não vive no caos, porem o "controle" na natureza é indireto e a ela pertence.
tem uma historinha fictícia que humberto maturana escreveu em seu livro "a árvore do conhecimento" que é uma boa analogia.
é mais ou menos assim:
um rapaz nasceu dentro de um submarino e nunca saiu de la, ele aprendeu a comandar o submarino através da leitura de seus instrumentos e assim tornou-se um capitão muito preciso em suas manobras, sem nunca conhecer o mar e o mundo fora de seu submarino.
um dia, ao chegar perto de uma praia, foi observado por um marinheiro que trabalhava na torre da praia, esse se encantou de ver a elegância do movimento do submarino e como ele conseguia se desviar precisamente dos rochedos.
chamou o capitão pelo radio e disse: bem vindo a nossa praia e parabéns pela destreza com que navega seu submarino, com muita elegância e precisão ao desviar dos rochedos.
o capitão responde: que praia? que submarino? que rochedo? do que você está falando?
precisamos despertar o capitão dentro de nós para que nossos corpos naveguem pela vida com a elegância e a precisão que merece.
mês passado tive outra imensa alegria de acompanhar o parto domiciliar de uma amiga.
acabei de ler o lúcido artigo escrito pela dra. melania maria ramos de amorim, parto domiciliar, que reflete sobre os paradigmas do parto domiciliar.
o texto inicia-se com a citação "A humanização do nascimento não representa um retorno romântico ao passado, nem uma desvalorização da tecnologia. Em vez disso, oferece uma via ecológica e sustentável para o futuro”
(Ricardo Herbert Jones)
na sequência vemos uma emocionante foto de um parto domiciliar ilustrando um texto cheio de referencias cientificas, inteligencia ativa e muita sensibilidade.
o que eu teria a acrescentar? talvez meus pensamentos sobre a confiança na natureza.
pois estou em estado de graça pelo parto que acompanhei e por meus partos ainda tão presentes em mim.
somos seres biológicos e culturais e nossos partos fazem parte de um processo fisiológico.
e como tudo o que é fisiológico em nós, funciona melhor, se não houver interferências de controle externo.
para parir é necessário abrir mão do controle.
deixar acontecer! entregar-se aos processos que nos atravessam durante um trabalho de parto.
existe um enorme cognitivo inconsciente em ação.
no trabalho de parto, estamos lúcidas, acordadas, sentido ondas de contrações, nos dando conta de pensamentos, desejos, medos, incómodos, confortos, tudo em uma intensidade que permeia vida e morte, limite e transmutação.
nesse processo não cabe o controle racional e consciente que representa somente 5% de todo nosso processo cognitivo, porem, altamente valorizados pela cultura que estamos vivendo.
durante nosso desenvolvimento cognitivo, somos estimulados a acreditar que todo valor estão nesses 5% que a consciência alcança, mas grande parte do aprendizado passa por esses 95% de cognitivo inconsciente que são desqualificados em nossa sociedade.
assim nos tornamos seres controladores e inseguros em relação aos nossos processo fisiológicos.
distantes dessa confiança na vida, ao engravidar, a mulher (e seus familiares) imediatamente pensam em controle, controlar a gravidez, a gravida e o parto.
controle abusivo com exames excessivos durante a gravidez, intervenções e o acontecimento mais intenso de uma vida na mão de médicos e hospitais.
por isso a gravida e seus familiares se entregam na mão dos controladores da vida.
a mudança de paradigma está feita, pois se algo acontecer de errado em um parto absolutamente controlado, com direito a cesária eletiva, será considerado uma fatalidade;
se algo errado acontecer em um parto domiciliar, será considerado irresponsabilidade.
vivemos nessa ilusão do controle!
não é que não há controle, a natureza não vive no caos, porem o "controle" na natureza é indireto e a ela pertence.
tem uma historinha fictícia que humberto maturana escreveu em seu livro "a árvore do conhecimento" que é uma boa analogia.
é mais ou menos assim:
um rapaz nasceu dentro de um submarino e nunca saiu de la, ele aprendeu a comandar o submarino através da leitura de seus instrumentos e assim tornou-se um capitão muito preciso em suas manobras, sem nunca conhecer o mar e o mundo fora de seu submarino.
um dia, ao chegar perto de uma praia, foi observado por um marinheiro que trabalhava na torre da praia, esse se encantou de ver a elegância do movimento do submarino e como ele conseguia se desviar precisamente dos rochedos.
chamou o capitão pelo radio e disse: bem vindo a nossa praia e parabéns pela destreza com que navega seu submarino, com muita elegância e precisão ao desviar dos rochedos.
o capitão responde: que praia? que submarino? que rochedo? do que você está falando?
precisamos despertar o capitão dentro de nós para que nossos corpos naveguem pela vida com a elegância e a precisão que merece.
20.9.11
TAKETINA - 2011

o que é TaKeTiNa?
TaKeTiNa é ritmo, voz e movimento
TaKeTiNa foi desenvolvida por reinhard flatischler e há quase 40 anos e tem sido criada e desenvolvida na direção da evolução humana.
essa direção nos guia de modo envolvente para o despertar do “aqui e agora”, um estado fundamental para todos os processos criativos.
durante o processo de TaKeTiNa os participantes aprendem a criar ritmos diferentes em vários níveis, ao mesmo tempo, conhecido como polirritmia.
naturalmente expandimos nossa percepção, não só musical, mas algo em nossa vida cotidiana.
o racional e o emocional, o som e o silencio, a ação e a pausa, a melodia e as camadas de ritmos, são experimentados simultaneamente.
este despertar cria independência entre movimentos direita-esquerda/mãos-pés, abrindo gradualmente para uma percepção musical inteiramente nova.
vivenciando diversos ritmos simultaneamente, nos é possível entrar em contato com os processos inconscientes do cognitivo, possibilitando apenas frações de pensamento linear.
sair total ou parcialmente do ritmo, inicia um processo de busca de apoio do grupo.
a confrontação com a necessidade de controle e o apego, leva a momentos de confusão mas também de afirmação.
a alegria é grande assim que o ritmo se restabelece por si próprio.
experiências de paz interior e desprendimento de velhos moldes de comportamento, alterações de conceito temporal e reorientação pessoal, são algumas das experiências relatadas por participantes.
TaKeTiNa é um processo original e único que nos permite acessar o conhecimento do ritmo nato que todos nós possuímos, criando música de uma forma natural e orgânica.
TaKeTiNa é uma experiência de aprendizado singular!
é meditação em movimento, a celebração da vida e da música!
*explora o ritmo usando a voz e o corpo
*trabalha com ritmos corporais, passos, palmas, risos, entrando e saindo do ritmo, se encontrando e se perdendo...
*relaxa, rejuvenesce e revitaliza o sistema nervoso
*gera a experiência de fazer menos e conseguir mais
*o corpo é usado como instrumento para explorar e tocar de maneira polirritmia através de passos, palmas e o canto.
TaKeTiNa tem sido usado por pessoas que estão em busca de modos para exercitarem o aumento e o desenvolvimento de suas potencias.
também muito praticada por:
*músicos profissionais de todas as áreas
*companhias de teatro e dança
*tratamento psicoterapeutico
*praticantes de meditação
*programas sociais
vamos ter dois workshops de TaKeTiNa em são paulo esse ano.
os workshops são formados por grupos com até 30 participantes.
não há restrições de limite de idade e nem condições físicas para participar das sessões de TaKeTiNa.
esse é o quarto ano consecutivo que trazemos henning ao brasil, e no ano passado o trouxemos em parceria com ibmf (international body music festival)
henning von vangerow - http://www.h-v-vangerow.de/ - é alemão, foi formado por reinhard flatischler em sua primeira turma de formação, sendo considerado um advanced taketina teacher por sua experiência e competência em liderar grupos de TaKeTiNa.
psicólogo e psicoterapeuta, foi ator por muitos anos, lidera grupos de TaKeTiNa há mais de 20 anos na alemanha, frança, inglaterra, bélgica, holanda, suíça e brasil.
o workshop em são paulo acontecerá nos dias 26 e 27 de novembro das 14hs as 18hs.
valor do workshop: 280 reais
local: espaço caçamba de arte
rua muniz de sousa, 517 - aclimação
tel. 3399 4257
inscrições e maiores informações anathomaz@terra.com.br
obs. serão somente 30 vagas
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