um dos grandes males da escolarização, é que aprendemos a praticar a segmentação da vida.
tem hora para o trabalho e hora para o lazer
hora de mexer o corpo e hora de estimular a mente
etc
e suas subdivisões,
hora de trabalhar a mente direcionada as matérias humanas, e hora direcionada as matérias exatas
hora de cuidar do físico, hora de cuidar do "psicológico"
etc
por isso que eu digo, que mesmo que a escola faça suas pequenas reformas, ela continua com sua escolaridade nociva.
assim chegamos a vida adulta reproduzindo essa cisão onde seguimos criando uma vida fragmentada.
quando uma mulher tem um filho, cria-se um conflito entre vida profissional e vida materna, e se ela opta por dedicar-se totalmente a vida materna, surgem outros conflitos, entre os deveres da casa, as necessidades pessoais e a atenção ao filho.
e por mais que temos condições de amenizar esses conflitos de modo pratico, seguiremos com o conflito de modo existencial, pois treinamos durante toda a vida escolar, esse modo segmentado de ser.
quando nos desescolarizamos desse paradigma, começamos a nos dar conta que viver não é cumprir funções, e ficar como equilibrista entre múltiplas tarefas.
vida boa também não é vida sem problemas e cheia de prazer.
é só conviver com uma criança para sentir que antes de qualquer direcionamento, o que ela precisa, essencialmente, é "condições para produzir vida."
criança não gosta de problema imposto, ela gosta de problematizar suas próprias questões.
criança não gosta necessariamente de brincar, a não ser que elas estejam produzindo vida com o brincar, mas brincar para se distrair, para matar o tempo, para desenvolver coordenação motora entre outros desejos dos adultos, dessas brincadeiras, as crianças não gostam.
criança gosta de fazer coisas de verdade.
alias, criança adora trabalhar!
criança gosta de fazer brincadeira virar coisa seria!
o interessante é que não existe uma unanimidade entre o que as crianças gostam de fazer.
mas todas elas gostam de se sentir produzindo, cada uma do seu jeito particular.
nossa questão é permitir que se apresente o modo que cada criança deseja produzir sua própria vida.
(coisa que nenhuma escola se propõe, a dar esse tempo e espaço para que cada criança apresente seu caminho de desenvolvimento e potencialização).
hoje, minha filha de 5 anos me chamou com os olhos cheios de brilho para eu ver todas as camas arrumadas com muito capricho, que ela mesma tinha feito, e pra surpresa dela, ela também conseguiu arrumar nossa cama, minha e de meu marido, que é um futton no chão de 2mx2m.
que alegria ela sentiu ao ver sua linda obra!
mais tarde, o pai foi lavar o quintal e ela pediu para ajudar, ele disse: "deixe eu terminar o trabalho que eu te dou a mangueira para você brincar um pouco"; e ela respondeu, "eu não quero brincar, quero trabalhar de verdade!"
e assim ela vem conquistando seu espaço em todos os lugares da casa.
na cozinha, já mexe com faca, fogão e eletrodomesticos.
além de lavar louça e arrumar a mesa.
diz que, entre outras coisas, quer ser cozinheira, e por isso precisar treinar.
e assim a gente vai aprendendo que para criança obrigação vira diversão.
mas a coisa não para por ai, alem gostar de trabalhar, criança não está preocupada em sentir prazer e evitar a dor.
elas adoram um desafio, o que inclui dor, frustração, disciplina e claro, muitas emoções, como frio na barriga e alegria.
uma outra caracteristica especifica da nossa pequena, são as conquistas corporais.
quer dominar patins, bicicleta sem rodinha aro 20, trepa-trepa extenso, circo, e uma vez que consegue dominar cada uma dessas coisas, começa a experimentar fazer o mesmo, mas de olhos fechados.
o pai quase tem um enfarte a cada semana, primeiro de pânico, depois de orgulho!
a questão é essa, permitir que as crianças trabalhem, desde muito pequenas!
e que escolham seus trabalhos, seus desafios, suas dores e suas alegrias.
quando uma criança não tem espaço e tempo para "produzir", ela vai buscar preencher esse desejo com o "consumir", ela deixa de ser uma produtora nata, para ser uma consumidora insaciável.
viver o cotidiano com uma criança "produtora" é completamente diferente do que viver com uma criança "consumidora".
a sorte é que nenhuma criança nasce consumidora, e que toda criança nasce produtora.
mas como sempre, para poder criar essa condição de desenvolvimento da criança, é necessário primeiro, criar essa condição em nós mesmos.
ser inteiro na vida, sempre, isso é desescolarização!
13.2.12
EXPOSTA E NUA!
a desescolarização é um caminho de cura.! assim edilberto e tatiana finalizam seu post a compulsão a educar
a desescolarização tem sido um caminho para minha cura!
"ser e estar" ao lado das crianças com a pratica da desescolarização, tem sido o modo mais intenso e direto de conhecer a mim mesma.
estar com crianças ativas, criativas, cheias de vida não é difícil, o difícil é estar comigo mesma sendo revelada em todas as minhas marcas tão estrategicamente escondidas na vida dita social.
quando alguma situação das crianças me tira do eixo, me deixa nervosa, ou chateada, ou preocupada, ou com qualquer outro ressentimento, ao invés de tentar resolver o problema aparentemente provocado por elas, eu me pergunto "o que estou sentindo?", e uma avalanche de imagens, marcas, memorias, me invadem.
nesse momento já não preciso perpetuar o sentimento, deixo de projeta-lo nas crianças; sem mergulhos psicológicos, ou busca de justificações para o que sinto; entrego o passado ao fluxo, abro mão dele, e afirmo o presente, e em segundos, já não estou dominada pelo ressentimento, e então posso me relacionar verdadeiramente com as crianças e com a situação que provocou todo esse movimento.
tem sido um treino diário, nada fácil, apesar de muito simples, é só o que chamamos de estar aqui e agora.
e essa presença tem sido essencial para que as crianças tenham espaço para desenvolver suas potencias.
definitivamente a parte mais difícil de desescolarizar, na presença de crianças desescolarizadas, é o encontro constante comigo mesma.
um encontro que raramente acontece quando se está cumprindo funções no trabalho, em casa ou até mesmo com as crianças.
um encontro que não acontece quando estamos distraídos enfrente a t.v. ou passeando pelo facebook.
tampouco acontece quando estamos vivendo "socialmente" onde vestimos mascaras, e especulamos possibilidades e oportunidades.
com expressão assustada, com um toque de vergonha, muitas mães me perguntam: "como você consegue ficar tempo integral com suas filhas?" mas com a mesma expressão, a pergunta correta seria: "como você consegue ficar tempo integral se encontrando com você mesma?"
e a reposta é animadora:
quanto mais tempo estou com as crianças, mais fácil fica!
quanto mais tempo estou comigo mesma, mais fácil fica!
quando penso em como nos afastamos tanto de nós mesmos, nos tornando seres "sociais", sempre ocupados com uma tarefa, com uma função, com uma militância, sempre para fora de nós mesmos, fica claro que esse é o processo que começamos la na primeira infância, dentro de uma escola.
mas esse é um assunto para um próximo post.
a desescolarização tem sido um caminho para minha cura!
"ser e estar" ao lado das crianças com a pratica da desescolarização, tem sido o modo mais intenso e direto de conhecer a mim mesma.
estar com crianças ativas, criativas, cheias de vida não é difícil, o difícil é estar comigo mesma sendo revelada em todas as minhas marcas tão estrategicamente escondidas na vida dita social.
quando alguma situação das crianças me tira do eixo, me deixa nervosa, ou chateada, ou preocupada, ou com qualquer outro ressentimento, ao invés de tentar resolver o problema aparentemente provocado por elas, eu me pergunto "o que estou sentindo?", e uma avalanche de imagens, marcas, memorias, me invadem.
nesse momento já não preciso perpetuar o sentimento, deixo de projeta-lo nas crianças; sem mergulhos psicológicos, ou busca de justificações para o que sinto; entrego o passado ao fluxo, abro mão dele, e afirmo o presente, e em segundos, já não estou dominada pelo ressentimento, e então posso me relacionar verdadeiramente com as crianças e com a situação que provocou todo esse movimento.
tem sido um treino diário, nada fácil, apesar de muito simples, é só o que chamamos de estar aqui e agora.
e essa presença tem sido essencial para que as crianças tenham espaço para desenvolver suas potencias.
definitivamente a parte mais difícil de desescolarizar, na presença de crianças desescolarizadas, é o encontro constante comigo mesma.
um encontro que raramente acontece quando se está cumprindo funções no trabalho, em casa ou até mesmo com as crianças.
um encontro que não acontece quando estamos distraídos enfrente a t.v. ou passeando pelo facebook.
tampouco acontece quando estamos vivendo "socialmente" onde vestimos mascaras, e especulamos possibilidades e oportunidades.
com expressão assustada, com um toque de vergonha, muitas mães me perguntam: "como você consegue ficar tempo integral com suas filhas?" mas com a mesma expressão, a pergunta correta seria: "como você consegue ficar tempo integral se encontrando com você mesma?"
e a reposta é animadora:
quanto mais tempo estou com as crianças, mais fácil fica!
quanto mais tempo estou comigo mesma, mais fácil fica!
quando penso em como nos afastamos tanto de nós mesmos, nos tornando seres "sociais", sempre ocupados com uma tarefa, com uma função, com uma militância, sempre para fora de nós mesmos, fica claro que esse é o processo que começamos la na primeira infância, dentro de uma escola.
mas esse é um assunto para um próximo post.
28.1.12
O PARTO E A EDUCAÇÃO
ana cristina duarte, parteira que gera um importante movimento de parto humanizado no brasil, idealizadora do gama, sugeriu uma equivalencia entre os procedimentos de parto e de educação.
para quem está familiarizado com os procedimentos de parto, fazer essa analogia, é um atalho para a compreensão dos processos educacionais.
atenção: a brincadeira refere-se a procedimentos de partos e não uma critica a escolhas pessoais.
vamos brincar
modelo vigente escolar:
tem escola que é como a cesaria eletiva
outras como a cesaria desnecessária
e tem também as escolas análogas ao parto normal hospitalar cheio de intervenções e com maltrato físicos e emocionais
homeschooling:
pode ser como o parto humanizado hospitalar de uma gestante de baixo risco mas que sente necessidade de um medico, toda sua equipe e o aparato hospitalar por necessidade de garantias
unschooling:
parto humanizado domiciliar do segundo filho assistido por parteira e doula muito experientes.
educação ativa:
o terceiro filho nascido de parto humanizado domiciliar, desta vez orgasmatico, assistido por parteira e doula extremamente experiente.
oxala, todas as mulheres possam ter a escolha de parir seus filhos na educação ativa!
para quem está familiarizado com os procedimentos de parto, fazer essa analogia, é um atalho para a compreensão dos processos educacionais.
atenção: a brincadeira refere-se a procedimentos de partos e não uma critica a escolhas pessoais.
vamos brincar
modelo vigente escolar:
tem escola que é como a cesaria eletiva
outras como a cesaria desnecessária
e tem também as escolas análogas ao parto normal hospitalar cheio de intervenções e com maltrato físicos e emocionais
homeschooling:
pode ser como o parto humanizado hospitalar de uma gestante de baixo risco mas que sente necessidade de um medico, toda sua equipe e o aparato hospitalar por necessidade de garantias
unschooling:
parto humanizado domiciliar do segundo filho assistido por parteira e doula muito experientes.
educação ativa:
o terceiro filho nascido de parto humanizado domiciliar, desta vez orgasmatico, assistido por parteira e doula extremamente experiente.
oxala, todas as mulheres possam ter a escolha de parir seus filhos na educação ativa!
19.1.12
NOSSO INCIO SEM ESCOLA!
como tudo começou?
meu filho entrou em uma escola construtivista com três anos, onde eles incentivavam as crianças a criarem seus próprios projetos.
um de seus projetos, junto com um amiguinho, foi planejar e cavar um buraco rente ao muro da escola para criar um túnel para fugir da escola!
aos 6 anos ele entrou em uma escola waldorf em londres, onde vivemos por 3 anos.
aos 9, de volta ao brasil, ele seguiu em uma escola waldorf em são paulo, e aos 13 anos começou a acordar todos os dias dizendo "eu odeio escola".
aos 15 anos, ao finalizar o ensino fundamental, eu aceitei seu pedido incessante de sair da escola, desde que ele seguisse um projeto que iríamos criar para ele.
para iniciar o projeto, pensamos em um processo de desintoxicação, que ele pudesse entrar em contato com um espaço interior, com um vazio, para que fosse construído algo a partir de um desejo genuíno.
a cada dia ele tinha uma atividade da qual ele apresentava afinidade e um gosto pessoal.
nas manhãs: aula particular de musica, um grupo de artes plásticas, um grupo de filosofia, aula particular da técnica alexander e um encontro comigo de escrita e literatura; uma aula para cada dia da semana.
todos os dias, as 18hs, aula em grupo de aikido.
e muito tempo livre, sem ocupações com t.v., vídeo game ou computador; tempo livre mesmo, sem fazer nada, até que surgisse um desejo, sem interesses ou intenções.
em 5 meses surgiu um desejo genuíno de aprender magica!
logo, todo seu tempo livre ele usava para aprender, praticar e ler livros (pela primeira vez na vida), ler sobre magica.
a magica incentivou vários outros interesses, como línguas, culturas, viagens, historia...
em seu segundo ano desescolarizado, ele já era magico profissional, começou a participar de congressos na inglaterra, na guatemala, na argentina e no brasil.
não tinha mais tempo para fazer meu projeto, ele ja tinha seu próprio projeto!
escolheu um tutor em buenos aires e fez imersões por la.
conheceu mágicos do mundo todo.
alem de desenvolver suas habilidades, técnicas e materiais, virou um pesquisador, conhecendo a historia da magica, e todos os seus caminhos.
participou de um concurso, para ganhar experiência, e ganhou o primeiro lugar!
mais importante que a premiação, foi ver sua postura e sua percepção de um caminho que ele está apaixonadamente trilhando.
eu acredito que todos os adolescentes tem um caminho apaixonante para trilhar.
e eu estou aprendendo a confiar no desejo genuíno, na capacidade de aprender, na motivação de desenvolvimento que toda criança/adolescente tem.
aprendo também que o mundo é a "sala de aula", e que eles podem escolher (muito bem) seus tutores (meu filho, sem nenhuma inibição, escolheu um campeão mundial de magica, que mora em outro país, como tutor).
assim, crianças crescem para criar seu campo de trabalho, suas produções, seu modo de viver, sempre guiado por sua potencia e desejo de vida!
17.1.12
SEM CAMUFLAGEM!
certamente todas as escolas e sistemas de ensino tem algo de bom.
porque tudo tem algo de bom.
até mesmo o fim do mundo tem algo de bom!
o problema está na parte ruim da historia.
e podemos afirmar que todas as escolas tem algo de ruim.
a começar por professores, funcionários e administradores que foram escolarizados no modelo escolar vigente
um modelo que nos faz acreditar que o aprendizado vem de fora, é dependente do conhecimento, é pré-determinado, acontece de forma hierárquica, é fragmentado, é intencional...e principalmente, nos ensina a não confiar nas crianças.
por isso, todos os modelos reformistas e com propostas de um novo modelo escolar, acabam não resolvendo a parte ruim da escolarização.
escolas waldorf, escolas democráticas, construtivistas...acabam sendo só um método a ser seguido, e não uma abertura para transmutar a relação ensinar/aprender; continuam a ensinar algo de fora para dentro, a pré-determinar o conteúdo, a fragmentar o ensino, a manter relações hierárquicas, a não confiar nas crianças e com o risco de ter tudo isso muito mais camuflado do que nas escolas assumidamente autoritárias.
e nossas crianças continuam sem um ambiente propicio para desenvolverem seus potenciais, sua capacidade de pensar e a condição de se tornarem homens e mulheres potentes, verdadeiramente alegres e criadores de comunidades ativas.
porque tudo tem algo de bom.
até mesmo o fim do mundo tem algo de bom!
o problema está na parte ruim da historia.
e podemos afirmar que todas as escolas tem algo de ruim.
a começar por professores, funcionários e administradores que foram escolarizados no modelo escolar vigente
um modelo que nos faz acreditar que o aprendizado vem de fora, é dependente do conhecimento, é pré-determinado, acontece de forma hierárquica, é fragmentado, é intencional...e principalmente, nos ensina a não confiar nas crianças.
por isso, todos os modelos reformistas e com propostas de um novo modelo escolar, acabam não resolvendo a parte ruim da escolarização.
escolas waldorf, escolas democráticas, construtivistas...acabam sendo só um método a ser seguido, e não uma abertura para transmutar a relação ensinar/aprender; continuam a ensinar algo de fora para dentro, a pré-determinar o conteúdo, a fragmentar o ensino, a manter relações hierárquicas, a não confiar nas crianças e com o risco de ter tudo isso muito mais camuflado do que nas escolas assumidamente autoritárias.
e nossas crianças continuam sem um ambiente propicio para desenvolverem seus potenciais, sua capacidade de pensar e a condição de se tornarem homens e mulheres potentes, verdadeiramente alegres e criadores de comunidades ativas.
6.1.12
VAMOS FAZER ACONTECER!
edilberto e tatiana publicaram um lindo post, esclarecendo de modo lúcido, acessível e absolutamente inspirador, sobre o "modelo" de educação desescolarizada.
por favor leiam! (é só clicar no nome deles ou aqui para direciona-lo ao blog desescolariza)
após a leitura só nos resta pensar em como, efetivamente, colocar em pratica, o inquestionavel, para o desenvolvimento pleno de nossos filhos.
provavelmente, todos que se interesse pelo assunto, ao ler o post, concordariam que nosso sistema educacional ainda está bem atrelado a descrição do "modelo escolar vigente" da primeira coluna, e ficariam felizes com o "novo modelo escolar" que é descrito na segunda coluna.
acontece que, como todos vivemos dizendo, as mudanças são muito rápidas, e o "novo modelo escolar" já é ultrapassado para a geração atual em idade escolar, não tenho duvida que eles já estão prontos para o "modelo desescolarizado de educação".
assim fica claro que o problema não está na nova geração, mas nas gerações que foram educadas pelo modelo vigente e que sofre em pensar em transmutar para o novo modelo, que o diga conseguir vislumbrar o modelo desescolarizado.
então temos duas opções, exterminar todos acima de 18 anos e liberar a garotada para se desenvolverem sem serem atrapalhados, ou nós, pais do século passado, aceleramos nossos processos e mudamos nossos paradigmas.
a primeira opção seria muito trágica, então sugiro que enfrentemos a segunda opção, quase tão difícil quanto a primeira, mas menos sangrenta.
humores a parte (sim estou muito bem humorada por encontrar aliados tão inspiradores como edilberto, tatiana, cassia...na certeza que essa lista crescerá dia a dia), e vamos agir com coragem - cor-agem = ação do coração, e vamos transmutar, nos desescolarizar, confiar na vida; estar verdadeiramente ao lado de crianças, é um caminho promissor!
como mais uma das infinitas fontes que podemos encontrar, tentarei publicar aqui nesse blog, nosso dia a dia desescolarizado; não como modelo, porque sinceramente acredito que cada familia irá encontrar seu modo de educação, mas para compartilhar que não é utopia, na verdade, é muito mais facil do que imaginamos!
por favor leiam! (é só clicar no nome deles ou aqui para direciona-lo ao blog desescolariza)
após a leitura só nos resta pensar em como, efetivamente, colocar em pratica, o inquestionavel, para o desenvolvimento pleno de nossos filhos.
provavelmente, todos que se interesse pelo assunto, ao ler o post, concordariam que nosso sistema educacional ainda está bem atrelado a descrição do "modelo escolar vigente" da primeira coluna, e ficariam felizes com o "novo modelo escolar" que é descrito na segunda coluna.
acontece que, como todos vivemos dizendo, as mudanças são muito rápidas, e o "novo modelo escolar" já é ultrapassado para a geração atual em idade escolar, não tenho duvida que eles já estão prontos para o "modelo desescolarizado de educação".
assim fica claro que o problema não está na nova geração, mas nas gerações que foram educadas pelo modelo vigente e que sofre em pensar em transmutar para o novo modelo, que o diga conseguir vislumbrar o modelo desescolarizado.
então temos duas opções, exterminar todos acima de 18 anos e liberar a garotada para se desenvolverem sem serem atrapalhados, ou nós, pais do século passado, aceleramos nossos processos e mudamos nossos paradigmas.
a primeira opção seria muito trágica, então sugiro que enfrentemos a segunda opção, quase tão difícil quanto a primeira, mas menos sangrenta.
humores a parte (sim estou muito bem humorada por encontrar aliados tão inspiradores como edilberto, tatiana, cassia...na certeza que essa lista crescerá dia a dia), e vamos agir com coragem - cor-agem = ação do coração, e vamos transmutar, nos desescolarizar, confiar na vida; estar verdadeiramente ao lado de crianças, é um caminho promissor!
como mais uma das infinitas fontes que podemos encontrar, tentarei publicar aqui nesse blog, nosso dia a dia desescolarizado; não como modelo, porque sinceramente acredito que cada familia irá encontrar seu modo de educação, mas para compartilhar que não é utopia, na verdade, é muito mais facil do que imaginamos!
27.12.11
FRASE FEITA!
nesses tempos intelectuais, é muito comum escutarmos as pessoas tentarem resolver os problemas através de palavras ao invés de ações, criando as populares “frases feitas”, que são repetidas automaticamente, como se magicamente algo fosse mudar.
Uma delas é: “liberdade com responsabilidade”
ora, se a liberdade está sendo limitada pela responsabilidade, já não é liberdade!
liberdade não pode ser condicionada.
na pratica, nada muda, o que está sendo dito é que liberdade não existe, mas não queremos parecer autoritários, então surge essa frase incoerente e enganosa.
e como seria transmutar o problema da liberdade pela ação?
podemos inverter a frase e pensar: “porque somos responsáveis, somos livres”
também é uma frase, mas ao ser dita, nos libera para a transmutação, pois é uma frase que só se sustenta pela ação.
somos responsáveis por nossa existência, somos produtores de nós mesmos e produtores de realidade, sendo assim, somos livres porque somos responsáveis por nossa existência e nosso modo de vida.
quando ajo desse modo, ou quando digo isso a meus filhos, eu já estou aceitando que eles sejam livres, criadores e imprevisíveis.
por falar em autoritário, aqui vai outra frase intelectualizada, banalizada e vazia:
“o bom pai e o bom educador não são autoritários, mas tem autoridade diante das crianças”
escutei essa frase algumas vezes, e quando resolvi pensar a respeito dela, entendi que o sentido de autoridade nessa sentença é o mesmo que autoritário!
perguntei-me então, qual seria o verdadeiro sentido de autoridade?
creio que a pessoa com autoridade, domine amplamente algum campo de conhecimento, tornando-se uma autoridade no assunto.
assim sendo, autoridade não está ligado a um cargo ou posição, mas sim a sua capacidade.
não basta ter um filho, um diploma de professor, ou simplesmente ser adulto, para tornar-se uma autoridade para a criança, porque quem ocupa um lugar sem preparar-se a ponto de ser uma autoridade no assunto, só poderá ser um autoritário.
uma vez conquistada a condição de autoridade, este deverá inspirar a todos, com seus conhecimentos, pensamentos e principalmente, com suas ações.
nessa linha de pensamento, ser uma autoridade para as crianças, é inspira-las, é criar para elas ambientes propícios onde elas possam desenvolver seus potenciais e manter sempre ativa sua curiosidade.
e como nos tornamos uma autoridade para crianças?
conhecendo-as, não de forma genérica e com regras prontas, mas através do contato verdadeiro com cada uma delas.
através de muita observação e paciência.
porem, para conseguir observar uma criança verdadeiramente, é necessário estar livre de julgamentos, de preconceitos e de frases feitas; é necessário estar aberto, com o coração tranquilo e com o senso de humor apurado!
para ser uma autoridade em crianças, é preciso conhecer o humano, aceitarmos que somos responsáveis por nosso modo de vida; que temos em nós, a fonte criadora de nós mesmos, uma musa interior adormecida, como diz meu amigo jon-roar bjørkvold.
é necessário despertar, talvez com um beijo, nossa musa inspiradora.
para estar com as crianças, é necessário sermos livres e uma autoridade no assunto humanidade!
Uma delas é: “liberdade com responsabilidade”
ora, se a liberdade está sendo limitada pela responsabilidade, já não é liberdade!
liberdade não pode ser condicionada.
na pratica, nada muda, o que está sendo dito é que liberdade não existe, mas não queremos parecer autoritários, então surge essa frase incoerente e enganosa.
e como seria transmutar o problema da liberdade pela ação?
podemos inverter a frase e pensar: “porque somos responsáveis, somos livres”
também é uma frase, mas ao ser dita, nos libera para a transmutação, pois é uma frase que só se sustenta pela ação.
somos responsáveis por nossa existência, somos produtores de nós mesmos e produtores de realidade, sendo assim, somos livres porque somos responsáveis por nossa existência e nosso modo de vida.
quando ajo desse modo, ou quando digo isso a meus filhos, eu já estou aceitando que eles sejam livres, criadores e imprevisíveis.
por falar em autoritário, aqui vai outra frase intelectualizada, banalizada e vazia:
“o bom pai e o bom educador não são autoritários, mas tem autoridade diante das crianças”
escutei essa frase algumas vezes, e quando resolvi pensar a respeito dela, entendi que o sentido de autoridade nessa sentença é o mesmo que autoritário!
perguntei-me então, qual seria o verdadeiro sentido de autoridade?
creio que a pessoa com autoridade, domine amplamente algum campo de conhecimento, tornando-se uma autoridade no assunto.
assim sendo, autoridade não está ligado a um cargo ou posição, mas sim a sua capacidade.
não basta ter um filho, um diploma de professor, ou simplesmente ser adulto, para tornar-se uma autoridade para a criança, porque quem ocupa um lugar sem preparar-se a ponto de ser uma autoridade no assunto, só poderá ser um autoritário.
uma vez conquistada a condição de autoridade, este deverá inspirar a todos, com seus conhecimentos, pensamentos e principalmente, com suas ações.
nessa linha de pensamento, ser uma autoridade para as crianças, é inspira-las, é criar para elas ambientes propícios onde elas possam desenvolver seus potenciais e manter sempre ativa sua curiosidade.
e como nos tornamos uma autoridade para crianças?
conhecendo-as, não de forma genérica e com regras prontas, mas através do contato verdadeiro com cada uma delas.
através de muita observação e paciência.
porem, para conseguir observar uma criança verdadeiramente, é necessário estar livre de julgamentos, de preconceitos e de frases feitas; é necessário estar aberto, com o coração tranquilo e com o senso de humor apurado!
para ser uma autoridade em crianças, é preciso conhecer o humano, aceitarmos que somos responsáveis por nosso modo de vida; que temos em nós, a fonte criadora de nós mesmos, uma musa interior adormecida, como diz meu amigo jon-roar bjørkvold.
é necessário despertar, talvez com um beijo, nossa musa inspiradora.
para estar com as crianças, é necessário sermos livres e uma autoridade no assunto humanidade!
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