a maior dificuldade de não ter os filhos na escola é não ter a quem culpar!
porque filhos que não frequentam escola também fazem coisas terríveis.
aprendem musicas e danças de gosto discutível.
deixam escapar palavras de baixo calão.
pegam piolho.
se rebelam!
onde aprendem tudo isso? e o pior é não ter uma escola para jogar a culpa.
crianças que vivem sem escola não estão isoladas do mundo, captam tudo no ar, estão ligadissimas.
assim são as crianças!
porem mais importante do que "o que aprendem", é como lidar com a criança e suas aventuras.
criança precisa de acolhimento, de amor incondicional, de respeito, mesmo quando elas apresentam atitudes difíceis de serem aceitas.
a moda passa, e logo a criança deixa de lado a musiquinha irritante ou a dancinha provocadora, mas o que fica é o acolhimento, a certeza de que o amor e a confiança nela não se abala por conta de suas experimentações.
não se ama uma criança pelo seu comportamento, ou por suas habilidades.
ama-se uma criança por sua existência.
pela confiança que se tem em sua existência.
e para confiar em uma criança, é necessário confiar em si mesmo.
confiar na própria existência.
não por seus sucessos ou reconhecimentos ou capacidade de ganhar dinheiro...
mas por sua existência.
amor incondicional.
não se espera um comportamento impecável das crianças que não frequentam a escola.
espera-se um mergulho dos pais em sua capacidade de confiar na vida, de confiar em si mesmo e sem duvida, confiar na criança.
assim da para viver sem uma escola para culpar!
28.4.12
UMA OUTRA VIDA
escolarização nos faz pensar de modo linear, parcial e cheio de dualidades.
onde o que não está certo, está errado.
se não é verdade, é mentira.
porém a verdade não tem oposto, assim como o amor não tem oposto.
quando pensamos de modo conflituoso, nossa experiência se torna a única referência, então sempre achamos que qualquer outro modo de vida é o oposto do que estamos vivendo.
por isso é muito difícil pensar na desescolarização quando nossa experiência é a da escolarização, pois pensamos como vidas opostas.
a desescolarização não é o oposto da escolarização.
viver sem-escola não é o oposto que viver com-escola.
uma das minhas surpresas na experiência com filhos fora da escola, tem sido o quão diferente é de tudo que eu poderia ter imaginado antes.
as questões escolarizadas sobre a desescolarização geralmente são:
como seus filhos vão receber conteúdo e onde eles irão acessar todo conhecimento? já que a escola oferece conteúdo e conhecimento.
como seus filhos vão conviver com outras crianças? pois na escola as crianças convivem com outras crianças.
quem será o professor de seus filhos...?
a escola prepara para o vestibular, para o futuro! qual será o futuro de seus filhos?
e por aí a fora.
acontece que a vida sem-escola, na pratica do unschooling (não-escola) diferente do homeschooling (escola dentro de casa), é uma mudança de paradigma geral, sem a possibilidade de comparação com a escola.
antes do conteúdo, do conhecimento, da "socialização", do professor, do vestibular, do futuro, existe o presente, uma criança singular, uma relação com essa criança, um olhar, uma escuta, a observação, um encontro...
ao estar diante de uma criança, mais do que qualquer coisa, é necessário ter um corpo sensível e presente, com os sentidos acordados.
é nesse "entre" como falei no post anterior, o encontro entre o adulto e a criança, que surge um caminho, é nesse "entre" que cria-se um insight.
a partir do insight a ação acontece.
tudo isso é incomparável com o paradigma escolar, e para conhecer essa mudança de paradigma é necessário viver a experiência.
a desescolarização não é uma alternativa, é uma outra vida.
onde o que não está certo, está errado.
se não é verdade, é mentira.
porém a verdade não tem oposto, assim como o amor não tem oposto.
quando pensamos de modo conflituoso, nossa experiência se torna a única referência, então sempre achamos que qualquer outro modo de vida é o oposto do que estamos vivendo.
por isso é muito difícil pensar na desescolarização quando nossa experiência é a da escolarização, pois pensamos como vidas opostas.
a desescolarização não é o oposto da escolarização.
viver sem-escola não é o oposto que viver com-escola.
uma das minhas surpresas na experiência com filhos fora da escola, tem sido o quão diferente é de tudo que eu poderia ter imaginado antes.
as questões escolarizadas sobre a desescolarização geralmente são:
como seus filhos vão receber conteúdo e onde eles irão acessar todo conhecimento? já que a escola oferece conteúdo e conhecimento.
como seus filhos vão conviver com outras crianças? pois na escola as crianças convivem com outras crianças.
quem será o professor de seus filhos...?
a escola prepara para o vestibular, para o futuro! qual será o futuro de seus filhos?
e por aí a fora.
acontece que a vida sem-escola, na pratica do unschooling (não-escola) diferente do homeschooling (escola dentro de casa), é uma mudança de paradigma geral, sem a possibilidade de comparação com a escola.
antes do conteúdo, do conhecimento, da "socialização", do professor, do vestibular, do futuro, existe o presente, uma criança singular, uma relação com essa criança, um olhar, uma escuta, a observação, um encontro...
ao estar diante de uma criança, mais do que qualquer coisa, é necessário ter um corpo sensível e presente, com os sentidos acordados.
é nesse "entre" como falei no post anterior, o encontro entre o adulto e a criança, que surge um caminho, é nesse "entre" que cria-se um insight.
a partir do insight a ação acontece.
tudo isso é incomparável com o paradigma escolar, e para conhecer essa mudança de paradigma é necessário viver a experiência.
a desescolarização não é uma alternativa, é uma outra vida.
15.3.12
DESCONCEITUALIZANDO A DESESCOLARIZAÇÃO
os sentidos das palavras são dinâmicos, ainda mais quando se trata de uma palavra que não consta no dicionário como o caso da desescolarização.
porem não acredito que a busca deva ser a clareza verbal, porque procuro não ter uma vida diária conceitual e sim viver em ato.
muitas vezes acreditamos em conceitos que não praticamos em nossa vida cotidiana.
primeiro, eu comecei a viver a desescolarização, antes mesmo de pensar nesse termo, só não queria ser mais uma no coro "queria muito viver de outra maneira, mas a realidade não permite!"
a quem estamos remetendo a responsabilidade dos nossos modos de vida?
de onde veio a ideia que a realidade está pronta e que precisamos aprender a fazer parte dela??
onde aprendemos a sentir tanto medo do aqui e agora???
eu acredito ter aprendido tudo isso e muito mais (competitividade, comparação, julgamento, especulação, ser carreirista, a desconexão corpo/mente...) na escola, e se não foi na escola, certamente foi la que por muito tempo pratiquei esse modo de vida.
para mim o problema central da escolarização é que além de praticar todos esses conceitos que citei acima, os alunos estão a serviço das aulas, da programação pedagógica, do conhecimento, dos conceitos; fazendo com que os alunos se afastem cada vez mais de si mesmos e seus desejos, a ponto de ser necessário fazer um teste vocacional para saber em que área vai render melhor, a serviço de um sistema que precisa continuar a ser alimentado para existir.
a escolarização nos torna negligentes em nossas vidas e relações.
porem a escolarização é um padrão, então primeiro caí na armadilha de querer mudar o padrão, rejeitando um modelo escolar vigente e aceitando um novo modelo escolar, até perceber que continuava presa em padrões e em sistemas.
por isso a desescolarização não é um padrão, não é uma alternativa, não é uma rebeldia contra a escola.
desescolarização é abrir mão de todas essas praticas escolarizadas, é olhar para si mesmo nas relações, é criar seus desejos ao dar-se conta de como está o mundo, seu país, sua cidade, sua comunidade...
é tornar-se diligente em nossas vidas e relações.
krishnamurti escreve lindamente sobre esses dois termos, em suas palavras:
"...diligência implica cuidado, vigilância, observação e um profundo senso de liberdade...a negligência é indiferença, preguiça; indiferença para com o organismo físico, para com o estado psicológico e indiferença para com os outros...
...o habito, a rotina é o inimigo da diligência - o habito do pensamento, da ação, da conduta...a mente que é diligente não tem habito, não há padrão de resposta..."
na minha experiência foi com a técnica alexander que aprendi que não existem bons e maus hábitos, existem hábitos, e só o viver no presente dissipa o habito.
não é através dos idealismos, dos conceitos, nem do conhecimento, que vamos transmutar nosso modo de vida, e sim pelas ações, pelas relações, pelo cultivo do "entre", não é dentro (de nós) nem fora (na sociedade), a realidade se cria no "entre" o dentro e o fora.
a desescolarização deixa esses "entres" vivos, sendo sempre um ato de criação.
porem não acredito que a busca deva ser a clareza verbal, porque procuro não ter uma vida diária conceitual e sim viver em ato.
muitas vezes acreditamos em conceitos que não praticamos em nossa vida cotidiana.
primeiro, eu comecei a viver a desescolarização, antes mesmo de pensar nesse termo, só não queria ser mais uma no coro "queria muito viver de outra maneira, mas a realidade não permite!"
a quem estamos remetendo a responsabilidade dos nossos modos de vida?
de onde veio a ideia que a realidade está pronta e que precisamos aprender a fazer parte dela??
onde aprendemos a sentir tanto medo do aqui e agora???
eu acredito ter aprendido tudo isso e muito mais (competitividade, comparação, julgamento, especulação, ser carreirista, a desconexão corpo/mente...) na escola, e se não foi na escola, certamente foi la que por muito tempo pratiquei esse modo de vida.
para mim o problema central da escolarização é que além de praticar todos esses conceitos que citei acima, os alunos estão a serviço das aulas, da programação pedagógica, do conhecimento, dos conceitos; fazendo com que os alunos se afastem cada vez mais de si mesmos e seus desejos, a ponto de ser necessário fazer um teste vocacional para saber em que área vai render melhor, a serviço de um sistema que precisa continuar a ser alimentado para existir.
a escolarização nos torna negligentes em nossas vidas e relações.
porem a escolarização é um padrão, então primeiro caí na armadilha de querer mudar o padrão, rejeitando um modelo escolar vigente e aceitando um novo modelo escolar, até perceber que continuava presa em padrões e em sistemas.
por isso a desescolarização não é um padrão, não é uma alternativa, não é uma rebeldia contra a escola.
desescolarização é abrir mão de todas essas praticas escolarizadas, é olhar para si mesmo nas relações, é criar seus desejos ao dar-se conta de como está o mundo, seu país, sua cidade, sua comunidade...
é tornar-se diligente em nossas vidas e relações.
krishnamurti escreve lindamente sobre esses dois termos, em suas palavras:
"...diligência implica cuidado, vigilância, observação e um profundo senso de liberdade...a negligência é indiferença, preguiça; indiferença para com o organismo físico, para com o estado psicológico e indiferença para com os outros...
...o habito, a rotina é o inimigo da diligência - o habito do pensamento, da ação, da conduta...a mente que é diligente não tem habito, não há padrão de resposta..."
na minha experiência foi com a técnica alexander que aprendi que não existem bons e maus hábitos, existem hábitos, e só o viver no presente dissipa o habito.
não é através dos idealismos, dos conceitos, nem do conhecimento, que vamos transmutar nosso modo de vida, e sim pelas ações, pelas relações, pelo cultivo do "entre", não é dentro (de nós) nem fora (na sociedade), a realidade se cria no "entre" o dentro e o fora.
a desescolarização deixa esses "entres" vivos, sendo sempre um ato de criação.
25.2.12
SOCIEDADE HIPÓCRITA
uma das questões mais recorrentes quando se fala em unschooling é o mito da socialização.
todos que praticam o unschooling sabem que esse não é absolutamente um problema real para as crianças que não frequentam escolas.
mas, parece-me, que os frequentadores de escolas do nosso sistema vigente estão sofrendo um processo anti social sem se darem conta disso.
a escola cria sérios problemas de socialização.
para desenvolver essa afirmação, vou usar um trecho de um texto brilhante do biólogo humberto matura do livro - a árvore do conhecimento, pg269.
"...a aceitação do outro junto a nós na convivência, é o fundamento biológico do fenômeno social. Sem amor, sem aceitação do outro junto a nós, não há socialização, e sem esta não há humanidade. Qualquer coisa que destrua ou limite a aceitação do outro, desde a competição até a posse da verdade, passando pela certeza ideológica, destrói ou limita o acontecimento do fenômeno social. Portanto, destrói também o ser humano, porque elimina o processo biológico que o gera. Não nos enganemos. Não estamos moralizando nem fazendo aqui uma prédica do amor. Só estamos destacando o fato de que biologicamente, sem amor, sem aceitação do outro, não há fenomeno social. Se ainda se convive assim vive-se hipocritamente, na indiferença ou na negação ativa."
sendo assim, conviver socialmente é praticar a aceitação mutua incondicional.
aceitar verdadeiramente a diferença.
viver de modo colaborador, afirmando as diferenças, fazendo bom uso delas.
paradoxalmente, a criança começará a ter gosto pelo social quando entender-se como singularidade.
por isso um caminho necessário para tornar-se um ser social, é conhecer-se a si mesmo.
nenhum conhecimento que não nos afete diretamente, poderá ser útil para nosso desenvolvimento social.
por essas e outras a escola com suas praticas de competição, comparação, punição, classificação, ideologias, posse da verdade, etc, etc, torna-se um ambiente potencialmente anti social e gerador do conceito - sociedade hipócrita.
já não percebemos mais o quanto nos relacionamos de modo hipócrita com as crianças, quando nos dirigimos a elas mudamos o tom da nossa voz natural, as subestimamos intelectualmente, queremos ensina-las o tempo todo porque acreditamos que sabemos a verdade, somente a aceitamos de modo condicionado.
não estou dizendo que nós pais e educadores não temos nada a fazer em relação as crianças.
temos que criar um ambiente propício para que ela se escute, se conheça, perceba sua plasticidade, sua habilidade em se transformar, em se recriar.
para isso, é inevitável que esse adulto se escute, se conheça, saiba da sua plasticidade e de sua habilidade em transformar-se. em recriar a si mesmo, a sua realidade, a sua sociedade, o seu mundo.
todos que praticam o unschooling sabem que esse não é absolutamente um problema real para as crianças que não frequentam escolas.
mas, parece-me, que os frequentadores de escolas do nosso sistema vigente estão sofrendo um processo anti social sem se darem conta disso.
a escola cria sérios problemas de socialização.
para desenvolver essa afirmação, vou usar um trecho de um texto brilhante do biólogo humberto matura do livro - a árvore do conhecimento, pg269.
"...a aceitação do outro junto a nós na convivência, é o fundamento biológico do fenômeno social. Sem amor, sem aceitação do outro junto a nós, não há socialização, e sem esta não há humanidade. Qualquer coisa que destrua ou limite a aceitação do outro, desde a competição até a posse da verdade, passando pela certeza ideológica, destrói ou limita o acontecimento do fenômeno social. Portanto, destrói também o ser humano, porque elimina o processo biológico que o gera. Não nos enganemos. Não estamos moralizando nem fazendo aqui uma prédica do amor. Só estamos destacando o fato de que biologicamente, sem amor, sem aceitação do outro, não há fenomeno social. Se ainda se convive assim vive-se hipocritamente, na indiferença ou na negação ativa."
sendo assim, conviver socialmente é praticar a aceitação mutua incondicional.
aceitar verdadeiramente a diferença.
viver de modo colaborador, afirmando as diferenças, fazendo bom uso delas.
paradoxalmente, a criança começará a ter gosto pelo social quando entender-se como singularidade.
por isso um caminho necessário para tornar-se um ser social, é conhecer-se a si mesmo.
nenhum conhecimento que não nos afete diretamente, poderá ser útil para nosso desenvolvimento social.
por essas e outras a escola com suas praticas de competição, comparação, punição, classificação, ideologias, posse da verdade, etc, etc, torna-se um ambiente potencialmente anti social e gerador do conceito - sociedade hipócrita.
já não percebemos mais o quanto nos relacionamos de modo hipócrita com as crianças, quando nos dirigimos a elas mudamos o tom da nossa voz natural, as subestimamos intelectualmente, queremos ensina-las o tempo todo porque acreditamos que sabemos a verdade, somente a aceitamos de modo condicionado.
não estou dizendo que nós pais e educadores não temos nada a fazer em relação as crianças.
temos que criar um ambiente propício para que ela se escute, se conheça, perceba sua plasticidade, sua habilidade em se transformar, em se recriar.
para isso, é inevitável que esse adulto se escute, se conheça, saiba da sua plasticidade e de sua habilidade em transformar-se. em recriar a si mesmo, a sua realidade, a sua sociedade, o seu mundo.
22.2.12
CRUDIVORISMO
nosso projeto de educação ativa contempla a mudança de muitos paradigmas, entre eles a alimentação.
como todo processo desescolarizante, não podemos crer que exista de forma generalizada, um unico e ideal modo de se alimentar, nem que essa seja uma decisão de fora, onde alguem, para o bem ou para o mal, determine como deve ser nossa relação com o alimento.
como inspiração, queremos conversar com pessoas que quebraram o paradigma da alimentação convencional, e encontraram sua liberdade e sua criação em um assunto tão complexo como esse.
nossa conversa será com carme mampel, crudivora ha 18 anos.
nas palavras de carme: “O crudivorismo não é só uma dieta saudável, uma porta aberta a uma vida sem doenças nem dor, é também uma ato de liberdade, de amor ao planeta, um canto a perfeição da Criação e agradecimento a Deus por ter dado a você um corpo que funciona maravilhosamente só por dar a ele o que é preciso. O crudivorismo é um ato de afirmação da dignidade humana, da sua inteligência e autonomia ante os poderes que querem submeter as pessoas através da confusão mental e da doença. E tudo isso sem sacrificios, na verdade, no crudivorismo liberdade e prazer são um!”
Será no dia 3/03/2012, sábado, das 16hs as 18hs.
Local: Pranna – Bioloja
Av. Artemio Dorsa, 118 – Jd. São Jose
Bragança Paulista – SP

Evento Gratuito!
como todo processo desescolarizante, não podemos crer que exista de forma generalizada, um unico e ideal modo de se alimentar, nem que essa seja uma decisão de fora, onde alguem, para o bem ou para o mal, determine como deve ser nossa relação com o alimento.
como inspiração, queremos conversar com pessoas que quebraram o paradigma da alimentação convencional, e encontraram sua liberdade e sua criação em um assunto tão complexo como esse.
nossa conversa será com carme mampel, crudivora ha 18 anos.
nas palavras de carme: “O crudivorismo não é só uma dieta saudável, uma porta aberta a uma vida sem doenças nem dor, é também uma ato de liberdade, de amor ao planeta, um canto a perfeição da Criação e agradecimento a Deus por ter dado a você um corpo que funciona maravilhosamente só por dar a ele o que é preciso. O crudivorismo é um ato de afirmação da dignidade humana, da sua inteligência e autonomia ante os poderes que querem submeter as pessoas através da confusão mental e da doença. E tudo isso sem sacrificios, na verdade, no crudivorismo liberdade e prazer são um!”
Será no dia 3/03/2012, sábado, das 16hs as 18hs.
Local: Pranna – Bioloja
Av. Artemio Dorsa, 118 – Jd. São Jose
Bragança Paulista – SP

Evento Gratuito!
18.2.12
TRABALHO É COISA DE CRIANÇA!
um dos grandes males da escolarização, é que aprendemos a praticar a segmentação da vida.
tem hora para o trabalho e hora para o lazer
hora de mexer o corpo e hora de estimular a mente
etc
e suas subdivisões,
hora de trabalhar a mente direcionada as matérias humanas, e hora direcionada as matérias exatas
hora de cuidar do físico, hora de cuidar do "psicológico"
etc
por isso que eu digo, que mesmo que a escola faça suas pequenas reformas, ela continua com sua escolaridade nociva.
assim chegamos a vida adulta reproduzindo essa cisão onde seguimos criando uma vida fragmentada.
quando uma mulher tem um filho, cria-se um conflito entre vida profissional e vida materna, e se ela opta por dedicar-se totalmente a vida materna, surgem outros conflitos, entre os deveres da casa, as necessidades pessoais e a atenção ao filho.
e por mais que temos condições de amenizar esses conflitos de modo pratico, seguiremos com o conflito de modo existencial, pois treinamos durante toda a vida escolar, esse modo segmentado de ser.
quando nos desescolarizamos desse paradigma, começamos a nos dar conta que viver não é cumprir funções, e ficar como equilibrista entre múltiplas tarefas.
vida boa também não é vida sem problemas e cheia de prazer.
é só conviver com uma criança para sentir que antes de qualquer direcionamento, o que ela precisa, essencialmente, é "condições para produzir vida."
criança não gosta de problema imposto, ela gosta de problematizar suas próprias questões.
criança não gosta necessariamente de brincar, a não ser que elas estejam produzindo vida com o brincar, mas brincar para se distrair, para matar o tempo, para desenvolver coordenação motora entre outros desejos dos adultos, dessas brincadeiras, as crianças não gostam.
criança gosta de fazer coisas de verdade.
alias, criança adora trabalhar!
criança gosta de fazer brincadeira virar coisa seria!
o interessante é que não existe uma unanimidade entre o que as crianças gostam de fazer.
mas todas elas gostam de se sentir produzindo, cada uma do seu jeito particular.
nossa questão é permitir que se apresente o modo que cada criança deseja produzir sua própria vida.
(coisa que nenhuma escola se propõe, a dar esse tempo e espaço para que cada criança apresente seu caminho de desenvolvimento e potencialização).
hoje, minha filha de 5 anos me chamou com os olhos cheios de brilho para eu ver todas as camas arrumadas com muito capricho, que ela mesma tinha feito, e pra surpresa dela, ela também conseguiu arrumar nossa cama, minha e de meu marido, que é um futton no chão de 2mx2m.
que alegria ela sentiu ao ver sua linda obra!
mais tarde, o pai foi lavar o quintal e ela pediu para ajudar, ele disse: "deixe eu terminar o trabalho que eu te dou a mangueira para você brincar um pouco"; e ela respondeu, "eu não quero brincar, quero trabalhar de verdade!"
e assim ela vem conquistando seu espaço em todos os lugares da casa.
na cozinha, já mexe com faca, fogão e eletrodomesticos.
além de lavar louça e arrumar a mesa.
diz que, entre outras coisas, quer ser cozinheira, e por isso precisar treinar.
e assim a gente vai aprendendo que para criança obrigação vira diversão.
mas a coisa não para por ai, alem gostar de trabalhar, criança não está preocupada em sentir prazer e evitar a dor.
elas adoram um desafio, o que inclui dor, frustração, disciplina e claro, muitas emoções, como frio na barriga e alegria.
uma outra caracteristica especifica da nossa pequena, são as conquistas corporais.
quer dominar patins, bicicleta sem rodinha aro 20, trepa-trepa extenso, circo, e uma vez que consegue dominar cada uma dessas coisas, começa a experimentar fazer o mesmo, mas de olhos fechados.
o pai quase tem um enfarte a cada semana, primeiro de pânico, depois de orgulho!
a questão é essa, permitir que as crianças trabalhem, desde muito pequenas!
e que escolham seus trabalhos, seus desafios, suas dores e suas alegrias.
quando uma criança não tem espaço e tempo para "produzir", ela vai buscar preencher esse desejo com o "consumir", ela deixa de ser uma produtora nata, para ser uma consumidora insaciável.
viver o cotidiano com uma criança "produtora" é completamente diferente do que viver com uma criança "consumidora".
a sorte é que nenhuma criança nasce consumidora, e que toda criança nasce produtora.
mas como sempre, para poder criar essa condição de desenvolvimento da criança, é necessário primeiro, criar essa condição em nós mesmos.
ser inteiro na vida, sempre, isso é desescolarização!
tem hora para o trabalho e hora para o lazer
hora de mexer o corpo e hora de estimular a mente
etc
e suas subdivisões,
hora de trabalhar a mente direcionada as matérias humanas, e hora direcionada as matérias exatas
hora de cuidar do físico, hora de cuidar do "psicológico"
etc
por isso que eu digo, que mesmo que a escola faça suas pequenas reformas, ela continua com sua escolaridade nociva.
assim chegamos a vida adulta reproduzindo essa cisão onde seguimos criando uma vida fragmentada.
quando uma mulher tem um filho, cria-se um conflito entre vida profissional e vida materna, e se ela opta por dedicar-se totalmente a vida materna, surgem outros conflitos, entre os deveres da casa, as necessidades pessoais e a atenção ao filho.
e por mais que temos condições de amenizar esses conflitos de modo pratico, seguiremos com o conflito de modo existencial, pois treinamos durante toda a vida escolar, esse modo segmentado de ser.
quando nos desescolarizamos desse paradigma, começamos a nos dar conta que viver não é cumprir funções, e ficar como equilibrista entre múltiplas tarefas.
vida boa também não é vida sem problemas e cheia de prazer.
é só conviver com uma criança para sentir que antes de qualquer direcionamento, o que ela precisa, essencialmente, é "condições para produzir vida."
criança não gosta de problema imposto, ela gosta de problematizar suas próprias questões.
criança não gosta necessariamente de brincar, a não ser que elas estejam produzindo vida com o brincar, mas brincar para se distrair, para matar o tempo, para desenvolver coordenação motora entre outros desejos dos adultos, dessas brincadeiras, as crianças não gostam.
criança gosta de fazer coisas de verdade.
alias, criança adora trabalhar!
criança gosta de fazer brincadeira virar coisa seria!
o interessante é que não existe uma unanimidade entre o que as crianças gostam de fazer.
mas todas elas gostam de se sentir produzindo, cada uma do seu jeito particular.
nossa questão é permitir que se apresente o modo que cada criança deseja produzir sua própria vida.
(coisa que nenhuma escola se propõe, a dar esse tempo e espaço para que cada criança apresente seu caminho de desenvolvimento e potencialização).
hoje, minha filha de 5 anos me chamou com os olhos cheios de brilho para eu ver todas as camas arrumadas com muito capricho, que ela mesma tinha feito, e pra surpresa dela, ela também conseguiu arrumar nossa cama, minha e de meu marido, que é um futton no chão de 2mx2m.
que alegria ela sentiu ao ver sua linda obra!
mais tarde, o pai foi lavar o quintal e ela pediu para ajudar, ele disse: "deixe eu terminar o trabalho que eu te dou a mangueira para você brincar um pouco"; e ela respondeu, "eu não quero brincar, quero trabalhar de verdade!"
e assim ela vem conquistando seu espaço em todos os lugares da casa.
na cozinha, já mexe com faca, fogão e eletrodomesticos.
além de lavar louça e arrumar a mesa.
diz que, entre outras coisas, quer ser cozinheira, e por isso precisar treinar.
e assim a gente vai aprendendo que para criança obrigação vira diversão.
mas a coisa não para por ai, alem gostar de trabalhar, criança não está preocupada em sentir prazer e evitar a dor.
elas adoram um desafio, o que inclui dor, frustração, disciplina e claro, muitas emoções, como frio na barriga e alegria.
uma outra caracteristica especifica da nossa pequena, são as conquistas corporais.
quer dominar patins, bicicleta sem rodinha aro 20, trepa-trepa extenso, circo, e uma vez que consegue dominar cada uma dessas coisas, começa a experimentar fazer o mesmo, mas de olhos fechados.
o pai quase tem um enfarte a cada semana, primeiro de pânico, depois de orgulho!
a questão é essa, permitir que as crianças trabalhem, desde muito pequenas!
e que escolham seus trabalhos, seus desafios, suas dores e suas alegrias.
quando uma criança não tem espaço e tempo para "produzir", ela vai buscar preencher esse desejo com o "consumir", ela deixa de ser uma produtora nata, para ser uma consumidora insaciável.
viver o cotidiano com uma criança "produtora" é completamente diferente do que viver com uma criança "consumidora".
a sorte é que nenhuma criança nasce consumidora, e que toda criança nasce produtora.
mas como sempre, para poder criar essa condição de desenvolvimento da criança, é necessário primeiro, criar essa condição em nós mesmos.
ser inteiro na vida, sempre, isso é desescolarização!
13.2.12
EXPOSTA E NUA!
a desescolarização é um caminho de cura.! assim edilberto e tatiana finalizam seu post a compulsão a educar
a desescolarização tem sido um caminho para minha cura!
"ser e estar" ao lado das crianças com a pratica da desescolarização, tem sido o modo mais intenso e direto de conhecer a mim mesma.
estar com crianças ativas, criativas, cheias de vida não é difícil, o difícil é estar comigo mesma sendo revelada em todas as minhas marcas tão estrategicamente escondidas na vida dita social.
quando alguma situação das crianças me tira do eixo, me deixa nervosa, ou chateada, ou preocupada, ou com qualquer outro ressentimento, ao invés de tentar resolver o problema aparentemente provocado por elas, eu me pergunto "o que estou sentindo?", e uma avalanche de imagens, marcas, memorias, me invadem.
nesse momento já não preciso perpetuar o sentimento, deixo de projeta-lo nas crianças; sem mergulhos psicológicos, ou busca de justificações para o que sinto; entrego o passado ao fluxo, abro mão dele, e afirmo o presente, e em segundos, já não estou dominada pelo ressentimento, e então posso me relacionar verdadeiramente com as crianças e com a situação que provocou todo esse movimento.
tem sido um treino diário, nada fácil, apesar de muito simples, é só o que chamamos de estar aqui e agora.
e essa presença tem sido essencial para que as crianças tenham espaço para desenvolver suas potencias.
definitivamente a parte mais difícil de desescolarizar, na presença de crianças desescolarizadas, é o encontro constante comigo mesma.
um encontro que raramente acontece quando se está cumprindo funções no trabalho, em casa ou até mesmo com as crianças.
um encontro que não acontece quando estamos distraídos enfrente a t.v. ou passeando pelo facebook.
tampouco acontece quando estamos vivendo "socialmente" onde vestimos mascaras, e especulamos possibilidades e oportunidades.
com expressão assustada, com um toque de vergonha, muitas mães me perguntam: "como você consegue ficar tempo integral com suas filhas?" mas com a mesma expressão, a pergunta correta seria: "como você consegue ficar tempo integral se encontrando com você mesma?"
e a reposta é animadora:
quanto mais tempo estou com as crianças, mais fácil fica!
quanto mais tempo estou comigo mesma, mais fácil fica!
quando penso em como nos afastamos tanto de nós mesmos, nos tornando seres "sociais", sempre ocupados com uma tarefa, com uma função, com uma militância, sempre para fora de nós mesmos, fica claro que esse é o processo que começamos la na primeira infância, dentro de uma escola.
mas esse é um assunto para um próximo post.
a desescolarização tem sido um caminho para minha cura!
"ser e estar" ao lado das crianças com a pratica da desescolarização, tem sido o modo mais intenso e direto de conhecer a mim mesma.
estar com crianças ativas, criativas, cheias de vida não é difícil, o difícil é estar comigo mesma sendo revelada em todas as minhas marcas tão estrategicamente escondidas na vida dita social.
quando alguma situação das crianças me tira do eixo, me deixa nervosa, ou chateada, ou preocupada, ou com qualquer outro ressentimento, ao invés de tentar resolver o problema aparentemente provocado por elas, eu me pergunto "o que estou sentindo?", e uma avalanche de imagens, marcas, memorias, me invadem.
nesse momento já não preciso perpetuar o sentimento, deixo de projeta-lo nas crianças; sem mergulhos psicológicos, ou busca de justificações para o que sinto; entrego o passado ao fluxo, abro mão dele, e afirmo o presente, e em segundos, já não estou dominada pelo ressentimento, e então posso me relacionar verdadeiramente com as crianças e com a situação que provocou todo esse movimento.
tem sido um treino diário, nada fácil, apesar de muito simples, é só o que chamamos de estar aqui e agora.
e essa presença tem sido essencial para que as crianças tenham espaço para desenvolver suas potencias.
definitivamente a parte mais difícil de desescolarizar, na presença de crianças desescolarizadas, é o encontro constante comigo mesma.
um encontro que raramente acontece quando se está cumprindo funções no trabalho, em casa ou até mesmo com as crianças.
um encontro que não acontece quando estamos distraídos enfrente a t.v. ou passeando pelo facebook.
tampouco acontece quando estamos vivendo "socialmente" onde vestimos mascaras, e especulamos possibilidades e oportunidades.
com expressão assustada, com um toque de vergonha, muitas mães me perguntam: "como você consegue ficar tempo integral com suas filhas?" mas com a mesma expressão, a pergunta correta seria: "como você consegue ficar tempo integral se encontrando com você mesma?"
e a reposta é animadora:
quanto mais tempo estou com as crianças, mais fácil fica!
quanto mais tempo estou comigo mesma, mais fácil fica!
quando penso em como nos afastamos tanto de nós mesmos, nos tornando seres "sociais", sempre ocupados com uma tarefa, com uma função, com uma militância, sempre para fora de nós mesmos, fica claro que esse é o processo que começamos la na primeira infância, dentro de uma escola.
mas esse é um assunto para um próximo post.
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