28.5.13

A PERFEIÇÃO DA VIDA!

não há duvidas que estamos melhorando!

melhorando o que está ruim...

melhorando uma cultura e um sistema, que gera impotência, desejo de poder (sobre os outros), de destruição de nossa existência plena

há tempos atrás, alguem que falasse algo subversivo ao sistema corria grande risco de ser torturado e até morto

melhoramos, não somos mais torturados e mortos pelo poder do sistema

pois o sistema está fortalecido e absorve a subversão, exemplo disso é a existencia do departamento de sustentabilidade dentro dos bancos! e daqui a pouco teremos escolas desescolarizadas...mas só na teoria

enquanto isso continuamos adoecendo, nos torturando e até morrendo por nosso modo de vida

na minha percepção a historia é assim:

somos seres biológicos e culturais

nossa biologia é criadora de cultura

cultura é um sistema fechado que nos permite o desenvolvimento de nossos processos

a pergunta é, por que criamos uma cultura que é anti biológica?

por que nossa condição biologia cria uma cultura que desinveste a própria existência?

pois estamos vivendo a cultura da doença, da necessidade de ter um "seguro saúde"; nos submetemos a trabalhos que não nos inspiram ou que não são frutos de nossa inspiração; estamos distante da natureza,  de nossa natureza; respiramos um ar de péssima qualidade, bebemos agua contaminada; sentimos dores nas costas, sentimos cansaço, preguiça; nos alimentamos de veneno; e já nem sabemos mais qual o nosso desejo mais latente

criamos essa cultura porque estamos biologicamente desequilibrados, descoordenados, porque desinvestimos nossos corpos

chamo de corpo a composição de muitas forças, emocionais, racionais, instintivas, intuitivas, cognitivas, anímicas, etc, etc

um corpo desequilibrado, descoordenado, impotente, cria uma cultura desequilibrada, descoordenada e impotente

enquanto não reorganizarmos nossa condição biológica, enquanto não colarmos nossa existência a sua força criadora (processo autopoetico), todas as mudanças em nossa cultura será só a melhora do que está ruim, e continuaremos a nos destruir, a perder a grande possibilidade da vida plena e potente

para isso precisamos trabalhar em nós e não na cultura

cada vez que trabalhamos a cultura isolada de seu criador (nós) alimentamos e melhoramos o que está ruim, investimos na sobrevivencia, e deixamos para trás a vida que não temos ideia que podemos viver

precisamos para de reclamar, de lutar, de nos colocarmos no lugar de vitima; precisamos assumir a responsabilidade e insistir na verdadeira mudança, aquela que transmuta, que muda o paradigma e devolve dignidade a vida

muita coisa a ser feita, muitas lutas e combates, mas em nós mesmos, reconstruir nossos corpos, liberar todas as forças que nos compõe

a vida é perfeita! um corpo desinvestido cria uma cultura destruidora do próprio corpo

um corpo investido criará uma cultura potencializadora desse corpo.

essa é a perfeição da vida!



23.5.13

VIDEO E ENCONTRO SOBRE DESESCOLARIZAÇÃO!

nesse proximo sabado dia 25, faremos um encontro em são paulo

deixo aqui o link com informações e um video introdutorio do encontro.


1.5.13

PRATICAS DIÁRIAS!

minha ausência aqui no blog acontece por que tenho acreditado mais na ação e menos na palavra

continuo lendo muito, adoro o exercício do pensamento, busco conhecimento

mas se cada coisa que aprendo não se transforma em ação real no momento presente, aquilo não me serve

falamos de mais, nosso conhecimento está refinadissimo, temos técnicas, escrevemos a respeito de coisas incríveis...

todos os dias leio frases revolucionarias que pessoas postam no facebook

mas na real, não mudamos nosso cotidiano, nossa cultura, nosso modo de pensar, sentir e agir a vida

então, pra que serve tanto conhecimento?

quando alguem me fala algo revolucionario e eu quero seguir a conversa para chegar na ação, logo vem a explicação, a reclamação, a justificação, do porque não é possível transmutar

e a culpa é sempre do outro, do governo com a suas leis, da sociedade que não muda, da realidade que é assim e pronto

e cheios de conhecimento, de frases feitas elaboradas, seguimos a vida acomodados na realidade pronta e limitadora

e assim nascem os inconformados, os rebeldes, os protestos...que alimentam essa realidade da qual nos queixamos

o que eu gostaria de compartilhar é que esse assunto que anda rolando por aí sobre "criação de realidade" é verdade

tenho experimentado isso, e funciona que é uma maravilha!

a mudança não está no outro, nem no governo, nem na sociedade, nem na realidade supostamente pronta

a mudança está em nós

e quando mudamos, tudo muda!

de verdade!

para mudar é necessário praticas diárias, praticas de mudança no nosso cotidiano, sim, eu estou dizendo que são praticas reais que precisamos fazer todos os dias

como o que eu acredito é na transmutação do poder para a potencia, eu invisto nas minhas praticas diárias corporais

o corpo é a potencia

não esse corpo que estamos acostumados a pensar

mas um corpo que é o todo, e como sabemos, o todo é mais do que a soma de suas partes

as partes são muitas, pois não temos ideia do que pode um corpo

as partes que eu poderia nomear para exemplificar, são: físico, emocional, cognitivo, energético, anímico, espiritual, instinto, intuição, mente, intelecto, consciente, inconsciente, sub-consciente, percepção sensorial, percepção cinestésica, e muitas outras "partes" inseparáveis que formam o todo, o corpo!

e se não temos todas as partes ativas, vivas, acordadas, não somos o todo

os bebês, as crianças pequenas, mesmo sem saberem de nada, estão inteiros em seus corpos

em nossa cultura, vamos desinvestindo "partes" do nosso todo, e assim crescemos pela metade, e se não temos o "todo" ativado, não temos corpo, só partes dele, nos tornamos impotentes, e por isso buscamos o poder

sabendo de tudo isso, e não querendo ser mais uma inconformada, ou reclamar para alguem o estrago que fizeram comigo, arregaço as mangas e crio praticas diárias para despertar todas as partes, as que conheço e as que desconheço, diariamente, para voltar a ser um corpo

posso compartilhar minhas praticas aqui, mas gostaria de deixar claro que essas não são as únicas praticas, e nem necessariamente as melhores, são as praticas que conheço, que me fazem sentido nesse momento, e são praticas que mudam, que estão sempre vivas, que não deixo virar habito

fique a vontade de experimenta-las e fique mais a vontade ainda de criar suas próprias praticas

o importante é que sejam feitas diariamente, pois nosso não-corpo está feito por praticas diárias, ações que nos reduzem a um corpo funcional, cultural, e aleijado

aqui vão algumas praticas diárias
(é interessante como muitas praticas se dão em 20 minutos...)

antes de levantar da cama, faço 20 minutos de palming (exercício para os olhos) e depois um rápido relaxamento no corpo todo (existem muitas técnicas para isso)

em jejum, ao levantar 20 minutos de oil pulling

depois faço uma sequência de energização e processos anímicos que, no momento, estou nas pratica que li no livro "a aura e os chakras, manual do proprietario"de karla mclaren

na sequência, 20 minutos de semi-supina, uma pratica da técnica alexander, da qual sou professora

varias vezes ao longo do dia, pratico exercício para os olhos desenvolvidos pelo Dr. Bates, nesse site tem bastante informações

pratico diariamente ho'oponopono

brinco com minhas filhas todos os dias

danço

fico 15 minutos me dedicando a não fazer nada!

e fico atenta para que nas praticas da nossa cultura, comer, tomar banho, trabalhar, pagar contas, arrumar a casa...deixem de ser funções simplesmente, pois aproveito para transmuta-las em ações, e não reduzi-las a obrigações que me afastaria de mim mesma

o interessante é que quando fazemos alguma pratica que desperta parte do nosso corpo, essa parte vai se incorporando a outras e cada vez mais sentimos o "todo", o corpo voltando a existir

brinquem com praticas, experimentem diariamente ações que criam novas realidades

voltem a ser um corpo

vamos viver intensamente, cheios de desejos e vontade de vida!




8.3.13

O GRANDE DESAFIO!

em nossa cultura patriarcal temos crescido, de modo geral, na ameaça

sem dar-se conta, pais e professores educam as crianças ameaçando-as para que se desenvolvam

dizemos: "come tudo, senão você não vai crescer", "faça isso senão você não ganha aquilo", "seja legal senão eu vou ficar chateada com você"...

outros, de modo menos sutil, já ouviram de seus professores: "assim você não vai passar de ano", "desse jeito você vai ser um fracassado", "aposto que daqui alguns anos vou te ver nas paginas policiais"...

entre nós, adultos, também trocamos ameaças, dizendo: "se nossa relação continuar assim vamos ter que dar um tempo", "se você continuar rendendo tão pouco nesse trabalho, vou ter que dispensar você"...

de modo mais agressivo, de modo mais gentil ou de modo mais explicativo, fomos educados, educamos e nos relacionamos através da ameaça

inclusive nos sentimos ameaçados por nossos filhos quando eles se atrevem a não nos obedecer e por isso reagimos com contra-ataque, e as vezes de modo bem deselegante

um dos recursos do poder é justamente a ameaça

a ameaça nos paralisa, estagna muitos fluxos - emocionais, racionais, intuitivos - gera doenças em nosso corpo, provoca ansiedade, panico, gastrite e muitos outros sintomas recorrentes nos dias de hoje, em todas as idades

queremos acreditar que o problema está no outro, que o outro precisa resolver nossa frustração, nosso medo, nossa confusão, nossa impotência

porem do mesmo modo que o outro não é a causa dos meus sofrimentos, a ameaça não precisa necessariamente me fazer sentir ameaçado

quando nos damos conta da ameaça como recurso do poder e transmutamos para potencia, a ameaça torna-se desafio

ao reconhecer uma ameaça, podemos transforma-la em desafio

o desafio libera fluxos, fortalece, potencializa

não precisamos nos blindar contra ameaças, precisamos saber transmuta-las em desafio

no desafio, já não creio que o outro é a causa do problema, e que o outro precisa mudar para que minhas emoções mudem

no desafio, eu assumo o que sinto, reconheço que eu produzo aquela emoção e que está em mim a chave da mudança

a relação com o outro pode despertar ou revelar o meu ressentimento, mas não introduziu nada em mim

exemplo pratico (adoramos um exemplo!)

outro dia ao assistir o documentario muito alem do peso (recomendo), senti-me ameaçada pelos vilões dos falsos alimentos industrializados, na ameaça, minha primeira reação foi querer matar o dono de alguma dessas empresas multi nacionais, tamanha a indignação e dor que senti

ao reconhecer que as emoções eram minhas, tirei elas da estagnação e coloquei-as em fluxo

em outras palavras, deixei de alimentar a reação das emoções, planejando um contra-ataque, e perguntei a mim mesma "qual é a sua parte nisso tudo", "qual a sua responsabilidade na sustentação desse modo de alimentar-se"

e por mais que eu seja considerada uma pessoa que cuida muito bem da alimentação, fui até a dispensa e a geladeira de casa e descartei 20% do que estava la

e desde então não consegui mais consumir alimentos industrializados

coisa que eu acharia impossível, e que tem sido mais fácil do que eu imaginava

a luta é em nós!

não precisamos destruir o poder fora de nós, precisamos desinvesti-lo em nós mesmos

não dependemos da atitude do outro, dependemos da nossa atitude, pois quando deixamos de investir (consumir, acreditar, usar) algo, aquilo perde força e morre, sem ameaças

esse é o grande desafio








16.2.13

A ARTE DA VIDA

eu acredito que cada um de nós tenha um modo de expressão, um talento, uma necessidade

podemos ser ator, pintor, poeta, dançarino, escultor, cozinheiro, educador, organizador, matemático, engenheiro, esportista, construtor, sonhador...

a expressão é nossa mídia, aquilo que com naturalidade brota em nós

mas a matéria prima de qualquer expressão é a própria vida

a vida de cada um de nós

nossa vida é autobiográfica

através do nosso modo de vida, nosso modo de pensar, sentir e agir, criamos quem somos nós, nossa matéria prima, que será apresentada através de nossa expressão, seja ela qual for

por isso, alem da expressão, precisamos investir no nosso modo de viver

em nossa matéria prima

fazer da vida uma obra prima

uma obra de arte

então não podemos gastar tempo e energia vivendo uma vidinha cotidiana a serviço de um sistema que não nos representa, que não nos considera uma obra singular, que não nos permite expressar nossos potenciais

não se distraia de si mesmo

a capacidade de existir como obra de arte está na própria natureza da vida, seja na vida animal, vegetal ou mineral

quem não se encanta com o aroma das plantas, suas cores, seus formatos

e com o brilho das pedras, sua força e encantamento

e com a beleza do porte animal, sua variedade, intensidade e singularidade

não é preciso nenhum esforço, a capacidade de ser obra prima já está na natureza, já está em nós

é preciso investir nessa divindade da vida

e assim nossa expressão, com sua matéria prima viva, fluirá intensamente, e dará a vida seu sentido próprio e sua necessidade de existência

não vamos perder tempo e energia alimentando nossos medos, nossas vidinhas medianas, nossa serventia a mediocridade do sistema que estamos sustentando

vamos investir na vida, na arte de viver, na expressão que existe em cada um de nós






1.2.13

CHEGOU O MOMENTO DA AÇÃO

talvez em um momento de fraqueza a humanidade sentiu o desejo de ter um estado para cuidar dela, achou que estava cansada da tarefa de assumir a responsabilidade por seu modo de pensar, sentir e existir na vida

e assim o estado assumiu o comando que lhe demos e nós nos tornamos um bando de irresponsáveis, sendo treinados para seguir ordens

todos falamos (ou pensamos) "só estou seguindo ordens" para justificar alguma ação questionável

como já faz um certo tempo que a humanidade criou o estado, nos acostumamos e acreditamos que esse é o único modo de vivermos em sociedade, e assim seguimos cúmplices desse modo de vida

o estado foi se refinando, se desenvolvendo e chegamos ao nosso governo pseudo-democrático

mas o estado, nosso governo, já provou que não é capaz de nos propiciar uma vida digna de ser chamada de vida

o governo não garante que uma gestante terá um parto digno e um inicio de vida humanizado para o bebê

o governo nem sabe o que é criar condições para que as crianças cresçam na potencia

não da mais para nos iludirmos que o governo irá garantir que não haverá nenhum veneno disfarçado de comida sendo vendido no supermercado

o governo é impotente por isso precisa tanto do poder

o governo é vergonhosamente, escandalosamente, escancaradamente corrupto

o governo não garante a segurança, não promove alegria, não gera vida

tenho a impressão que tudo isso está cada vez mais claro para todos nós

acho que estamos vivendo um grande momento da humanidade

arrisco a dizer que não vai demorar muito para desinvestirmos o governo

e voltarmos a sermos um bando de responsáveis e amantes da vida livre do estado

o momento é tão propicio que eu posso escrever isso sem correr risco de ser questionada pelo próprio governo

já conquistamos essa possibilidade, agora precisamos parar de reclamar do nosso governo, parar de exigir do governo o que é incapaz de fazer, parar de por a culpa em um governo falido e patético, parar de fazer o jogo do poder com rebeldia, com oposição e voltarmos para a potencia

desinvestir o que não nos interessa mais, pois assim as coisas morrem por si só, e nossa energia vai para o investimento do que realmente nos interessa

precisamos assumir o nosso modo de vida, a nossa responsabilidade e partir para a transmutação da nossa cultura

já sabemos demais

já podemos agir











4.1.13

DO MEIO DO CAMINHO PARA O CAMINHO DO MEIO


com a ameaça do fim do mundo, com a velocidade que os movimentos para mudanças estão ganhando, com a frustração do cotidiano medíocre e vazio que o sistema capitalismo tem oferecido...tem muita gente repensando seu modo de vida

mas não mudamos porque temos medo do desconhecido, que vem do desejo de controle e garantias que nossa cultura nos fez acreditar ser uma possibilidade

sim, acreditamos ter controle sobre a vida...

e quando a mudança é mais radical, sempre escutamos o bom conselho de escolher “o caminho do meio” para garantirmos pelo menos o equilíbrio como resultado

porém, em nosso modo de vida já habituado geralmente confundimos “o caminho do meio” com “o meio do caminho”

e assim ficamos estancados, no meio do caminho

não vai, nem racha - como diz o povo

vivemos com conhecimento, sonhos, idéias, imaginação de mais e ação de menos

no meio do caminho, começamos a justificar nossas ações e nossas não-ações pelo “bom senso”, outro engodo, que para mim está tão encrencado como o “senso comum”

hoje em dia queremos distinguir “senso comum” do “bom senso”, atribuindo ao primeiro o sentido de que só pensamos de um certo modo porque é comum pensar assim mas não porque é o real

acreditamos que no “senso comum” as pessoas vão criticar decisões que ameaçam o modo cotidiano de pensar/agir, mas com “bom senso” as pessoas poderão aceitar nossa decisão, apesar de diferente, basta para isso estar bem explicada, bem fundamentada,  preferencialmente com evidencias cientificas, tudo com muito bom senso

pois eu acho que o “bom senso” é tão empaca transmutações como o “senso comum”

porque ambos são baseados em explicações que se reduzem a nossa pratica de conhecimento e consciência

o modo potente de viver não está na representação de conhecimento e nem da consciência, e sim, na criação

a criação vai além do senso comum e do bom senso, além do conhecimento e da consciência, além e muito além do meio do caminho

é necessário criar o “caminho do meio”, ele não é um lugar pronto e determinado, nem com garantias e controlado, e seu equilíbrio é dinâmico e cheio de nuances

precisamos conquistar o gosto pelo risco para criar o “caminho do meio”, de outro modo, estaremos sempre estancados no meio do caminho onde sabe-se de mais e cria-se de menos, onde imagina-se de mais mas tudo continua igual

transmutar é desinvestir o senso comum assim como o bom senso, dar-se conta que o caminho do meio não é limitado pelo conforto e comodidade das garantias, porque só se conquista garantias na ilusão

transmutar é abrir-se para o risco de viver, criando a própria vida, como nossa obra prima singular, incomparavel, conectada as raízes da nossa existência potente

afinal já sabemos que o mundo não acaba, então nos resta criar o mundo novo