7.8.15

PROJETO AMALAYA

o projeto amalaya é a concretização física no tempo e espaço de nossas práticas de mudança de paradigma

mudar de paradigma é começar do zero

experienciar um outro modo de pensar, sentir e agir a vida

somos um grupo de pessoas que se encontra diariamente há mais de um ano para praticar, trabalhar, criar e arriscar

compartilhar esse processo faz parte da nossa prática, da nossa criação

ocupamos um lindo pedaço de terra em piracaia, um morro que por muitos anos foi maltratado pelo pasto

iniciamos com o reflorestamento de uma área, depois abrimos uma via de acesso, cavamos um poço de agua, fizemos algumas terraplanagens, e nesse momento estamos vivendo a construção de um lindo galpão de bambu, realizada por um artista inspirador, que servirá de área comum para muitos encontros, praticas e experimentações

foto: Mirna Nóbrega

faz parte do projeto amalaya os encontros abertos e gratuitos que realizamos todas as quintas, também os acampamentos para convívio e experimentações que também são abertos e gratuitos

a auto-sustentação de todos os envolvidos acontece com vivências e workshops que oferecemos aqui em piracaia e em outras cidades, com valores que variam conforme as necessidades

nesse momento queremos gerar fluxo financeiro para a continuação da construção dos espaços coletivos do projeto amalaya

a nossa próxima vivência será do dia 21 ao dia 23 de agosto, em são paulo, um encontro muito especial onde nossa egrégora amalaya irá criar praticas, reflexões e muitas ações com todos que participarão desse encontro. veja o texto com detalhes da vivência aqui

toda renda será destinada para as construções que servirão de base para muitos outros encontros, porque mesmo acreditando que o trabalho é em cada um de nós, certamente quando praticamos juntos, na semelhança ou na diferença, nossos processos são mais potentes e mais intensos

será uma grande alegria

5.8.15

VIVÊNCIA EM SÃO PAULO 21 a 23 de AGOSTO


ENCONTRO PARA PRÁTICAS DE MUDANÇA DE PARADIGMA

Educação – Relação – Produção de Vida

Realização: Amalaya – Ana Thomaz, Fabio Marcoff, Marcelo Michelsohn e Regiane Bataglini


Criamos duas oportunidades de encontro na cidade de São Paulo para que possamos juntos compartilhar e vivenciar práticas de mudança de paradigma.

1) Roda de Conversa: Nesse encontro vamos compartilhar as práticas que sustentam nossos processos diários da vida sem escola, mudanças de modo de vida e a construção da vida comunitária.

Sexta-feira – 21/08/2015
Horário – 19h as 22h
Valor: R$125 por pessoa* (Gratuita para quem fizer a opção 2)

2) Vivência e Prática: Nesse encontro, iremos vivenciar e praticar as possibilidades de mudanças de paradigma partindo da realidade de cada participante, com foco na educação, nas relações e na produção de vida.

Sábado e domingo – 22 e 23 de agosto de 2015
Horário: 10h as 18h
Valor: R$ 800 por pessoa*  incluindo almoço e lanche da tarde

Local: Espaço Caçamba de Arte
Rua Muniz de Sousa, 517 (rua do parque da Aclimação)
São Paulo

Informações e inscrições:  marcelomichelsohn@me.com

Vagas limitadas

*Os recursos arrecadados serão utilizados para a construção do Projeto Amalaya






4.8.15

PRATICA DAS QUINTAS

nessa quinta dia 6/8 voltaremos com nossos encontros para praticarmos juntos as mudanças de paradigma da nossa vida diária

o encontro acontece no sitio em piracaia e é aberto e gratuito, acontece das 16h as 18h e na ultima quinta do mês, a partir das 11h

para mais informações escreve para anavidaativa@gmail.com





14.7.15

ENCONTRO PARA PRATICAS, NO RIO!

aproveitando a temporada carioca, alem da segunda-feira no catete, 92, vamos ter um encontro de dois dias para praticas.

segue informações:

Vivências e praticas Educacionais 

A educação do século XXI e seus paradigmas.

Estamos vivendo uma grande transição como adultos nos dias de hoje, pois fomos criados de um jeito e temos o desejo de criar as crianças com um outro modo de pensar, sentir e viver a vida.
Essa transição precisa acontecer dentro de nós, pois não será possível seguir fazendo o mesmo que aprendemos e querendo ensinar outro modo de vida para as crianças.
Claro que houve muita coisa boa na educação do século XX, mas também foi o momento onde houve a maior medicalização das crianças na fase escolar da historia da humanidade. Do final do século XX até os dias de hoje, encontramos uma grande resistência das crianças e adolescentes em relação a escola e ao mesmo tempo pais perdidos em relação a dar limites versus amor e atenção aos filhos, e educadores repensando suas relações com seus alunos.

Nos últimos 20 anos venho me dedicando a pensar e vivenciar novos modos de desenvolvimento humano nas instituições educacionais e nas famílias.

Nessa vivência de duas noites, vamos compartilhar praticas e os outros rumos para uma educação plena e potencializadora da vida.

data: quarta 22/7 e quinta 23/7
horário: das 18h30 as 21h30
local: Sede do Instituto ThetaHealing Brasil
          Travessa Carlos de Sá, 10
           Catete - Rio de Janeiro
Valor: 260 reais
inscrições e mais informações: anavidaativa@gmail.com

13.7.15

CATETE 92

na proxima segunda-feira, no dia 20-07, vamos ter um encontro aberto na simpatica casa numero 3 da rua catete, 92 - rio de janeiro.
o projeto Catete 92 é uma casa acolhedora que facilita encontros informais e inspiradores.
vamos falar sobre praticas de mudanças de paradigma, sobre desescolarização e sobre tudo que nos inspira.
a conversa será das 18h as 21h e é aberta a todos os interessados.
tragam sua contribuição financeira para o Catete 92, uma casa que funciona com as contribuições dos eventos que acontecem nele.


bate-papo
segunda dia 20-7-15
rua do catete, 92 (proximo ao metro do catete)
casa numero 3
das 18h as 21h

será uma alegria!

12.7.15

MUDANÇAS POR TODA PARTE!

lia raquel me mandou um email se apresentando e perguntando sobre a possibilidade de nos encontrarmos durante um final de semana para conversarmos.
disse que teríamos um acampamento e que ela seria muito bem-vinda.
ela disse que nunca havia acampado antes, pediu algumas informações e decidiu vir.
foram mais de 10 horas de viagem de ônibus, e quando chegou na cidade, por sorte encontrou uma carona com alguém que também estava vindo acampar.
chegou essa simpática mulher, de cabelos brancos, estatura baixa, olhos brilhantes e sorriso fácil.
se aventurou a montar a barraca emprestada pela primeira vez e foi se juntando ao grupo.
um mês depois do acampamento eu recebo o email e as fotos abaixo relatando suas novas aventuras.
compartilho aqui essa inspiração.
sabendo que não foram alguns dias de convívio que a fez gerar todo esse movimento, mas sim algo que ja estava dentro dela e que ela decidiu dar atenção.


Querida Ana...
Ver seu vídeo Desescolarização desencadeou em mim um tsunami...
Tinha antecedentes...alguns documentários já haviam me estremecido: Escolarizando o Mundo, Educação Proibida, Quando sinto que já sei...
Achei o http://anathomazblogspost.com.br e o seu e-mail. Entrei em contato e fiquei aguardando o acampamento, que chegou em menos de 3 meses...
Nunca havia acampado...as orientações eram uma incógnita que de inicio suspeitei ser brincadeira, mas era sério e eu não conseguia desistir. Mil coisas se ajustando pra viabilizar essa ida e na véspera o carro quebra em outra cidade e não ficou pronto, me arranjei como pude com bagagem e fui de ônibus. Nove horas... só até Campinas; as primeiras foram de pura contemplação, mas nos últimos minutos uma antiga crise de pânico veio conferir minha vontade...respirei fundo, conversei com a razão, ratifiquei posição e segui em frente.
Encontrar carona no mercado foi uma luz. No acampamento tudo era estranho e novidade. Fiquei vendo e sentindo o que me chegava: o local, as pessoas, os alimentos, o Tethahiling, a fogueira, o céu, a barraca, o clima, a energia de tudo isso.
Dormir na barraca foi um desafio pela umidade e frio. Mas ver o dia amanhecer, voltar ao local da fogueira, estar no Morro com aquela paisagem, foi aconchegante. Assim como o gesto do Marcus de emprestar o colchão e edredon, ou da mãe da Sasha me convidar para dormir no quarto; ou os pequenos pedirem pra eu ler os nomes indicados nos Atlas. Enfim, o convívio foi desvelando generosidades,  levezas, alegrias, descobertas de mim.
Na hora de ir embora conversando com a Ana fui dizer de algo que me incomoda nas creches da cidade que moro e no ato percebi minha responsabilidade nisso. O trem estava descarrilado... Percebi que me incomodava mais do que pensava porque tinha de mim. As educadoras dão atividades em papel para crianças a partir dos 3 meses, tem até portfolio. Eu acusava as educadoras...Dou aula na única faculdade de pedagogia dessa cidade há 15 anos, sou formadora dessas educadoras, se não diretamente, mas de opinião. Não me posicionei inteira sobre o assunto até então. Isso me fez rever tudo na minha profissão. Cheguei de Piracaia na segunda-feira à meia-noite e meia, as sete estava em Castilho com meus alunos deficientes e a noite na faculdade. Andando pelo corredor mil pensamentos na mente. O que vou fazer em sala de aula? Entrei e os alunos teriam de expor atividades práticas de matemática e estava tudo pronto, menos eu. Olhava para eles e eles me olhavam, de repente o silêncio ficou demais e eu disse que não tinha condições de dar aula, que tinha chegado de um Acampamento com pais que não colocam os filhos na escola, que vivi experiências incríveis, e que descobri que não sei nada e que meu doutorado serviu só para eu ler legendas de um Atlas para umas crianças de 4 anos...ficaram me olhando e perguntaram se tinha foto. Mostrei as fotos que eu tinha...de barracas ao amanhecer e do morro...Me pediram para eu levá-los a Piracaia. Eu achei que eles não tinham escutado direito e disse meio brava que passaria o e-mail da Ana e quem quisesse entrasse em contato. Falei que iria embora e quando me preparava para sair um grupo pediu: - acampa com a gente! Eu lhes respondei: Onde é que vou acampar com vocês? Eu não tenho nem casa própria! E foram falando e arrumando possibilidades e eu ri e fui saindo. Mas eu ouvi aquele pedido. No outro dia entrei  em contato com um amigo que tem um sitio e que tinha sonhado comigo nesse sitio com várias pessoas acampando. Chutei e contei a história e ele aceitou...e já aconteceram dois acampamentos. O primeiro somente com alunos no dia 30 de maio e o segundo dia 04 de julho participou também uma professora de 70 anos e 4 pessoas de outra cidade que não são meus alunos mas souberam e quiseram participar.
As aulas também não foram mais as mesmas nem na faculdade nem na sala de recurso. Mudou o tempo, o ritmo, o conteúdo, a avaliação, a busca pelo conhecimento e a fonte. Mudou a professora.
Além das aulas, nos finais de semana vou a casa dos alunos da sala de recurso, passando o dia com eles; as vezes levando outros alunos junto, compartilhando serviços, refeições, brincadeiras. A agenda está repleta de visitas e solicitações. Até família de ex alunas da faculdade tenho visitado. Essas visitas são em assentamentos, sítios, fazendas.










3.7.15

ACAMPA PIRACAIA JUNHO!

tivemos nosso segundo acampamento onde mais uma vez nos encontramos para conviver

toda vez que eu participei de algum congresso e similares, sempre escutei dizer que o mais rico e importante são os encontros entre as pessoas que atendem a esses congressos, mas como o tempo todo está preenchido de atividades, esses tais encontros tão importante acontecem nos 15 minutos de coffee-break, assim como o recreio escolar...

por isso nosso acampamento não teve nenhuma programação, para dar todo espaço e tempo ao mais importante, o encontro entre as pessoas

alem da não programação, também não tivemos combinados, nem regras preestabelecidas, etc,
e mais uma vez vivemos dias de harmonia e trocas entre as 100 pessoas que passaram por la durante os 4 dias de acampamento

as conversas foram inspiradoras, as comidas maravilhosas, as crianças cheias de vida e confiança...
o frio foi aquecido por noites de fogueiras e cantorias

agradeço imensamente a todos que participaram, que alem de tudo me ajudaram a passar por um momento tão intenso com o processo das feridas e com a pouca mobilidade que eu estava

recebi muitas bênçãos e curas, alem dos cuidados diários nos curativos, tudo com muito amor

o melhor lugar com as melhores pessoas para viver esse processo que ainda me acompanha mas claramente caminha para seu desfecho

sempre termino esses encontros com a vontade de viver em comunidade!

aproveito para informar que no mês de julho não teremos atividades e encontros no sitio

assim que possível irei atualizar aqui no blog os encontros que voltarão a acontecer a partir de agosto

deixo aqui duas fotos enviadas por thiago e diogo




25.6.15

SER OU TER!

uma amiga querida me pergunta ``agora que sabemos, o que fazemos da nossa vida, da nossa existencia?``

um caminho a seguir será estar mais atento ao SER do que ao TER

o problema é que com o nosso distanciamento do SER desde a mais tenra infância, confundimos muito e acabamos investindo no TER mesmo querendo SER

pensamos assim

eu SOU mãe - e invisto em TER filhos
eu SOU artista - e invisto em TER uma profissão
eu SOU maria - e invisto em TER um nome
eu SOU discípulo - e invisto em TER um mestre
eu SOU um mestre - e invisto em TER discípulos 
eu SOU alto - e invisto em TER um padrão corporal
eu SOU medrosa - e invisto em TER medo
eu SOU uma boa pessoa - e invisto em TER reconhecimento e aceitação 
eu SOU saudável - e invisto em TER saúde
eu SOU um ativista - e invisto em TER confrontos
eu SOU religioso - e invisto em TER uma religião
eu SOU inteligente - invicto em TER conhecimento
etc, etc, etc

o SER não é TER uma referencia, uma aparência, uma profissão, um nome, uma devoção, uma pratica, uma função, um ideal… 

assim o SER será somente um funcionário do TER, obedecerá regras, jogará o jogo pre estabelecido, precisará de leis, de comando, de ordem, de punição, de reconhecimento, de recompensa, de significado, de metas, de controle, de segurança, de garantia…

então o que é o SER?

o SER é o SER da potência 
o SER da criação
o SER que se auto produz e que se cria constantemente
o SER que é responsável pela realidade que vive
o SER do inédito, que pode TER muitas coisas mas não cai na ilusão e no comodismo de TER, e continua o encontro com o SER
o SER que é composto por muitos fluxos onde alguns fluem, outros estagnam-se, e que estão sempre em transformação com a relação
o SER do mundo próprio que relaciona-se constantemente com o meio ambiente
o SER da relação 
o SER em criação

é isso que precisamos aprender a acessar, ja que nascemos com esse acesso, mas que desde nosso nascimento aprendemos a desinvestir esse caminho do SER e batalhamos para que nossa vida TENHA sentido

a vida do SER não precisa TER sentido, a vida do SER é legítima e incondicional

e como viver isso no cotidiano?

reaprendendo a viver no presente, no aqui e agora
deixar de investir em ideais, na esperança de que um dia tudo vai melhorar, nos planos, na especulação…

investir no sentir, nas percepções, na intuição, no vazio da mente que nos coloca em contato com as mil possibilidades

agir com coragem - ação do coração

medite diariamente, esvazie a mente, entre em contato com o SER, torne-se o SER

mas não se iluda porque voce poderá simplesmente TER uma pratica de meditação

e o que precisamos é SER a meditação


23.6.15

RELAÇÕES INTIMAS!

depois da noite transmutadora que vivi, contada no post anterior, começaram a sair feridas pelo meu corpo, elas inflamaram, infeccionaram…
comecei a perceber que estava em um processo de limpeza, provavelmente me intoxiquei com algum alimento, mas sei que o que vem de fora só se desenvolve caso haja um campo propicio interno, me dou conta que meu corpo está totalmente ácido e começo a pensar o que deixaria um corpo ácido sem que se tenha mudado a alimentação, e compreendo que 
as emoções podem acidificar o sangue…
tento entrar em contato com que emoção está me acidificando, 
descubro uma tristeza…
lembro-me do filme do sebastião salgado e de sua história onde de tanto ver cenas tristes e entrar em contato com a morte seu corpo produziu uma doença auto-imune que foi gerando uma auto destruição…
penso nas tantas histórias tristes que me contam pessoalmente, por email, por telefone, as histórias que vivi, como a necessidade de encerrar o processo da escola rural que estava indo tão bem mas a nova direção da escola falou claramente que acima do interesse na educação estava o cumprir as leis e tomaram varias atitudes que demonstraram claramente que as leis não estão preocupadas com a educação de crianças reais, 
que tristeza; 
outras histórias de pessoas que estão se sentindo perdidas com seus filhos, com suas escolhas, crianças sendo medicadas, pessoas completamente desconectadas, 
adultos totalmente infantilizados…
nas minhas observações começo a reconhecer o ódio que os pais sentem por seus filhos, sei que a palavra é forte, mas é isso mesmo, ódio que aparentemente caminha lado a lado com o que chamamos de amor, mas o oposto do amor não é o ódio e sim a condicionalidade, 
pais condicionam seus filhos e se eles                                não correspondem geram em seus pais 
uma impotência, uma frustração, um ódio... 
e quando se arrependem ou sentem seus filhos correspondendo às suas condicionalidades 
sentem piedade, isso sim é o oposto do ódio… 
pais irônicos com seus filhos, que desqualificam seus desejos e pensamentos cada vez que os filhos não correspondem suas expectativas, pais que sentem vontade de bater, de castigar, de se vingar disfarçado na ideia de que está educando aquela criança para o convívio social, 
pais que acham bom a criança aprender desde cedo que a vida é sofrida e que é preciso ser forte, e acreditam que ser forte é ter poder sobre os outros, 
outro dia uma mãe reclamava por achar sua filha muito boazinha, tinha pena da menina prevendo que em um mundo tão cruel sua filha iria sofrer muito,
 e que ela precisaria ensinar a filha a 
ser mais egoísta e mais vingativa…
essa semana também ouvi uma mãe adotiva dizer que estava decidida a entregar seu filho, pois queria deixar de ser mãe dele, certamente ele não correspondia aos seus ideais de mãe que sonhou e desejou há 10 anos, 
ao adotar essa criança…
a tristeza também se apresenta na fantasia idealizada, 
famílias que estão vivendo a infantocracia, seus filhos são o centro da família e toda dedicação e sacrifício é para cria-los para serem pessoas felizes, uma expectativa pesada demais para qualquer criança carregar, tanta dedicação ainda custará muito para essas crianças/adultos…
também vejo entre os casais um ódio que se apresenta quando um deles tem o prazer de desqualificar o outro na frente dos amigos, em forma de piadas, de discussões ou até em brigas, 
e sabe-se lá o que acontece em suas intimidades

sem duvida eu estou muito ácida!

mas depois de reconhecer tudo isso, decidi limpar essa tristeza de dentro de mim, 
e aprender com esse processo o que realmente importa

  tudo isso está me trazendo uma clareza para a preparação para viver uma vida mais comunitária pois é o que muita gente tem procurado para poder 
criar seus filhos como diz o ditado 
“para criar uma criança é necessário uma aldeia’’,
 pois bem, se queremos viver em comunidade, em aldeia, em tribo, em comunhão, etc, etc, etc, antes de mais nada é preciso rever as relações íntimas, com aqueles que se tem a liberdade de revelar o nosso pior, a relação com o/a companheiro/a, com os filhos/as, com os pais, e principalmente consigo mesmo, 
e só quando essas relações forem 
saudáveis, harmoniosas, respeitosas e 
incondicionais, 
 estaremos prontos para arriscar o próximo passo e nos lançarmos para 
a verdadeira vida comunitária…

senão continuaremos na ilusão de que o ambiente externo irá nos possibilitar 
a transformação que tanto ansiamos…
é com as feridas abertas na pele, sentindo a desintoxicação, 
com todos os seus incômodos e inspirações 
que digo que o processo é antes de mais nada 
em nós mesmos…

que venha a saúde da existência, 
no físico, nas emoções, nas relações, na alma
deixando surgir o ser da potência em cada um de nós


14.6.15

ENTRE A IMORTALIDADE E A REPRODUÇÃO - CAOS E HARMONIA

a noite passada vivi uma experiência transmutadora...depois de ajudar as meninas a dormirem, fui para meu quarto e comecei a sentir calafrios, rapidamente coloquei um pijama quente e me enrolei em cobertas, os calafrios foram se transformando em um frio profundo nos ossos, tremia tanto que temia ter uma convulsão, o frio estava insuportável e o mal-estar aumentava, o marido em são paulo incomunicável em um set de filmagem, decidi ficar lúcida, mantive a calma com a respiração profunda e tranquila, e a tremedeira piorava, as dores nos ossos, enjoo, o corpo todo contraído, frio que eu nunca havia sentido antes, precisava de ajuda e logo pensei em uma cena do filme lucy*, alcancei o laptop e coloquei o filme, primeira frase do filme 
"a vida nos foi dada a um bilhão de anos, o que fizemos com ela?"
...enquanto o assistia fui vivendo muitas transformações, depois de um período de frio meu corpo começou a esquentar, a esquentar muito, senti a pele queimando, não suava, continuava totalmente coberta, e o calor aumentando...estava mais atenta a parte cientifica do filme do que a ficção, escuto o cientista dizer que as células de qualquer ser vivo tem dois caminhos, o da imortalidade e o da reprodução, quando o meio ambiente está em harmonia as células escolhem reproduzir, quando o mundo está em caos elas escolhem a imortalidade, ou seja, a autogestão, logo pensei em todas as experiências de autossuficiência que estamos vendo muitas pessoas experimentarem, como o desejo de plantar o que come, ou até de viver de luz, outros estão vivendo a auto cura, alguns construindo a própria casa, muitos saindo da vida "segura" se desvinculando de instituições e indo atras do desconhecido, outros em processos xamanicos, muitas comunidades surgindo...me parece que já estamos sabendo aproveitar o caos...estamos reconhecendo que ainda não sabemos o que podemos, até onde pode chegar o ser humano e o que acontecerá se desbloquearmos os fluxos de conexões para ampliarmos a potência, cada um a seu modo tem procurado o caminho da autopoiese, da auto construção nas relações...o filme seguia e as sensações no corpo cada vez mais intensa mas já sem incômodos (pois perto do que vive lucy)...volto a pensar no dia a dia e reconheço que por outro lado ainda existe muita destruição em nossas ações cotidianas, no modo como nos alimentamos, como nos relacionamos, como nos movimentamos...estamos criando a destruição por isso nossas células estão escolhendo acessar a possibilidade da imortalidade, muito sedutor a ideia de nos tornarmos imortais, porem o preço é alto, um grande paradoxo, para a imortalidade acontecer precisamos viver em caos, pois no equilíbrio e harmonia nossas células escolherão a reprodução onde  passaremos adiante nossa aprendizagem e conhecimento, morreremos e seguiremos nosso processo (não sei como nem onde)...isso é um convite para fazermos as pazes com a morte e reconhecer sua participação essencial na vida harmoniosa...lucy encontra a plenitude ao acessar 100% das conexões de seus neuronios, cada ser humano tem 100 bilhões de neuronios disponíveis para conexões, dizem que estamos nos 15% de liberação de nossas conexões, temos um bom caminho pela frente...os bloqueios estão na separação, acreditamos que somos uma pequena parte da nossa potência, chamamos essa pequena parte de "eu" e assim treinamos essa separação, aprendemos a super valorizar a mente e a colocamos em um lugar de ilusão e ficção, criamos uma identidade, uma individualidade, acreditamos nessa redução da existência, essa é a ilusão...o caminho para o todo pode ser o desinvestimento dessa separação, dessa ilusão, esvaziar para que a mente volte a seu lugar e se componha com outros fluxos para que o todo surja, e o vazio seja nosso estado diário, para que nesse vazio os fluxos possam criar conexões...o vazio de cada um de nós é único e singular, legitimo e incondicional para a construção nessa terra...bem vinda as transmutações físicas, emocionais, corporais...que venha a lucidez de aproveitar o caos pois dele surgira a harmonia que voltará a produzir caos e poderá nos levar a harmonia, essa é a dinâmica da vida...frase final do filme
 "a vida nos foi dada um bilhão de anos, agora sabem o que fazer com ela"
...o filme termina e já me sinto muito melhor, vou ao banheiro, vejo meus olhos vazios, mas cheios de vida, acho graça, volto para o quarto, olho a hora, 2:22, sinto a perfeição do tempo, e durmo no abandono da confiança...


*lucy - filme de luc bresson (não fuja do filme por conta da violência que ele contem, ela pode ser vista como analogia da violência que cometemos diariamente nessa produção de mundo caótico que ajudamos a construir)

20.5.15

AMALAYA

vivemos nosso primeiro acampamento em AMALAYA - piracaia onde mais de 50 pessoas entre adultos e crianças estiveram presentes durante os 7 dias em que convivemos intensamente

não haviam regras pre-estabelecidas de convívio, nem no preparo do alimento, nem para lavar louça, nem para cuidar das crianças, nem para atividades...

no velho paradigma sentimos a necessidade de criar acordos, combinados e estabelecer relações de igualdade para podermos viver em harmonia

no paradigma da vida existe a confiança na construção de nós mesmos nas relações

assim o convívio é sempre um presente, uma oportunidade, um encontro com nós mesmos

e o que vivemos foi uma semana de muita harmonia, leveza e alegria em estarmos juntos

agradeço imensamente a todos que participaram e a todos que não puderam ir mas que vibraram para que nosso encontro acontecesse plenamente

o próximo será entre os dias 25 e 28 de junho

seguimos com os encontros as quintas das 16h as 18h e toda ultima quinta do mês das 11h as 18h

os próximos encontros serão em piracaia

para maiores informações entre em contato por email
anavidaativa@gmail.com

imagens de nossa terra - amalaya*







*nossa tradução de amalaya - expressão indígena de um povo que vive entre argentina e chile que pode significar: ¨onde os milagres se realizam!¨

15.4.15

NOSSO ENCONTRO DE MAIO!

precisamos nos reunir para praticar, criar, conviver, viver de modo criativo e ativo

este é um convite para acamparmos em um nossa terra em piracaia

vamos criar brinquedos com as crianças, construir um banheiro com fossa de bananeira, fazer fogueira, cantar, dançar e praticar nossos processos de mudança de paradigma do nosso modo de sentir, agir e viver a vida

o encontro será do dia 11 ao dia 17 de maio de 2015

é preciso trazer barraca

crianças de todas as idades serão muito bem-vindas

o encontro não tem custo fixo e iremos fazer contribuição inconsciente para os facilitadores de nossas vivências

durante o dia iremos conviver e fazer algumas experimentações orientadas por diversas pessoas

no final do dia faremos um grupo de praticas onde irei compartilhar meus processos de mudanças de paradigmas

para maiores informações e inscrições, por favor mande um email para anavidaativa@gmail.com

e sejam muito bem-vindos




7.4.15

ENCONTROS NO RIO DE JANEIRO

esse processo de mudança de paradigma é uma necessidade em muitos de nós
praticar em grupo fortalece muito nossas possibilidades de praticarmos sozinhos e sermos criadores de nossos processos no dia a dia

nesse mês de abril, alem de continuarmos com as praticas todas as quintas das 16h as 18h em piracaia, estarei no rio de janeiro e arredores com encontros, praticas e cursos

dia 27 em laranjeiras

dias 28 e 29 com o curso sementes da casa soul

dia 30 nossa ultima quinta do mês será no el nagual

e dias 1 e 2/5 a vivência no el nagual

segue abaixo maiores detalhes dessa semana onde repasso a divulgação dos organizadores


dia 27 de abril faremos dois encontros em Laranjeiras
MÃOS EM CONCHA

13h as 15h - recepção de uma vida - pais acompanhados de bebês
valor 110 reais

15h30 as 17h30 - praticas do despertar
valor 110 reais

espaço jaguadarte - laranjeiras

inscrições maos.em.concha@gmail.com
tel. 21 99626 8274 - miguel
      21 98216 1606 - bebel




na seqüência, dias 28 e 29 estarei participando do curso sobre Educação com Significado da Casa Sou.l.

Sementes, assim como crianças, só germinam em solos adequados pra si. Como podemos, através da educação, cuidar das necessidades de cada um e fazer brotar suas potencialidades? Um curso para os questionadores, inconformados com a educação vigente e conspiradores de uma transformação.
Se sabe que a chave para a mudança é a educação. Mas como podemos revisitar nossa visão sobre ambiente educacional, processo pedagógico e o papel do educador? O novo olhar para educação parte de cada um de nós. Se faz necessária então uma jornada interna para encontrar sua semente educadora e potencializá-la, fazendo dela uma árvore. Ou uma floresta, se agirmos juntos.
"Porque educar não é sobre encher baldes, mas sobre acender fogueiras."  [W. B. Yeats]

Data: 28.04 e 29.04 
Horário: 19h - 23h 
Local: Jardim Botânico


encontro no El Nagual onde faremos a ultima quinta do mês com um encontro para convívio e praticas de mudança de paradigma e na seqüência uma vivência nos dias 1 e 2 de maio

seguem as informações

https://www.facebook.com/events/566797846756934/

Ana Thomaz vai vir pro Rio na última quinta de abril, proporcionar um encontro aberto e gratuito pra compartilhar e criar juntos outras possibilidades de sentir, pensar e agir a vida. É um dia de conexões com outras pessoas e famílias em que na tarde nos reunimos para uma prática de mudança de paradigma.

https://www.facebook.com/events/955108244523212/

Vamos aproveitar que no dia seguinte é feriado, e convidamos a Ana pra fazer uma vivência no fim de semana. Ela propôs uma vivência sexta e sábado de "integração corpo-mente-emoções para escolhas conscientes". 

No domingo ela não poderá mais estar conosco, porém vamos ter um fechamento de como foi para nós e o que podemos fazer daqui pra frente. Vamos falar sobre nossa proposta de tornar a Ecovila El Nagual numa comunidade de aprendizagem livre, e servir um último almoço pra quem não quiser sair de barriga vazia.


Para inscrições e maiores informações escreva para ecovilaelnagual@gmail.com com assunto "Encontro com Ana Thomaz"




observação importante - a ultima quinta do mês de abril será no el nagual - rio de janeiro

1.3.15

CALA A BOCA E CANTA!

já faz anos, assisti a um ensaio de um grande musico regional que em breve faria um show e teria como convidada a participação de uma cantora muito bem conceituada

o ensaio já estava acontecendo quando a cantora chegou

todos pararam para recebe-la e a convidaram para o ensaio

antes de começar a cantar, ela fez uma linda, sincera e interminável homenagem ao musico, dizendo o quanto ele era importante para ela

o musico retribuiu com um sorriso, e com um olhar muito doce disse:

cala a boca e canta!

ela riu e soltou sua linda voz em um ensaio emocionante

lembrei-me desse episodio pois tenho escutado lindos relatos sobre conceitos e conhecimento que as pessoas estão recebendo e que chegam como um despertar e as enchem de energia e desejo de transmutação

e elas falam e falam sobre todas essas descobertas e experiencias

porem, parece que quando falamos sobre algo, gastamos a energia que deveria e poderia ser usada para a ação da transmutação

e nessas horas me da vontade de dizer com uma expressão doce e alegre:

cala a boca e faz!
cala a boca e muda!
cala a boca e canta!

3.2.15

ENCONTROS, PRÁTICAS E VIVÊNCIAS

um modo de compartilhar e criarmos juntos outras possibilidades de sentir, pensar e agir a vida, tem sido os encontros e vivências que estão acontecendo no sitio onde moro em piracaia-sp

todas as quintas-feiras das 16h as 18h um grupo de amigos que mora em piracaia e arredores, se reúne para juntos praticar algo que afirme a mudança de paradigma que estamos querendo criar

na ultima quinta-feira do mês o encontro acontece das 11h as 18h onde temos mais tempo para receber pessoas que moram um pouco mais distantes
é um dia de conexões com outras pessoas e famílias e a tarde nos reunimos para mais uma pratica

esses encontros são abertos e gratuitos

também recebo pessoas e famílias para vivências a partir da integração do corpo equilibrando emoção-ação
são vivências individuais onde alem do convívio existe a pratica individual diária

para inscrições e maiores informações escreva para anavidaativa@gmail.com


2.2.15

CO-MO-VER

hoje foi dia de mais um bate-papo com o amigo mauricio curi do projeto educartis que agora se chama co-mo-ver

a conversa foi sobre mudança de paradigma

este é o link

 https://www.youtube.com/watch?v=B7506orJZ2k

11.1.15

E SE...

e se nos conectarmos a nossa essência
e se nos alinharmos ao nosso propósito
e se tornarmos-nos potência
trazer a mente para dentro do corpo
viver no presente
respirar plenamente

e se curarmos nossos ressentimentos
e se confiarmos na vida
e se vivermos no fluxo
sem emoções estagnadas
sem sermos marionetes de nossos hábitos
sem a prisão das crenças

e se nos responsabilizarmos por nossas emoções
por nossos pensamentos
por nossas ações
por nossas relações

e se sairmos do meio do caminho e atravessarmos a ponte e colocarmos os dois pés do outro lado e mudarmos de paradigma e criar um modo de viver, sentir e agir a vida que esteja totalmente conectado a natureza do ser humano, que também é parte da natureza, e todas as nossas ações e relações forem a favor da vida

e se formos corajosos
e se formos implacáveis
e se formos radicais

e se vivermos na alegria
e se nos sentirmos legítimos
e se nos aceitarmos incondicionalmente
e se nos amarmos incondicionalmente
e se aceitarmos e amarmos incondicionalmente tudo o que vibra vida

e se...

6.11.14

A ESCOLA QUE NÃO PRECISARÁ MAIS EXISTIR

para nossa família, o unschooling continua sendo a melhor escolha

ja são 7 anos nessa jornada que tem cada vez mais se apresentado como a melhor possibilidade para nosso modo de vida

como nunca fomos ativistas de nenhum movimento contra a escola, estamos sempre abertos para todas as possibilidades

nesse ano tive a alegria de conhecer uma professora (como acredito que muitas outras sejam) encantadora
uma pessoa que ama seus alunos
vibra e cresce junto com eles

essa professora da aulas em uma escolinha rural da cidadezinha onde vivo
(leia os diminutivos pela ternura bucólica de nossas paisagens)

oportunidades foram sendo criadas e assim começamos uma parceria para fortalecer e desabrochar todo amor que essa professora tem por seu oficio

fomos juntas criando um cotidiano escolar que segue totalmente as leis de diretrizes e base do governo, mas que desinveste completamente os hábitos e crenças da escolaridade

surge assim uma escola desescolarizada

desescolarizada de crenças, de hábitos, de desconexões, de ensino vazio, de hierarquia, de padronizações…

estou la diariamente assistindo de perto toda potência que tem um processo como esse

não existe currículo, nem classes, tampouco conteúdo pelo conteúdo 

mas existe muita presença, muito trabalho sobre os adultos, muita observação sem julgamento

não existem ameaças, nem recompensas, tampouco explicações especuladoras

mas existe muito acolhimento, limites, inspirações, conexões

existe antes de tudo um amor incondicional e aceitação plena por cada criança 

na vida pratica os projetos vão surgindo de modo surpreendente e muito vivos

ja tivemos um projeto de
fazer e empinar pipas
fazer e descer com carrinho de rolemã
fazer e desfazer cavalinhos de barro
pintar, limpar e embelezar o espaço

criamos infinitas mandalas
montamos quebra-cabeças dificílimos 
andamos de perna de pau
escrevemos cartas de amor
desenhamos nossas emoções

visitamos a ecovila do querido hiroshi
nos inspiramos na fazenda da serrinha
soltamos pião
fizemos pão de queijo

pular corda, dançar, cantar, correr, brincar, rir muito e chorar de vez enquando, faz parte do nosso cotidiano

tem surgido uma onda de meditações, vamos ver onde isso vai dar

nossos livros são lindos e bons de ler
escrever é a pratica preferida de alguns
fazer contas o desafio diário de outros

e assim passam os dias, e com a chegada do final do ano, vai dando um aperto no coração só de saber que vamos nos separar por um tempão

esse é um brevíssimo relato de uma escola rural publica, que com a confiança de um diretor por uma professora inspirada, tem sido possível transmutar o velho paradigma escolar

o processo tem se baseado na confiança de que toda criança ainda está bem próxima de sua força potente e de sua pulsão de vida
o que queremos é potencializar a potência de cada um
e alinhar o propósito de vida que cada potência de modo muito singular traz na sua essência

cada qual no seu ritmo vai surgindo uma composição onde aparecem as provocações, os antagonismos, as alianças
e assim vamos fortalecendo a capacidade de vivermos na diferença
na horizontalidade cheia de singularidades saltitantes

foram até então 4 meses de dedicação diária a essa realidade que estamos criando 

adoraria convidar a todos para presenciar isso de perto, mas claro que não é possível pois certamente iria desviar muito do olhar principal - a formação íntegra e integral de cada criança nessa jornada

nesse momento as presenças mais desejadas alem das crianças, são a de seus pais, para que possam se integrar com esse processo e ampliarem para seus lares e para comunidade

e no futuro sabe o que eu vejo? 
a possibilidade dessa escola não precisar mais existir
podendo tornar um centro de encontros, trocas e conexões de uma comunidade responsável por suas crianças 

esse é o grande paradoxo 
dedicar-se plenamente a criação de uma escola para que ela não precise mais existir!!!





12.10.14

CONGRESSOS E SUAS CONTRADIÇÕES

é o que estamos vivendo, cheios de contradições
porque já sabemos o bastante
já queremos uma mudança
mas como sempre aprendemos a partir de uma separação
onde a mente é quem aprende, desconectada com o todo
estamos vivendo essa confusão 
a mente aprendeu mas a emoção não acompanhou e assim criamos um desalinhamento do ser

nossa ação depende de nossaS emoções
não depende do nosso conhecimento
por isso estamos vivendo essa briga interna
algo em nós quer mudar e outro algo em nós não sabe como mudar

estamos estagnados pelo medo, essa é uma das emoções que nos paralisa

precisamos nos reconectar com o todo
trabalhar para a liberação de nossas emoções estagnadas
deixar a mente fazer parte do nosso corpo (e não do corpo do conhecimento fora de nós) 
para que a mente se reconecte com as emoções, o instinto, a intuição…
que faça parte do todo

foi isso que senti fortemente no 
IV Congresso Internacional sobre Educação sem Escola, Autoaprendizagem Colaborativo, Educação em Família, Modelos de Escola Flexíveis
que aconteceu entre os dia 2,3 e 4 de outubro de 2014
na Universidade Nacional de Colombia em Bogotá

foram 2.500 inscritos para um auditório de 500 lugares, onde foram acomodadas umas 750 pessoas
mais de 40 palestrantes com diversas experiências e saberes sobre o assunto
testemunhando que a necessidade desse movimento está por todo lado

porem o congresso aconteceu nos moldes mais acadêmicos possíveis
cada palestrante tinha 10 minutos para ler sua fala
não havia interação direta entre palestrante e publico

e contraditoriamente todos falando da necessidade de mudanças, principalmente da nossa falta de capacidade de aceitar o desconhecido, o inédito, o novo
porem os anseios continuam sendo pelo controle, pelo saber, pelas referencias, pelas garantias…
estamos quase todos nessa

queremos mudar, mas temos medo
porque mudar não é melhorar o que já está
mudar é partir de um outro paradigma
ter novas questões 
sentir uma confiança inédita 
onde a ação não depende de garantias
mas de presença e lucidez
percepção e fluxo

diria que antes de mais nada voltar ao todo
ao ser completo que somos e que desmembramos no nosso modo de vida
e deixar agir em nós esses desconhecido
que nada mais é que o reencontro com nosso ser por inteiro

as experiências tocantes do congresso foram as partilhas de famílias e pequenas comunidades que estão vivendo outros modos de vida
foram as experiências pequenas que geraram impacto 
porque a mudança está em cada um de nós que pode gerar um novo modo de ser
já sabemos que não é preciso esperar a mudança vir de fora
esperar que a sociedade mude
que as escolas mudem

a transmutação precisa ser feita em cada um de nós
e assim acontece a grande revolução, a grande evolução 

sim, o congresso foi muito inspirador
pois foi tudo muito explicito 

é mais impactante fazer uma ação transformadora em si mesmo que certamente ira reverberar por todos em volta
do que muitos discursos públicos

ha que praticar no dia a dia da vida