24.11.15

FLUXOS!

o que não flui, estagna

estagnação gera escassez

estamos condicionados a praticar a escassez, pois assim continuamos a sustentar esse modo anti-vida de existir

nosso olhar já está treinado a enxergar a escassez ao invés da abundância, mesmo quando olhamos para a natureza abundante, o que vemos é a falta

essa sensação de falta que aprendemos a ter desde criança, gerado pela hierarquia e pelo sistema capitalista, nos faz acreditar que devemos economizar para ter

esse condicionamento da escassez nos faz acreditar, por exemplo, que economizar agua é uma solução, mas a agua é fluxo, é abundante; a questão real é a estagnação da agua, pois ela está suja e contaminada, e quem a sujou e a contaminou foi o nosso modo anti-vida de existir

o que precisamos é cuidar da agua, deixar de suja-la e contamina-la, e reverter o estrago feito, transmutando nosso modo de vida 

e deixar a agua fluir em sua abundância!

o mesmo acontece com o dinheiro

aprendemos que devemos economizar para não faltar

dinheiro é fluxo!

dinheiro mal usado é igual agua contaminada

o dinheiro é mal usado quando ele tenta suprir uma falta, e mesmo assim o buraco da falta só aumenta; é isso que sustenta o capitalismo, o consumo que ilusoriamente preenche uma falta

o dinheiro que circula no fluxo da criação da vida, na potencialização da potência, fluirá entre todos; essa é a lei da abundância 

o que importa é onde investimos os fluxos e não como os retemos

fluxos de agua, de dinheiro, de relações, de ações, de pensamentos…

reconhecer nossa escassez em todos os âmbitos, sem julgamento, sem justificativa, sem criticas, sem nega-la; e observar sua fluidez, e então sentir a abundância invadir o corpo, os pensamentos, as relações, agir com confiança na abundância e transmutar esse velho paradigma em fluxo!


o processo começa em cada um de nós!!!

18.10.15

ENCONTROS NO RIO DE JANEIRO, EM CURITIBA E FLORIANOPOLIS

em novembro e dezembro levaremos os processos que praticamos diariamente para o rio de janeiro, para curitiba e florianópolis

nascemos em um momento histórico de um sistema que nos conduz a muitas estagnações e desconexões

mas em nenhum momento perdemos nossa incondicionalidade dos fluxos e suas transformações

a única coisa constante na vida é o seu movimento

toda estagnação impede a fluidez do movimento que constitui a vida em todos seus aspectos


nesses últimos anos temos criado juntos práticas que nos permitem descondicionar nosso modo de ser


nessas vivências de dois dias vamos compartilhar práticas de mudança de paradigma na vida cotidiana de cada um de nós

estaremos juntos, eu, marcelo e regiane praticando com os participantes, a incondicionalidade e a legitimidade, que é a base da mudança de paradigma na nossa perspectiva

a desqualificação da vida sustenta-se pela condicionalidade que vivemos desde nosso nascimento

esse é o desvio que estamos vivendo

vivemos uma anti-vida na condicionalidade, pois a vida é incondicional

amor condicional não é amor, é troca, é especulação, é comparativo, depende do julgamento...

amor é incondicional

a vida é incondicional

e nossa incondicionalidade está intacta em cada um de nós, é preciso desperta-la, ativa-la

e experienciar a vida viva

para informações completa acesse

http://www.amalaya.art.br/


30.9.15

NINGUÉM SE SALVA SOZINHO!

é muito comum eu escutar que esse processo de mudança de paradigma é algo elitista

algo possível somente para quem tem condições sócio/economica/cultural privilegiada 

eu afirmo que a mudança de paradigma é para todos

o paradigma que estamos vivendo é anti-vida

todos nós temos o mesmo direito inato com a mesma condição biológica/emocional/anímica de viver a favor da vida

talvez nem todos estejam com a possibilidade de iniciar esse processo agora, independente de seu status

isso não impede aos que sentem essa possibilidade, de iniciar seu processo de transmutação agora, porque certamente esse movimento irá ressoar e favorecer a todos

do mesmo modo que quando alguém fica doente o outro não ajudará em nada adoecendo junto

o que estiver sadio precisa dar conta do cultivo diário da vida, criando um ambiente saudável que irá favorecer muito aquele que está doente

ou alguém que tenha o dom de ser músico poderá sentir-se pleno ao tocar seu instrumento, mas ao olhar para o lado vai encontrar muitas pessoas sem o mesmo dom que não poderão sentir aquela mesma plenitude

esse músico não ajudará em nada os não-músicos por sentir culpa de viver sua plenitude

o músico precisa seguir seu caminho, seu desenvolvimento no cultivo diário de seu dom e isso irá contagiar todo um ambiente repleto de não-músicos 

quem sente o buraco, o incomodo, a dor de viver em um paradigma anti-vida, precisa construir o cotidiano a favor da vida, cultivar a vida viva, desinvestir o modo anti-vida que está sustentando, transmutando o modo de pensar, sentir e agir a vida 

certamente todos irão se beneficiar


ninguém se salva sozinho! 

15.9.15

Não Haverá Encontro Nesta 5a feira, dia 17/09

Olá!

Nessa próxima quinta, dia 17/9 não teremos nosso encontro.

Dia 24/9, última quinta do mês, o encontro será a partir das 11h. 


Mais informações escreva para anavidaativa@gmail.com

12.9.15

O QUE É UM PARADIGMA?

nascemos inseridos em um paradigma, onde pessoas que nasceram antes foram ensinadas ou criaram uma estrutura para um modo de vida que recebemos de herança ao nascermos; mas também somos criadores e perpetuadores de paradigmas

e o que é uma paradigma?

uma historinha clássica ajuda a entender como um paradigma se forma e se mantém:

um grupo de cientistas  
colocou cinco macacos numa jaula, 
em cujo centro puseram uma escada e,  
sobre ela, um cacho de bananas

quando um macaco subia a escada para apanhar as bananas, 
os cientistas lançavam um jato de água fria nos que estavam no chão

depois de certo tempo, quando um macaco ia subir a escada, os outros o enchiam de pancadas

 passado mais algum tempo,  
nenhum macaco subia mais a escada, apesar da tentação das bananas 

então, os cientistas substituíram
  um dos cinco macacos
a primeira coisa que ele fez foi subir a escada, dela sendo rapidamente retirado  pelos outros, que o surraram 

depois de algumas surras, o novo integrante do grupo não mais subia a escada

um segundo foi substituído, e o mesmo ocorreu, tendo o primeiro macaco substituto participado, com entusiasmo, da surra ao novato

um terceiro foi trocado, e
 repetiu-se o fato

um quarto e, finalmente, último dos veteranos foi substituído

os cientistas ficaram, então, com um grupo de cinco macacos que, mesmo nunca tendo tomado um banho frio, continuavam batendo naquele que tentasse chegar às bananas

se fosse possível perguntar a algum deles porque batiam em quem tentasse subir a escada, com certeza a resposta seria:

“não sei, as coisas sempre foram assim por aqui”

não somos macacos, mas muitas vezes também agimos assim; quando algo está estabelecido, seguimos a ordem das coisas; o mecanismo que nos faz seguir o estabelecido é diferente da técnica dos cientistas da historinha acima; existem outros elementos além da punição, como a explicação, a recompensa e a ameaça; o fato é que qualquer que seja o estimulo que nos faz reproduzir o que não acreditamos, reproduzimos para ganhar algo com isso; seja reconhecimento; seja um salário; seja uma esperança; ou pode ser também por falta de energia física, mental ou emocional; ou uma fantasia; ou um medo; são muitas possibilidades e crenças para nos estagnarmos

a mudança de paradigma se dá quando partimos do zero ao desinvestir o preestabelecido; muito diferente de melhorar o paradigma já estabelecido, que nesse caso seria, tentar dar mais conforto para os macacos, ou criar uma explicação que justifique não subir na escada, ou premiar o macaco mais obediente, ou criar assembleias para discutir esse modo de vida, etc, etc

partir do zero é acreditar em outra estrutura de vida

para o paradigma da vida essa estrutura precisa ser viva e ativa
uma estrutura que se atualiza constantemente
onde a mudança e o movimento são constantes

por isso não proponho criar um novo paradigma
mas sim perceber o paradigma da vida que já está disponibilizado para nós
a possibilidade de viver a vida viva, autocriadora

isso já está em nós


o caminho de desaprender para nos surpreender com todas as mil possibilidades de viver essa vida

6.9.15

O FIM DA DESESCOLARIZAÇÃO!

esse sistema já assimilou a desescolarização

já é possível falar sobre isso a partir de um conceito, sem viver a experiência 

ser ativista da desescolarização sem pratica-la é um dos indícios de que esse tema já está absorvido pelo velho paradigma

chamo de velho paradigma esse processo de desconexão que estamos vivendo

na escolarização vivemos um longo e continuo processo de desconexão, com a separação da mente e do corpo, a desqualificação das emoções, a mistificação da intuição, a desvalorização do ser

saímos do presente para vivermos de expectativas ou de ressentimentos 

a desescolarização, na minha perspectiva, é um caminho para reconexão, para viver no presente

nesse velho paradigma só é possível viver desconectado

o desconectado que sabe sobre conexão, é simplesmente um ser desconectado que sabe sobre conexão

o saber, o conhecer, o falar, o ensinar, não é o caminho da conexão

para conectar é necessário pensar, sentir e agir de outro modo do qual fomos ensinados e treinados

por isso nos custa tanto abandonar esse velho paradigma que nos da garantias, controle, comodismo e muito mais, tudo de modo muito ilusório, pois seguimos sem garantias, sem controle e o comodismo é bem incomodo, mas mesmo assim gostamos da sensação de já conhecer esse sistema, e o conhecido também nos gera muitas vantagens

sempre que aparece algo que ameaça mexer com as estruturas do velho paradigma, como o movimento hippie, o feminismo, a sustentabilidade, a permacultura, o alimento orgânico, os conceitos quânticos, etc, etc, encontramos um modo de absorver sem mexer nas estruturas do velho paradigma, só vamos criando alternativas e não desinvestimos esse modo desconectado de ser

é isso que estou vendo acontecer com a desescolarização

esse processo de mudança de paradigma é muito radical mesmo, é seguir a vida de outro modo, com outra perspectiva, com outras praticas, outras experimentações

ser radical é ir para a raiz, fazer mudanças profundas 

querer viver a desescolarização sem transmutar o paradigma é tornar-se extremista

ser extremista é se manter no mesmo paradigma mas querer que tudo seja diferente, que o mundo mude, que o sistema mude

essa é uma ilusão que não precisamos ter mais, a mudança é em cada um de nós


e ela está acessível para todos que queiram transmutar!

7.8.15

PROJETO AMALAYA

o projeto amalaya é a concretização física no tempo e espaço de nossas práticas de mudança de paradigma

mudar de paradigma é começar do zero

experienciar um outro modo de pensar, sentir e agir a vida

somos um grupo de pessoas que se encontra diariamente há mais de um ano para praticar, trabalhar, criar e arriscar

compartilhar esse processo faz parte da nossa prática, da nossa criação

ocupamos um lindo pedaço de terra em piracaia, um morro que por muitos anos foi maltratado pelo pasto

iniciamos com o reflorestamento de uma área, depois abrimos uma via de acesso, cavamos um poço de agua, fizemos algumas terraplanagens, e nesse momento estamos vivendo a construção de um lindo galpão de bambu, realizada por um artista inspirador, que servirá de área comum para muitos encontros, praticas e experimentações

foto: Mirna Nóbrega

faz parte do projeto amalaya os encontros abertos e gratuitos que realizamos todas as quintas, também os acampamentos para convívio e experimentações que também são abertos e gratuitos

a auto-sustentação de todos os envolvidos acontece com vivências e workshops que oferecemos aqui em piracaia e em outras cidades, com valores que variam conforme as necessidades

nesse momento queremos gerar fluxo financeiro para a continuação da construção dos espaços coletivos do projeto amalaya

a nossa próxima vivência será do dia 21 ao dia 23 de agosto, em são paulo, um encontro muito especial onde nossa egrégora amalaya irá criar praticas, reflexões e muitas ações com todos que participarão desse encontro. veja o texto com detalhes da vivência aqui

toda renda será destinada para as construções que servirão de base para muitos outros encontros, porque mesmo acreditando que o trabalho é em cada um de nós, certamente quando praticamos juntos, na semelhança ou na diferença, nossos processos são mais potentes e mais intensos

será uma grande alegria