durante 5 dias em janeiro e outros 5 dias em fevereiro, vivemos os acampamentos no amalaya
foram processos de auto-criação de cada um de nós
na experiencia de dormir em barracas em uma área pouco estruturada, viver uma relação direta com o vento forte, com a chuva/tempestade de verão, com o sol a pino, com o céu estrelado
sem energia elétrica, sem paredes
fogão a lenha, pia de balde
chuveirão frio
crianças brincando em seu próprio ritmo e tempo
garotos e garotas de sorriso solto
adultos dispostos a deixarem a comodidade da vida urbana por alguns dias
sem programação pre-definida, sem distribuição de tarefas, sem combinados
pessoas desconhecidas convivendo intensamente
famílias convivendo intensamente
e a cada dia a sensação de estar mais conectado, mais sincronizado, mais simples
fomos ensinados a evitar o caos, a fugir dele e a controla-lo
por isso estamos sempre em busca do conforto e qualquer desconforto pode ser um incomodo
quando aceitamos e nos conectamos ao caos, confiando em seu movimento, nos surpreendemos com a harmonia que surge dele
na relação direta com a natureza, nesses acampamentos que vivenciamos, criamos intimidade e nos rendemos aos movimentos da natureza
uma dança constante entre caos e harmonia
paramos de buscar segurança, conforto, garantias, controle...
porque tudo isso é efeito
efeitos que sentimos depois de viver o caos com lucidez e aceitação
não é o caos que precisamos evitar, pois ele faz parte do processo
precisamos nos preparar para viver o caos, ganhar confiança nele, termos "musculatura" para vive-lo
aceitar o caos não é se perder nele, se distrair com ele
é perceber o movimento acontecendo e para isso é necessário desinvestirmos nossas crenças em relação ao caos
a questão é que temos reduzido e classificado o movimento do caos e por isso ficamos distantes dele
nossas relações se dão por atração - nos encantamos com algo ou com alguém, isso nos leva ao convívio, isso nos leva ao caos e aí começa o problema
reduzimos esse movimento chamando-o de "adaptação", "crise", "momento difícil", ou dizemos "espera, que passa"
o caos é muito mais do que isso
é energia em movimento e transmutação
é porta de abertura para criação
é evolução
não vamos precisar acampar de vez enquando para nos lembrarmos disso, mesmo porque acampar não garante nada
e mesmo com paredes sendo construídas no amalaya, luz elétrica chegando, agua potável brotando, o caos tem seu lugar ativo se harmonizando com a criação e a atenção que nos desperta
e assim encontramos a beleza e a alegria da dança constante entre caos&harmonia no dia a dia de nossas relações
22.1.16
ACAMPA CARNAVAL NO AMALAYA
estamos em construção, em criação, em ação
nesse carnaval teremos um acampamento para plantar, construir, cuidar e criar em terras amalaya, em piracaia
experiências em permacultura, agrofloresta, construção com madeira, sistemas hidráulicos serão muito bem vindos
porém isso não é condição para participação
se você tem vontade de ajudar e conviver, venha
acomodação será em camping com barraca própria, no estilo roots, sem luz elétrica, cozinha com fogão a lenha e banho frio
conexão total e direta com a natureza
juntos criaremos nossa programação diária que incluirá mutirões de trabalho e rodas de praticas de reconexão do ser em relação
crianças maiores são bem-vindas, porem não teremos um ambiente propicio para crianças menores de 5 anos, pois estaremos em um "canteiro de obras”
as vagas são limitadas
para mais informações e para se inscrever mande um email para anavidaativa@gmail.com
10.12.15
DESINVESTIR NO PARADIGMA!
sabemos que paradigma quer dizer "padrão", "modelo a ser seguido"
até então tenho usado o termo "mudança de paradigma" ou "quebra de paradigma" como porta de entrada dos nossos encontros onde experienciamos um deslocamento interno e percebemos um outro modo de pensar, sentir e agir as relações
sem duvida, em meus processos, vivo quebrando paradigmas
mas a quebradeira já não é necessária
depois de experienciar a possibilidade de viver sem padrão, sem modelo a ser seguido, sem referencias, chegou o momento de desinvestir o paradigma, onde não é mais preciso quebrar nada, porque não é necessário trocar um paradigma por outro
além do mais, esse termo já foi totalmente absorvido pelo discurso dentro do "velho paradigma", onde se fala sobre isso em contradição da ação que continua seguindo o mesmo padrão
esse padrão se mantém quando não se chega a raiz das crenças que o sustenta
tirar o filho da escola e seguir com as mesmas crenças, é manter o mesmo padrão, seguir o mesmo modelo, porque a escola continua em nós, continuamos com as mesmas crenças de que a criança precisa ser ensinada para aprender algo, de que é necessário estimulo para a criança se desenvolver...ou cria-se um "novo paradigma" onde o padrão será, "a criança precisa ficar livre, fazer o que quiser, não ser atrapalhada"
e assim continuamos distantes da criança, onde sempre colocamos algo entre o adulto e a criança, um padrão, um velho ou um novo paradigma
e continuamos distantes de nós mesmos, sem reconhecer nossos processos de auto criação constante em relação (autopoieses)
sair da instituição não garante nenhuma transmutação, pois a instituição já está dentro de nós, então nos tornamos autônomos e seguimos nos relacionando como instituição, planejando, buscando garantias, medindo resultados, organizando nossos conhecimentos em gráficos e power point
e mais uma vez continuamos distantes de nós mesmos, sem reconhecer nossos processos de auto criação constante em relação (autopoieses)...
não se transmuta somente com praticas, pois as ferramentas não garantem nada
é preciso ir além das ferramentas, das praticas, das palavras, dos conceitos, do conhecimento
chegar nas crenças, na crença raiz, testemunhar sua liberação e observar a mudança na emoção, na possibilidade de agir de outro modo, é um processo possível quando estamos dispostos a reconhecer que arriscar é inerente a vida
precisamos ganhar gosto pelo risco, pelo inédito que a presença nos apresenta
o fluxo da vida não é controlável, não dá garantias
não se entra no fluxo da vida através do planejamento, do controle, do conhecimento
nem controlando o controle
é necessário entregar-se
estar preparado para essa entrega
onde a criação se apresenta
onde nos criamos em relação
para que a criação aconteça é preciso desinvestir a intenção, o controle
mudar de paradigma não nos coloca em criação
ter ferramentas poderosas na liberação de fluxos, como a técnica alexander, a comunicação não violenta, o thetahealing, eft, hoponopono, taketina, meditações...que sem duvida são ferramentas preciosas para aprendermos a nos entregar e confiar na potencia da vida
porém nenhuma dessas técnicas garantem nada, pois é possível reduzir essas técnica aos condicionamentos, e nos tornarmos simples funcionários dessas técnicas, enquanto o fluxo da vida segue estagnado
e cada vez que mudamos de paradigma, trocando um padrão por outro, continuamos desqualificando a vida, sua potência e sua incondicionalidade
já caminhamos bastante no processo da humanidade, já nos encontramos com a possibilidade de viver em fluxo, podemos parar de criar novos paradigmas ou sustentar os velhos paradigmas
estamos prontos para isso
podemos nos render
nos entregarmos a vida
sem duvida, um grande risco
até então tenho usado o termo "mudança de paradigma" ou "quebra de paradigma" como porta de entrada dos nossos encontros onde experienciamos um deslocamento interno e percebemos um outro modo de pensar, sentir e agir as relações
sem duvida, em meus processos, vivo quebrando paradigmas
mas a quebradeira já não é necessária
depois de experienciar a possibilidade de viver sem padrão, sem modelo a ser seguido, sem referencias, chegou o momento de desinvestir o paradigma, onde não é mais preciso quebrar nada, porque não é necessário trocar um paradigma por outro
além do mais, esse termo já foi totalmente absorvido pelo discurso dentro do "velho paradigma", onde se fala sobre isso em contradição da ação que continua seguindo o mesmo padrão
esse padrão se mantém quando não se chega a raiz das crenças que o sustenta
tirar o filho da escola e seguir com as mesmas crenças, é manter o mesmo padrão, seguir o mesmo modelo, porque a escola continua em nós, continuamos com as mesmas crenças de que a criança precisa ser ensinada para aprender algo, de que é necessário estimulo para a criança se desenvolver...ou cria-se um "novo paradigma" onde o padrão será, "a criança precisa ficar livre, fazer o que quiser, não ser atrapalhada"
e assim continuamos distantes da criança, onde sempre colocamos algo entre o adulto e a criança, um padrão, um velho ou um novo paradigma
e continuamos distantes de nós mesmos, sem reconhecer nossos processos de auto criação constante em relação (autopoieses)
sair da instituição não garante nenhuma transmutação, pois a instituição já está dentro de nós, então nos tornamos autônomos e seguimos nos relacionando como instituição, planejando, buscando garantias, medindo resultados, organizando nossos conhecimentos em gráficos e power point
e mais uma vez continuamos distantes de nós mesmos, sem reconhecer nossos processos de auto criação constante em relação (autopoieses)...
não se transmuta somente com praticas, pois as ferramentas não garantem nada
é preciso ir além das ferramentas, das praticas, das palavras, dos conceitos, do conhecimento
chegar nas crenças, na crença raiz, testemunhar sua liberação e observar a mudança na emoção, na possibilidade de agir de outro modo, é um processo possível quando estamos dispostos a reconhecer que arriscar é inerente a vida
precisamos ganhar gosto pelo risco, pelo inédito que a presença nos apresenta
o fluxo da vida não é controlável, não dá garantias
não se entra no fluxo da vida através do planejamento, do controle, do conhecimento
nem controlando o controle
é necessário entregar-se
estar preparado para essa entrega
onde a criação se apresenta
onde nos criamos em relação
para que a criação aconteça é preciso desinvestir a intenção, o controle
mudar de paradigma não nos coloca em criação
ter ferramentas poderosas na liberação de fluxos, como a técnica alexander, a comunicação não violenta, o thetahealing, eft, hoponopono, taketina, meditações...que sem duvida são ferramentas preciosas para aprendermos a nos entregar e confiar na potencia da vida
porém nenhuma dessas técnicas garantem nada, pois é possível reduzir essas técnica aos condicionamentos, e nos tornarmos simples funcionários dessas técnicas, enquanto o fluxo da vida segue estagnado
e cada vez que mudamos de paradigma, trocando um padrão por outro, continuamos desqualificando a vida, sua potência e sua incondicionalidade
já caminhamos bastante no processo da humanidade, já nos encontramos com a possibilidade de viver em fluxo, podemos parar de criar novos paradigmas ou sustentar os velhos paradigmas
estamos prontos para isso
podemos nos render
nos entregarmos a vida
sem duvida, um grande risco
30.11.15
ACAMPAMENTO AMALAYA - JANEIRO 2016!
dos dias 12 a 17 de janeiro teremos nosso acampamento com vivências que nos despertem para incondicionalidade
convívio; praticas que nos convidam a meditação; transformações no nosso modo de pensar, sentir e agir as relações; e muitos processos que criaremos juntos
são todos muito bem-vindos, sem restrição de idade e sem pré requisitos
oferecemos uma área para acampamento
é necessário levar barraca
cozinharemos juntos!
nós cuidaremos dos ingredientes para alimentação
teremos todos os custos abertos e expostos para que cada um possa fazer sua contribuição financeira dos gastos e para construção e manutenção do Amalaya - Piracaia
inscrições e mais informações - anavidaativa@gmail.com
24.11.15
FLUXOS!
o que não flui, estagna
estagnação gera escassez
estamos condicionados a praticar a escassez, pois assim continuamos a sustentar esse modo anti-vida de existir
nosso olhar já está treinado a enxergar a escassez ao invés da abundância, mesmo quando olhamos para a natureza abundante, o que vemos é a falta
essa sensação de falta que aprendemos a ter desde criança, gerado pela hierarquia e pelo sistema capitalista, nos faz acreditar que devemos economizar para ter
esse condicionamento da escassez nos faz acreditar, por exemplo, que economizar agua é uma solução, mas a agua é fluxo, é abundante; a questão real é a estagnação da agua, pois ela está suja e contaminada, e quem a sujou e a contaminou foi o nosso modo anti-vida de existir
o que precisamos é cuidar da agua, deixar de suja-la e contamina-la, e reverter o estrago feito, transmutando nosso modo de vida
e deixar a agua fluir em sua abundância!
o mesmo acontece com o dinheiro
aprendemos que devemos economizar para não faltar
dinheiro é fluxo!
dinheiro mal usado é igual agua contaminada
o dinheiro é mal usado quando ele tenta suprir uma falta, e mesmo assim o buraco da falta só aumenta; é isso que sustenta o capitalismo, o consumo que ilusoriamente preenche uma falta
o dinheiro que circula no fluxo da criação da vida, na potencialização da potência, fluirá entre todos; essa é a lei da abundância
o que importa é onde investimos os fluxos e não como os retemos
fluxos de agua, de dinheiro, de relações, de ações, de pensamentos…
reconhecer nossa escassez em todos os âmbitos, sem julgamento, sem justificativa, sem criticas, sem nega-la; e observar sua fluidez, e então sentir a abundância invadir o corpo, os pensamentos, as relações, agir com confiança na abundância e transmutar esse velho paradigma em fluxo!
o processo começa em cada um de nós!!!
18.10.15
ENCONTROS NO RIO DE JANEIRO, EM CURITIBA E FLORIANOPOLIS
em novembro e dezembro levaremos os processos que praticamos diariamente para o rio de janeiro, para curitiba e florianópolis
estaremos juntos, eu, marcelo e regiane praticando com os participantes, a incondicionalidade e a legitimidade, que é a base da mudança de paradigma na nossa perspectiva
a desqualificação da vida sustenta-se pela condicionalidade que vivemos desde nosso nascimento
esse é o desvio que estamos vivendo
vivemos uma anti-vida na condicionalidade, pois a vida é incondicional
amor condicional não é amor, é troca, é especulação, é comparativo, depende do julgamento...
amor é incondicional
a vida é incondicional
e nossa incondicionalidade está intacta em cada um de nós, é preciso desperta-la, ativa-la
e experienciar a vida viva
para informações completa acesse
http://www.amalaya.art.br/
nascemos em um momento histórico de um sistema que nos conduz a muitas estagnações e desconexões
mas em nenhum momento perdemos nossa incondicionalidade dos fluxos e suas transformações
mas em nenhum momento perdemos nossa incondicionalidade dos fluxos e suas transformações
a única coisa constante na vida é o seu movimento
toda estagnação impede a fluidez do movimento que constitui a vida em todos seus aspectos
nesses últimos anos temos criado juntos práticas que nos permitem descondicionar nosso modo de ser
nessas vivências de dois dias vamos compartilhar práticas de mudança de paradigma na vida cotidiana de cada um de nós
toda estagnação impede a fluidez do movimento que constitui a vida em todos seus aspectos
nesses últimos anos temos criado juntos práticas que nos permitem descondicionar nosso modo de ser
nessas vivências de dois dias vamos compartilhar práticas de mudança de paradigma na vida cotidiana de cada um de nós
estaremos juntos, eu, marcelo e regiane praticando com os participantes, a incondicionalidade e a legitimidade, que é a base da mudança de paradigma na nossa perspectiva
a desqualificação da vida sustenta-se pela condicionalidade que vivemos desde nosso nascimento
esse é o desvio que estamos vivendo
vivemos uma anti-vida na condicionalidade, pois a vida é incondicional
amor condicional não é amor, é troca, é especulação, é comparativo, depende do julgamento...
amor é incondicional
a vida é incondicional
e nossa incondicionalidade está intacta em cada um de nós, é preciso desperta-la, ativa-la
e experienciar a vida viva
para informações completa acesse
http://www.amalaya.art.br/
30.9.15
NINGUÉM SE SALVA SOZINHO!
é muito comum eu escutar que esse processo de mudança de paradigma é algo elitista
algo possível somente para quem tem condições sócio/economica/cultural privilegiada
eu afirmo que a mudança de paradigma é para todos
o paradigma que estamos vivendo é anti-vida
todos nós temos o mesmo direito inato com a mesma condição biológica/emocional/anímica de viver a favor da vida
talvez nem todos estejam com a possibilidade de iniciar esse processo agora, independente de seu status
isso não impede aos que sentem essa possibilidade, de iniciar seu processo de transmutação agora, porque certamente esse movimento irá ressoar e favorecer a todos
do mesmo modo que quando alguém fica doente o outro não ajudará em nada adoecendo junto
o que estiver sadio precisa dar conta do cultivo diário da vida, criando um ambiente saudável que irá favorecer muito aquele que está doente
ou alguém que tenha o dom de ser músico poderá sentir-se pleno ao tocar seu instrumento, mas ao olhar para o lado vai encontrar muitas pessoas sem o mesmo dom que não poderão sentir aquela mesma plenitude
esse músico não ajudará em nada os não-músicos por sentir culpa de viver sua plenitude
o músico precisa seguir seu caminho, seu desenvolvimento no cultivo diário de seu dom e isso irá contagiar todo um ambiente repleto de não-músicos
quem sente o buraco, o incomodo, a dor de viver em um paradigma anti-vida, precisa construir o cotidiano a favor da vida, cultivar a vida viva, desinvestir o modo anti-vida que está sustentando, transmutando o modo de pensar, sentir e agir a vida
certamente todos irão se beneficiar
ninguém se salva sozinho!
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