7.8.15

PROJETO AMALAYA

o projeto amalaya é a concretização física no tempo e espaço de nossas práticas de mudança de paradigma

mudar de paradigma é começar do zero

experienciar um outro modo de pensar, sentir e agir a vida

somos um grupo de pessoas que se encontra diariamente há mais de um ano para praticar, trabalhar, criar e arriscar

compartilhar esse processo faz parte da nossa prática, da nossa criação

ocupamos um lindo pedaço de terra em piracaia, um morro que por muitos anos foi maltratado pelo pasto

iniciamos com o reflorestamento de uma área, depois abrimos uma via de acesso, cavamos um poço de agua, fizemos algumas terraplanagens, e nesse momento estamos vivendo a construção de um lindo galpão de bambu, realizada por um artista inspirador, que servirá de área comum para muitos encontros, praticas e experimentações

foto: Mirna Nóbrega

faz parte do projeto amalaya os encontros abertos e gratuitos que realizamos todas as quintas, também os acampamentos para convívio e experimentações que também são abertos e gratuitos

a auto-sustentação de todos os envolvidos acontece com vivências e workshops que oferecemos aqui em piracaia e em outras cidades, com valores que variam conforme as necessidades

nesse momento queremos gerar fluxo financeiro para a continuação da construção dos espaços coletivos do projeto amalaya

a nossa próxima vivência será do dia 21 ao dia 23 de agosto, em são paulo, um encontro muito especial onde nossa egrégora amalaya irá criar praticas, reflexões e muitas ações com todos que participarão desse encontro. veja o texto com detalhes da vivência aqui

toda renda será destinada para as construções que servirão de base para muitos outros encontros, porque mesmo acreditando que o trabalho é em cada um de nós, certamente quando praticamos juntos, na semelhança ou na diferença, nossos processos são mais potentes e mais intensos

será uma grande alegria

5.8.15

VIVÊNCIA EM SÃO PAULO 21 a 23 de AGOSTO


ENCONTRO PARA PRÁTICAS DE MUDANÇA DE PARADIGMA

Educação – Relação – Produção de Vida

Realização: Amalaya – Ana Thomaz, Fabio Marcoff, Marcelo Michelsohn e Regiane Bataglini


Criamos duas oportunidades de encontro na cidade de São Paulo para que possamos juntos compartilhar e vivenciar práticas de mudança de paradigma.

1) Roda de Conversa: Nesse encontro vamos compartilhar as práticas que sustentam nossos processos diários da vida sem escola, mudanças de modo de vida e a construção da vida comunitária.

Sexta-feira – 21/08/2015
Horário – 19h as 22h
Valor: R$125 por pessoa* (Gratuita para quem fizer a opção 2)

2) Vivência e Prática: Nesse encontro, iremos vivenciar e praticar as possibilidades de mudanças de paradigma partindo da realidade de cada participante, com foco na educação, nas relações e na produção de vida.

Sábado e domingo – 22 e 23 de agosto de 2015
Horário: 10h as 18h
Valor: R$ 800 por pessoa*  incluindo almoço e lanche da tarde

Local: Espaço Caçamba de Arte
Rua Muniz de Sousa, 517 (rua do parque da Aclimação)
São Paulo

Informações e inscrições:  marcelomichelsohn@me.com

Vagas limitadas

*Os recursos arrecadados serão utilizados para a construção do Projeto Amalaya






4.8.15

PRATICA DAS QUINTAS

nessa quinta dia 6/8 voltaremos com nossos encontros para praticarmos juntos as mudanças de paradigma da nossa vida diária

o encontro acontece no sitio em piracaia e é aberto e gratuito, acontece das 16h as 18h e na ultima quinta do mês, a partir das 11h

para mais informações escreve para anavidaativa@gmail.com





14.7.15

ENCONTRO PARA PRATICAS, NO RIO!

aproveitando a temporada carioca, alem da segunda-feira no catete, 92, vamos ter um encontro de dois dias para praticas.

segue informações:

Vivências e praticas Educacionais 

A educação do século XXI e seus paradigmas.

Estamos vivendo uma grande transição como adultos nos dias de hoje, pois fomos criados de um jeito e temos o desejo de criar as crianças com um outro modo de pensar, sentir e viver a vida.
Essa transição precisa acontecer dentro de nós, pois não será possível seguir fazendo o mesmo que aprendemos e querendo ensinar outro modo de vida para as crianças.
Claro que houve muita coisa boa na educação do século XX, mas também foi o momento onde houve a maior medicalização das crianças na fase escolar da historia da humanidade. Do final do século XX até os dias de hoje, encontramos uma grande resistência das crianças e adolescentes em relação a escola e ao mesmo tempo pais perdidos em relação a dar limites versus amor e atenção aos filhos, e educadores repensando suas relações com seus alunos.

Nos últimos 20 anos venho me dedicando a pensar e vivenciar novos modos de desenvolvimento humano nas instituições educacionais e nas famílias.

Nessa vivência de duas noites, vamos compartilhar praticas e os outros rumos para uma educação plena e potencializadora da vida.

data: quarta 22/7 e quinta 23/7
horário: das 18h30 as 21h30
local: Sede do Instituto ThetaHealing Brasil
          Travessa Carlos de Sá, 10
           Catete - Rio de Janeiro
Valor: 260 reais
inscrições e mais informações: anavidaativa@gmail.com

13.7.15

CATETE 92

na proxima segunda-feira, no dia 20-07, vamos ter um encontro aberto na simpatica casa numero 3 da rua catete, 92 - rio de janeiro.
o projeto Catete 92 é uma casa acolhedora que facilita encontros informais e inspiradores.
vamos falar sobre praticas de mudanças de paradigma, sobre desescolarização e sobre tudo que nos inspira.
a conversa será das 18h as 21h e é aberta a todos os interessados.
tragam sua contribuição financeira para o Catete 92, uma casa que funciona com as contribuições dos eventos que acontecem nele.


bate-papo
segunda dia 20-7-15
rua do catete, 92 (proximo ao metro do catete)
casa numero 3
das 18h as 21h

será uma alegria!

12.7.15

MUDANÇAS POR TODA PARTE!

lia raquel me mandou um email se apresentando e perguntando sobre a possibilidade de nos encontrarmos durante um final de semana para conversarmos.
disse que teríamos um acampamento e que ela seria muito bem-vinda.
ela disse que nunca havia acampado antes, pediu algumas informações e decidiu vir.
foram mais de 10 horas de viagem de ônibus, e quando chegou na cidade, por sorte encontrou uma carona com alguém que também estava vindo acampar.
chegou essa simpática mulher, de cabelos brancos, estatura baixa, olhos brilhantes e sorriso fácil.
se aventurou a montar a barraca emprestada pela primeira vez e foi se juntando ao grupo.
um mês depois do acampamento eu recebo o email e as fotos abaixo relatando suas novas aventuras.
compartilho aqui essa inspiração.
sabendo que não foram alguns dias de convívio que a fez gerar todo esse movimento, mas sim algo que ja estava dentro dela e que ela decidiu dar atenção.


Querida Ana...
Ver seu vídeo Desescolarização desencadeou em mim um tsunami...
Tinha antecedentes...alguns documentários já haviam me estremecido: Escolarizando o Mundo, Educação Proibida, Quando sinto que já sei...
Achei o http://anathomazblogspost.com.br e o seu e-mail. Entrei em contato e fiquei aguardando o acampamento, que chegou em menos de 3 meses...
Nunca havia acampado...as orientações eram uma incógnita que de inicio suspeitei ser brincadeira, mas era sério e eu não conseguia desistir. Mil coisas se ajustando pra viabilizar essa ida e na véspera o carro quebra em outra cidade e não ficou pronto, me arranjei como pude com bagagem e fui de ônibus. Nove horas... só até Campinas; as primeiras foram de pura contemplação, mas nos últimos minutos uma antiga crise de pânico veio conferir minha vontade...respirei fundo, conversei com a razão, ratifiquei posição e segui em frente.
Encontrar carona no mercado foi uma luz. No acampamento tudo era estranho e novidade. Fiquei vendo e sentindo o que me chegava: o local, as pessoas, os alimentos, o Tethahiling, a fogueira, o céu, a barraca, o clima, a energia de tudo isso.
Dormir na barraca foi um desafio pela umidade e frio. Mas ver o dia amanhecer, voltar ao local da fogueira, estar no Morro com aquela paisagem, foi aconchegante. Assim como o gesto do Marcus de emprestar o colchão e edredon, ou da mãe da Sasha me convidar para dormir no quarto; ou os pequenos pedirem pra eu ler os nomes indicados nos Atlas. Enfim, o convívio foi desvelando generosidades,  levezas, alegrias, descobertas de mim.
Na hora de ir embora conversando com a Ana fui dizer de algo que me incomoda nas creches da cidade que moro e no ato percebi minha responsabilidade nisso. O trem estava descarrilado... Percebi que me incomodava mais do que pensava porque tinha de mim. As educadoras dão atividades em papel para crianças a partir dos 3 meses, tem até portfolio. Eu acusava as educadoras...Dou aula na única faculdade de pedagogia dessa cidade há 15 anos, sou formadora dessas educadoras, se não diretamente, mas de opinião. Não me posicionei inteira sobre o assunto até então. Isso me fez rever tudo na minha profissão. Cheguei de Piracaia na segunda-feira à meia-noite e meia, as sete estava em Castilho com meus alunos deficientes e a noite na faculdade. Andando pelo corredor mil pensamentos na mente. O que vou fazer em sala de aula? Entrei e os alunos teriam de expor atividades práticas de matemática e estava tudo pronto, menos eu. Olhava para eles e eles me olhavam, de repente o silêncio ficou demais e eu disse que não tinha condições de dar aula, que tinha chegado de um Acampamento com pais que não colocam os filhos na escola, que vivi experiências incríveis, e que descobri que não sei nada e que meu doutorado serviu só para eu ler legendas de um Atlas para umas crianças de 4 anos...ficaram me olhando e perguntaram se tinha foto. Mostrei as fotos que eu tinha...de barracas ao amanhecer e do morro...Me pediram para eu levá-los a Piracaia. Eu achei que eles não tinham escutado direito e disse meio brava que passaria o e-mail da Ana e quem quisesse entrasse em contato. Falei que iria embora e quando me preparava para sair um grupo pediu: - acampa com a gente! Eu lhes respondei: Onde é que vou acampar com vocês? Eu não tenho nem casa própria! E foram falando e arrumando possibilidades e eu ri e fui saindo. Mas eu ouvi aquele pedido. No outro dia entrei  em contato com um amigo que tem um sitio e que tinha sonhado comigo nesse sitio com várias pessoas acampando. Chutei e contei a história e ele aceitou...e já aconteceram dois acampamentos. O primeiro somente com alunos no dia 30 de maio e o segundo dia 04 de julho participou também uma professora de 70 anos e 4 pessoas de outra cidade que não são meus alunos mas souberam e quiseram participar.
As aulas também não foram mais as mesmas nem na faculdade nem na sala de recurso. Mudou o tempo, o ritmo, o conteúdo, a avaliação, a busca pelo conhecimento e a fonte. Mudou a professora.
Além das aulas, nos finais de semana vou a casa dos alunos da sala de recurso, passando o dia com eles; as vezes levando outros alunos junto, compartilhando serviços, refeições, brincadeiras. A agenda está repleta de visitas e solicitações. Até família de ex alunas da faculdade tenho visitado. Essas visitas são em assentamentos, sítios, fazendas.