7.4.10

ONDE ESTÁ O PROBLEMA?

nesses últimos dias, tenho pensado muito que não existe conflito original em nós.
o corpo equilibrado não tem conflito, tudo se desenvolve harmoniosamente, não existe nenhum órgão querendo tomar a função de outro; as pernas estão sempre de acordo em relação a que direção seguir; apesar de tantos vetores de forças distintos, todos trabalham em um sentido comum...
mão esquerda não tem inveja da habilidade da mão direita; os fluxos do corpo não exitam, fluem para onde tem que fluir...

aonde aparece o conflito então?

na relação!!!

conflito, problema, estimulo, demanda, impulso, provocação; tudo isso acontece na relação.

e sempre estamos em relação!
temos relação com o ar, com o alimento, com a gravidade, com os outros.
mesmo isolados estaremos sempre em relação.

então estamos sempre expostos a problema?
sim!!!

então qual questão deste post?

que não há conflito "interno", ele sempre pertence a relação.

os conflitos não são pessoais e sim relacionais.

qual a diferença?

se a pessoa está "equilibrada" os problemas não se internalizam, eles fazem parte da relação e não das pessoas.

se algo me frustra meu corpo não torna-se frustrado, assim que a relação muda a frustração desaparece, não fica o ressentimento ecoando pela vida afora.

ao observarmos as crianças isso fica muito claro:

a criança discorda de algo, daí ela briga, fica furiosa, pode fazer o escândalo que for, se você observar o corpo dela, por mais alterado que pareça, suas estruturas estão intactas, sua coluna continua sustentando seu corpo, seus membros estão coordenados, seus músculos estão intensos porem sem tensão, assim que o problema se resolve, tudo desaparece, como magica, e aquela criança não fica remoendo o assunto, ofendida, ressentida, simplesmente passa.

quando um adulto, com seu corpo desequilibrado passa por algo que ele não está de acordo, da para perceber que sua expressão tensiona e se fixa, mesmo sob disfarce; os ombros contraem, a garganta fecha, o estômago e a respiração são afetados, o cérebro é tomado por pensamentos fixos; e por mais que a relação causadora de tantos problemas se transforme, fica ali uma ferida, uma marca, que ressoa, que ressente, que nos adoece.

então a solução é investir no equilíbrio original do corpo, na verdade desinvestir no desequilíbrio pois o equilíbrio já está lá presente, desde sempre.

que equilíbrio é esse?

volto amanhã para destrinchar o equilíbrio primordial do corpo.

2 comentários:

Patrícia disse...

Olá,
Gostaria de receber maiores informações para o bazar de dia das mães - dia 24.04.
Sou proprietária de uma marca de bolsas - AYROSA - e fiquei interessada.

Aguardo retorno,

contato@ayrosa.com
www.ayrosa.com

AYROSA.

Gustavo Gitti disse...

Perfeito, Ana!

É bem isso mesmo.

Na verdade, os problemas são experiências e essas experiências sempre passam pelo nosso corpo e pela nossa mente, ou seja, podemos mudar as experiências apenas equilibrando nosso corpo.

Gostei muito do jeito que você expôs esse tema.

Beijo e saudades!